Por que seu site precisa de um blog (e por que ele deve estar sempre atualizado) – Jornal Contábil

Apesar da crescente digitalização dos negócios, milhares de sites empresariais ainda operam sem um blog — ou pior, com um blog abandonado, desatualizado e sem conexão com as estratégias da empresa. O que muitos gestores não percebem é que essa ausência representa uma grande oportunidade desperdiçada em termos de visibilidade, credibilidade, relacionamento com o cliente e desempenho técnico nos mecanismos de busca.

Se você ainda se pergunta preciso mesmo de um blog no meu site?”, ou se já teve um e o deixou de lado, este artigo vai mostrar por que ter um blog atualizado não é opcional — é essencial para o crescimento do seu negócio na internet.


📌 Ter um site sem blog é como abrir uma loja e não conversar com ninguém

Um blog funciona como a voz da sua marca. É onde você transmite autoridade, esclarece dúvidas, antecipa objeções, educa o cliente e, principalmente, aparece no Google.

Sem um blog, seu site limita-se a apresentar produtos, serviços e uma página “sobre nós”. Isso é importante, claro — mas não é suficiente. O consumidor atual busca informações, comparações, análises, explicações e respostas específicas. E é exatamente isso que um blog bem estruturado oferece.


📈 Vantagens Técnicas de Manter um Blog Atualizado

1. Melhora o ranqueamento no Google (SEO)

Cada novo post do blog é uma nova página indexada no Google. Isso aumenta suas chances de aparecer nos resultados de busca para termos variados. O algoritmo do Google valoriza conteúdo novo, relevante e frequente — e um blog atualizado oferece exatamente isso.

2. Aumenta o tempo de permanência no site

Conteúdos de qualidade prendem o visitante por mais tempo. E quanto maior o tempo de permanência, mais o Google entende que seu site tem valor, o que impacta positivamente o ranqueamento.

3. Diminui a taxa de rejeição

Sites com apenas uma ou duas páginas tendem a ter altas taxas de rejeição (bounce rate). Já blogs com links internos, sugestões de leitura e estruturação inteligente mantêm o usuário navegando, o que é um sinal positivo para os buscadores.

4. Ajuda na indexação de novas palavras-chave

Enquanto as páginas fixas do site geralmente atacam palavras-chave institucionais, o blog permite explorar termos de cauda longa (long tail keywords) — como “como emitir nota fiscal como MEI” ou “qual é a diferença entre lucro real e presumido”. Essas palavras são menos concorridas e trazem tráfego mais qualificado.

Posts de blog bem escritos têm mais chances de serem citados por outros sites e compartilhados nas redes sociais. Isso gera backlinks, que são fundamentais para a autoridade do domínio.

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🧠 Vantagens Estratégicas e Comerciais

✔️ Construção de autoridade

Ter um blog atualizado mostra que sua empresa entende profundamente do que faz. Isso inspira confiança e transforma sua marca em referência no setor.

✔️ Nutrição de leads

Com conteúdos relevantes, você pode guiar o visitante pelo funil de vendas — do topo (curiosidade) até o fundo (decisão), com dicas, cases, tutoriais, entrevistas e comparativos.

✔️ Relacionamento com o público

Um blog também é uma ferramenta de comunicação com seus clientes. Pode ser usado para responder dúvidas frequentes, lançar novidades, mostrar bastidores e receber feedbacks.

✔️ Educação do mercado

Ao explicar temas complexos ou novidades do setor, sua empresa educa o mercado e ajuda a elevar o nível de entendimento dos clientes. Isso reduz o custo com suporte e acelera o processo de vendas.

✔️ Atualizações sobre produtos, leis ou tendências

Para negócios que lidam com regulamentações, como contabilidade, direito ou saúde, o blog é o canal ideal para avisar mudanças, explicar normas ou divulgar conteúdos orientativos.


🚨 O problema dos blogs desatualizados

Manter um blog e deixá-lo abandonado pode ser ainda pior do que não ter nenhum. Isso porque:

  • Passa a sensação de que a empresa está inativa ou desatenta;
  • Diminui o tráfego ao longo do tempo;
  • Pode conter informações defasadas ou incorretas;
  • Perde relevância nos mecanismos de busca;
  • Compromete a imagem da marca perante investidores, parceiros e clientes.

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✅ Boas práticas para manter seu blog sempre atualizado

  1. Defina um calendário editorial (mínimo 2 posts por mês)
  2. Use SEO desde o título até a meta descrição
  3. Atualize conteúdos antigos com novas informações
  4. Adicione links internos para páginas de serviço ou produtos
  5. Crie posts de diferentes formatos: listas, tutoriais, estudos de caso, entrevistas
  6. Integre o blog ao seu e-mail marketing e redes sociais
  7. Use IA para sugestões de pauta e otimização de texto (ex: txt.ia)
  8. Monitore métricas como tempo de leitura, origem de tráfego e taxa de cliques

🌍 Um blog é seu ativo digital mais valioso

Diferente das redes sociais — que mudam algoritmos constantemente — o conteúdo publicado no seu blog é seu para sempre, indexado pelo Google, encontrado organicamente e capaz de gerar tráfego, autoridade e vendas por anos.


📌 Conclusão

Se seu site ainda não tem um blog, ou se ele está abandonado, você está deixando dinheiro e visibilidade na mesa. Em um ambiente digital cada vez mais competitivo, quem informa melhor, vende mais. E o blog é a ferramenta número 1 para isso.

Atualize. Escreva. Compartilhe. Eduque. Conquiste.

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Estágio no IBGE: 351 vagas com Bolsas de até R$ 1.125! – Jornal Contábil

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou essa semana a abertura de uma seleção para 351 vagas de estágio no país. 

De acordo com o órgão, as oportunidades são voltadas para estudantes matriculados a partir do 3º período em 26 cursos de ensino superior. O IBGE diz que os postos serão preenchidos de acordo com a necessidade.

As oportunidades de estágio estão distribuídas nos 26 estados e no Distrito Federal. O processo seletivo tem inscrições abertas até às 12h do dia 1º de julho (horário de Brasília), no site do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), que atua na organização.

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Há vagas de quatro horas diárias (20 semanais) e de seis horas diárias (30 semanais). Os valores mensais das bolsas serão de R$ 787,98 e de R$ 1.125,69, respectivamente.

O IBGE afirma que o estagiário também terá direito a auxílio-transporte de R$ 10 por dia para atuar presencialmente. Não há previsão de benefícios como vale-alimentação e auxílio-saúde.

Após a inscrição, os candidatos devem participar de uma prova online, cujo prazo de realização também vai até as 12h de 1º de julho. O exame é objetivo, composto por 20 perguntas, que devem ser respondidas em até dois minutos cada.

São cinco questões de língua portuguesa, cinco de matemática e raciocínio lógico, cinco de geografia e cinco de conhecimentos gerais e atualidades, baseadas nos conteúdos programáticos descritos no edital. O resultado das provas está previsto para 17 de julho.

Mais detalhes sobre o edital podem ser consultados no site do CIEE.

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Autor: Ana Luzia RodriguesAutor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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Incentivo para exportações de micro e pequenas empresas vai a Plenário – Jornal Contábil

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou na última terça-feira, dia 17, o projeto de lei complementar do Poder Executivo que cria um programa de incentivo às exportações realizadas por micro e pequenas empresas por meio da devolução de parte dos tributos por ela pagos.

Já aprovado pela Câmara dos Deputados, o PLP 167/2024 recebeu voto favorável do relator, o senador Eduardo Braga (MDB-AM). A matéria segue para decisão do Plenário do Senado, com pedido de urgência aprovado.

O projeto cria o Programa Acredita Exportação, pelo qual, nos anos de 2025 e 2026, micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional poderão apurar créditos para receber de volta parte dos tributos pagos na cadeia de produção de mercadorias que forem exportadas. 

Na prática, será possível compensar ou reaver o que foi pago em PIS e Cofins sobre os insumos utilizados para fabricar produtos vendidas ao exterior. É uma tentativa de promover justiça fiscal e aumentar a competitividade dessas empresas no mercado global.

Produtos destinados à exportação são, em tese, isentos de tributos como PIS/Pasep e Cofins, que incidem sobre o faturamento das empresas. A ideia é não exportar tributos, o que tornaria os produtos brasileiros menos competitivos no exterior. No entanto, no processo de fabricação, as empresas pagam esses tributos na compra de insumos e serviços, e nem sempre conseguem recuperar esse valor — o chamado resíduo tributário. 

Enquanto as grandes empresas podem compensar ou pedir a devolução desses tributos, as pequenas empresas que estão no Simples Nacional não têm esse mesmo direito. É disso que o projeto trata.

A duração temporária do benefício — apenas dois anos — é justificada, segundo o relator, pelo fato de que o PIS/Pasep e a Cofins serão substituídos a partir de 2027.

O projeto também estende o prazo de regularização fiscal de empresas do Simples que tenham sido notificadas por problemas com dívidas ou cadastros. Atualmente, o prazo é de 30 dias, mas o projeto amplia para 90 dias, oferecendo mais tempo para que as empresas se mantenham ativas nesse regime.

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Reintegra

O PLP 167/2024 também altera o Reintegra — o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras, criado em 2011. Esse programa devolve parte dos tributos pagos ao longo da cadeia produtiva de bens industrializados exportados, como forma de incentivar as exportações.

Hoje, o percentual da devolução varia de 0,1% a 3% sobre o valor exportado, definido pelo governo com base no tipo de bem exportado. Com o novo projeto, esse percentual também poderá variar conforme o porte da empresa.

Contudo, o projeto também estabelece que o Reintegra será extinto a partir de 2027, em razão da reforma tributária aprovada em 2023, que prevê a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), a qual substitui o PIS e a Cofins. 

Como o Reintegra está relacionado a esses tributos, sua continuidade após a entrada em vigor da reforma não faria sentido. Em 2027, haverá uma revisão específica para o tratamento das empresas do Simples nesse novo contexto tributário.

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Regimes aduaneiros especiais

O projeto altera ainda a legislação que regula regimes aduaneiros especiais como o drawback e o Recof. Esses regimes permitem que empresas importem ou adquiram insumos no mercado interno sem pagar impostos, desde que esses insumos sejam usados na produção de bens que serão exportados.

Atualmente, essas isenções são aplicáveis principalmente a produtos. O PLP 167/2024 amplia os benefícios para incluir serviços diretamente relacionados à exportação, como transporte, armazenagem, despacho aduaneiro, seguro de carga, entre outros.

A proposta suspende, por cinco anos, a cobrança de PIS/Pasep, Cofins e suas versões aplicáveis a importações (PIS-Importação e Cofins-Importação) sobre a contratação desses serviços por empresas habilitadas. Essa suspensão só será definitiva se a exportação de fato ocorrer. Se não houver exportação, a empresa deverá recolher os tributos suspensos, com acréscimos de juros e multa.

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Enem 2025: MEC abre inscrições para certificadores que desejam atuar – Jornal Contábil

O MEC (Ministério da Educação) abriu inscrições para servidores públicos federais e professores das redes públicas estaduais e municipais atuantes em 2025 que desejam atuar como certificadores do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e da PND (Prova Nacional Docente). 

O cadastro vai até 30 de junho, e os profissionais selecionados poderão receber até R$ 864 por dia, dependendo da distância do local de atuação.

A inscrição ocorre pelo portal do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). O certificador é responsável por garantir a segurança e a regularidade da aplicação das provas.

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O que faz os certificadores

Entre as funções dos certificadores estão receber e abrir os malotes, identificar os participantes e controlar os horários de início e término das provas. 

Em 2024, o Enem foi aplicado em 1.753 municípios, com cerca de 140 mil salas e dez mil locais de prova. Para 2025, o Inep espera mobilizar mais de 500 mil colaboradores nesse processo.

A remuneração diária padrão é de R$ 510. No entanto, para certificadores que atuarem em municípios a mais de 150 quilômetros do seu local de origem, o valor sobe para R$ 864. A Prova Nacional Docente será aplicada em 26 de outubro, e o Enem em 9 e 16 de novembro.

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Quem pode participar

Para participar, o candidato deve ter pelo menos ensino médio completo e não pode ter parentes de até terceiro grau inscritos no Enem ou na PND de 2025. 

Quem já possui cadastro no sistema deve confirmar se seus dados estão atualizados. A seleção inclui curso de capacitação na modalidade a distância, com aprovação exigida de 70% de aproveitamento para atuar como certificador.

O Inep divulgará a lista de inscritos confirmados e convocados para o curso em 14 de julho, disponível na Página de Acompanhamento. O órgão pode chamar até três vezes mais candidatos do que o necessário para cada município, e critérios de prioridade vão desde a experiência anterior até o desempenho no curso. Caso haja empate, a seleção será feita por sorteio.

O cronograma prevê inscrições até 30 de junho, os recursos contra inscrições não confirmadas de 15 a 22 de julho e resultado dos recursos no dia 11 de agosto. A iniciativa busca garantir a qualidade e a segurança na aplicação dos exames nacionais em todo o país.

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Autor: Ana Luzia RodriguesAutor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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DERE: nova obrigação acessória trará exigências aos contadores – Jornal Contábil

A Reforma Tributária trará grandes mudanças no setor tributário do Brasil. O objetivo principal é simplificar a arrecadação, unificar tributos e desburocratizar as obrigações acessórias – aqueles relatórios administrativos que as empresas enviam para informar seus impostos.

Nesse cenário de mudança, surge a Declaração Eletrônica de Regimes Específicos (DERE). Ela é uma nova obrigação acessória criada para atender as particularidades de setores que operarão sob regimes tributários especiais no novo sistema.

Com a extinção de tributos como PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS, a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) se tornam os principais impostos sobre o consumo. 

No entanto, nem todo setor consegue se encaixar no modelo padrão de tributação. Por isso, o governo manteve regimes diferenciados para áreas como saúde, mercado financeiro e construção civil, entre outros. É exatamente aqui que a DERE entra em cena.

O que é a Declaração Eletrônica de Regimes Específicos (DERE)?

A DERE será um relatório digital obrigatório que as empresas precisarão preencher e enviar periodicamente ao Fisco. Seu propósito é informar de forma clara e organizada os dados sobre a apuração da CBS e do IBS quando esses forem recolhidos por regimes específicos de tributação.

Mas o que são esses “regimes específicos”? Eles são tratamentos tributários diferenciados aplicados a setores que, devido à sua natureza ou modelo de negócio, não se encaixam na tributação padrão. Por exemplo:

  • Instituições financeiras
  • Planos de saúde
  • Operadoras de jogos e apostas
  • Empresas do setor imobiliário

Esses setores continuarão com regras próprias para o cálculo e pagamento de seus tributos. A DERE, então, será o canal por onde essas empresas comunicarão à Receita Federal e ao Comitê Gestor do IBS os valores devidos, as bases de cálculo e as operações realizadas. Ela substituirá muitos controles que hoje são feitos por declarações separadas.

A DERE foi pensada para ser centralizada, padronizada e eletrônica, seguindo o modelo de outras obrigações acessórias modernas, como a EFD-Contribuições e a DCTFWeb.

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A principal mudança trazida pela DERE é a simplificação e modernização da forma como as empresas prestam informações ao Fisco. Hoje, o sistema tributário brasileiro exige diversas declarações, como SPEDs, GIA, EFDs, DCTFs, entre outras, dependendo da atividade e do regime da empresa.

Com a implantação da DERE, teremos:

  • Unificação de dados: A nova obrigação vai consolidar informações que hoje são entregues em múltiplas declarações, diminuindo a duplicidade.
  • Confissão de dívida: Ao enviar a DERE, a empresa automaticamente reconhece os valores devidos. A declaração se torna uma “confissão de dívida”, como já acontece com outras obrigações eletrônicas.
  • Aprimoramento do controle fiscal: A padronização digital dos dados permitirá que a administração tributária faça um controle e cruzamento de informações mais eficientes, reduzindo a evasão fiscal.
  • Adaptação à natureza do setor: Os campos da DERE serão ajustados à realidade de cada regime específico, evitando exigências que não se encaixam na atividade empresarial.

Quando a DERE começará a valer?

A obrigatoriedade da Declaração Eletrônica de Regimes Específicos – DERE está prevista para janeiro de 2026, mesma data em que passam a valer a CBS e o IBS. As normas detalhadas de envio e periodicidade ainda serão regulamentadas.

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O que muda para as empresas?

Empresas incluídas nesses regimes especiais precisarão:

  • Revisar seus cadastros de produtos e serviços
  • Adaptar o ERP para gerar a nova obrigação acessória DERE
  • Treinar as equipes contábil, fiscal e de TI
  • Organizar processos e garantir a qualidade das informações
  • Acompanhar atualizações normativas

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Contabilidade online sem contador não é contabilidade – Jornal Contábil

Vivemos uma era de automação. A tecnologia, felizmente, já deixou de ser um tabu na contabilidade. Hoje, temos ferramentas que agilizam lançamentos, cruzam dados com inteligência artificial e permitem análises gerenciais com precisão quase cirúrgica. Sou defensor convicto da modernização da contabilidade. Uso plataformas, apoio a digitalização e reconheço o valor das contabilidades online sérias, com estrutura, profissionais qualificados e acompanhamento técnico. Mas há um ponto que não posso deixar de criticar – as chamadas “contabilidades faça você mesmo”.

Essas plataformas, que prometem “contabilidade simplificada, sem contador”, vendem um sonho perigoso: o de que qualquer pessoa pode tocar a parte fiscal, contábil e trabalhista de uma empresa com meia dúzia de cliques, como se a contabilidade fosse apenas uma questão de apertar botões.

O problema não é a tecnologia. É a irresponsabilidade.

Vamos ser justos: tecnologia é aliada, não inimiga. O problema não está nas plataformas em si, mas no modelo que transfere para o próprio empresário toda a responsabilidade sobre cálculos, tributos, enquadramento e declarações fiscais, sem qualquer suporte técnico qualificado. Isso não é contabilidade. É um “atendimento genérico com interface bonita”.

Essas empresas não têm um contador que analisa sua atividade. Não perguntam se o seu CNAE é compatível com a atividade real. Não orientam sobre o melhor regime tributário. E, se o cliente cometer um erro, quem paga a multa é ele – não a plataforma.

A falsa economia

É comum o argumento de que o “faça você mesmo” sai mais barato. Mas isso só vale até o primeiro erro. Uma DAS emitida com código errado, uma DIRF esquecida, um envio fora do prazo para o eSocial — e pronto: a suposta economia vira uma multa de R$ 500, R$ 1.000 ou mais, além de complicações com o fisco que podem resultar na exclusão do Simples Nacional ou até na perda do CNPJ.

Já vi clientes chegarem desesperados ao escritório após usarem essas plataformas por meses sem saber que estavam cometendo infrações. Quando a Receita bate na porta, a “contabilidade de R$ 29,90” some. E quem precisa resolver o problema? Um contador de verdade.

Contabilidade é ciência. Não é autoatendimento.

A contabilidade é uma ciência, com base técnica, normativa e legal. O profissional contábil não serve apenas para calcular impostos, mas para proteger o patrimônio, garantir a conformidade fiscal e orientar decisões estratégicas. Reduzir isso a um botão de “gerar guia” é como substituir um médico por um aplicativo de autoavaliação de sintomas. Pode até parecer funcional no início, mas pode custar caro — ou muito caro — mais adiante.

Nem tudo que é digital é moderno

Vivemos uma era em que a conveniência virou argumento de venda. Mas é preciso ter muito cuidado com soluções que prometem “autonomia total” quando, na verdade, estão apenas transferindo a responsabilidade do contador para o próprio cliente — sem que ele sequer perceba.

Ser digital não é sinônimo de ser moderno. A verdadeira modernidade está em conciliar tecnologia com inteligência humana, em utilizar softwares que otimizam tarefas, sim, mas sem abrir mão da análise crítica, do olhar estratégico e da responsabilidade técnica do contador. Automação sem orientação é um convite ao erro.

Leia também: A incompetência digital do fisco e a submissão dos contribuintes

E mais: nem tudo que é online é contabilidade. Se não há análise contábil, se não há responsabilidade técnica registrada, se não há profissional habilitado acompanhando o processo, isso não pode — e não deve — ser chamado de contabilidade. No máximo, é um serviço de geração automatizada de documentos, vendido com um nome bonito para parecer confiável.

Como profissional da área, me preocupo profundamente com o futuro da contabilidade, e defendo sim o uso da tecnologia, da inovação, da digitalização. Mas também defendo o respeito à nossa profissão, à nossa ciência e aos nossos clientes.

Porque no fim das contas, o que garante a saúde de uma empresa não é um sistema bonito que gera guias. É um contador atento que enxerga o que está por trás dos números, que antecipa riscos, que orienta o crescimento, que age como guardião do patrimônio e da conformidade legal.

É isso que faz da contabilidade uma profissão essencial. E é isso que nenhuma plataforma “faça você mesmo” será capaz de substituir.

Leia mais em Coluna André Charone

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CFOs do Futuro: De Guardiões de Balanço a Arquitetos da Criação de Valor – Jornal Contábil

Durante décadas, o diretor financeiro era visto como o guardião silencioso dos balanços, o responsável por fechar as contas no fim do mês, controlar planilhas e garantir que o fluxo de caixa estivesse em dia. Mas essa figura evoluiu — e hoje, o Chief Financial Officer (CFO) moderno ocupa um lugar central na estratégia das empresas.

Com salários que ultrapassam milhões por ano, esses profissionais passaram de coadjuvantes da contabilidade para protagonistas da transformação corporativa. Com domínio de inteligência artificial, blockchain, dados e tecnologia, eles são hoje peças-chave na geração de valor e no aumento do valuation das empresas, podendo elevá-lo em até 20%, segundo estudos de instituições como McKinsey, Mercer, Itaú e Credit Suisse.


Do contador de elite ao estrategista global

“O CFO contemporâneo não é mais apenas um contador sofisticado. Ele é o estrategista econômico da companhia, o intérprete de crises globais e o líder da inovação interna”, afirma Alysson Guimarães, CEO da LeverPro, empresa brasileira de soluções em planejamento financeiro (FP&A).

Segundo ele, a ascensão tecnológica foi o grande motor dessa mudança. Dados da McKinsey mostram que empresas com CFOs digitalmente capacitados registram Ebitda 15% superior à média do setor. Ferramentas como IA para previsão de fluxo de caixa (utilizada por 72% dos CFOs de grandes empresas) e blockchain para gestão de riscos (já presente em 35% das empresas do Ibovespa) vêm mudando o jogo corporativo.


Crises econômicas colocaram o CFO no centro das decisões

Com a recente instabilidade macroeconômica — juros instáveis, inflação persistente e volatilidade cambial — o papel do CFO ganhou ainda mais relevância. De acordo com a Economatica, 68% das empresas listadas na B3 revisaram suas estratégias de hedge cambial no último ano.

Algumas empresas foram além: a Lojas Renner, por exemplo, reduziu em 40% sua exposição ao dólar, numa ação liderada diretamente pela área financeira.

“O mercado reconhece quem lidera a inovação. Segundo estudo do Itaú, empresas com CFOs inovadores conseguem captar recursos com juros até 1,5 ponto percentual menores”, destaca Guimarães.


CFOs estratégicos aumentam o valor da empresa

A relação entre liderança financeira e valorização de mercado é clara. Segundo o Credit Suisse, empresas com CFOs estratégicos são avaliadas em até 20% acima da média. Um exemplo notável é a Weg, que após uma reestruturação na diretoria financeira, aumentou seu valor de mercado em 35% em 18 meses, mesmo durante a retração do Ibovespa.


A nova elite da gestão financeira: mais técnica, mais digital, mais valorizada

Dados da consultoria Mercer indicam que a remuneração média dos CFOs das 100 maiores empresas brasileiras alcançou R$ 4,2 milhões anuais em 2024. Já nas fintechs e bancos digitais, esse valor pode ultrapassar R$ 8 milhões, especialmente para executivos com domínio de IA, blockchain e certificações como o CFA (Chartered Financial Analyst) — que aumentam o salário em até 35%.

Além da remuneração, o perfil do CFO também mudou. De acordo com a Russell Reynolds, 62% dos CFOs das 500 maiores empresas do país vieram de áreas como tecnologia e operações. E 45% possuem MBAs internacionais.

Habilidades como programação em Python, modelagem econômica, análise de dados em Power BI e finanças comportamentais tornaram-se essenciais.

“O CFO deixou de ser apenas o mestre dos relatórios contábeis para se tornar o arquiteto do valor corporativo”, reforça Guimarães.


Mais do que números: o novo papel do CFO é estratégico, sustentável e transformador

A frase que resume essa nova era vem do próprio Alysson Guimarães:

“O CFO do futuro não pergunta ‘Quanto gastamos?’, mas ‘Como esse investimento transforma nosso negócio e o mundo?’”

Com a convergência entre tecnologia, sustentabilidade e estratégia, o cargo de diretor financeiro não apenas mudou de função — ele redefiniu sua relevância dentro das empresas.

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Contabilidade: atenção ao envio do PGDAS e Dirbi. Prazo termina nesta sexta (20) – Jornal Contábil

As obrigações acessórias são declarações e documentos que as empresas e pessoas físicas devem entregar periodicamente aos órgãos competentes, como a Receita Federal, para informar sobre suas atividades financeiras, fiscais e tributárias. 

O vencimento dos prazos para o cumprimento dessas obrigações é um aspecto muito importante que exige atenção, pois o atraso ou a falta de entrega podem acarretar multas e penalidades.

O calendário de obrigações acessórias varia de acordo com o tipo de obrigação, o regime tributário da empresa ou pessoa física, e outras particularidades. Assim, é fundamental consultar o calendário específico para o seu caso e organizar-se para cumprir todas as obrigações dentro dos prazos estabelecidos.

Os profissionais contábeis e gestores precisam se atentar para 2 obrigações cujos vencimentos ocorrem nesta sexta, dia 20. São o PGDAS-D e a Dirbi.

Veja a seguir os prazos e os períodos relativos de apuração.

Leia também:

1 – PGDAS-D

O Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (PGDAS) é um aplicativo disponível no Portal do Simples Nacional para o contribuinte fazer o cálculo dos impostos a se pagar mensalmente, declarar receita e emitir a DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

O Microempreendedor Individual (MEI) está isento do uso do PGDAS, pois a categoria tem um local específico para a geração da sua guia de impostos mensais, o PGMEI – Programa Gerador de DAS do Microempreendedor Individual.

O vencimento do PGDAS-D é nesta sexta-feira, dia 20, com informações relativas ao período de maio de 2025. 

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2 – DIRBI

A DIRBI  é a Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária. Com ela, a Receita Federal busca fortalecer a fiscalização e aumentar a transparência fiscal. Exigindo que as empresas apresentem informações detalhadas sobre os benefícios tributários que estão aproveitando.

A DIRBI tem como objetivos principais identificar se o benefício e/ou renúncia fiscal utilizado deveria ser utilizado e saber em valores quanto é a perda de arrecadação com o uso do benefício ou renúncia fiscal federal.

Seu vencimento também ocorre nesta sexta, dia 20, com informações referente ao período de abril de 2025.

Por fim, não podemos esquecer que até o dia 30 de junho ainda é preciso transmitir as últimas obrigações mensais que são a DCTFWeb, a DME (Declaração de Operações Liquidadas com Moeda em Espécie), a DOI (Declaração sobre Operações Imobiliárias) e a ECD – Escrituração Contábil Digital.

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Autor: Ana Luzia RodriguesAutor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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Entenda os Créditos do PIS e da COFINS na Sistemática Não Cumulativa – Jornal Contábil

A sistemática não cumulativa do PIS e da COFINS permite às empresas o direito de aproveitar créditos sobre diversos bens, insumos, custos e despesas, conforme estabelecido em lei.

Esses créditos podem ser aplicados em diferentes contextos, desde a aquisição de bens até a prestação de serviços. A seguir, você confere um guia completo com os critérios legais, restrições, exceções e oportunidades de aproveitamento.


Créditos Admitidos: Itens e Condições

A legislação permite a apropriação de créditos sobre:

  • Bens para revenda;
  • Insumos utilizados na produção ou prestação de serviços;
  • Gastos com aluguéis (com restrições);
  • Bens do ativo imobilizado adquiridos a partir de 01/05/2004;
  • Custos de fabricação e despesas operacionais vinculadas às receitas não cumulativas.

É importante observar que o ICMS compõe a base de cálculo dos créditos, exceto o valor destacado a título de substituição tributária. Já o IPI recuperável e o ICMS-ST não geram créditos (vide Solução de Consulta Cosit 106/2014).


Conceito de Insumos e Regras Contábeis

Créditos sobre insumos referem-se a bens e serviços essenciais e relevantes à atividade produtiva ou prestação de serviços. O conceito foi ampliado por decisões do STJ e é detalhado em tópicos específicos sobre insumos para fins de PIS/COFINS.


Restrições e Vedações Legais

A legislação veda o crédito sobre:

  • Bens adquiridos antes de 01/05/2004;
  • Reavaliações patrimoniais;
  • Aluguéis de bens que já integraram o ativo imobilizado da empresa;
  • Desperdícios, resíduos ou aparas, conforme a Lei nº 11.196/2005;
  • Encargos de depreciação acelerada incentivada;
  • Aquisições com isenção, alíquota zero ou não incidência de PIS/COFINS;
  • Operações feitas por empresas comerciais exportadoras com fim específico de exportação.

Casos Específicos: Transporte, Limpeza e Mão de Obra

Transporte Rodoviário de Cargas

Empresas podem aplicar crédito presumido sobre serviços de frete contratados de transportadores autônomos ou optantes pelo Simples Nacional — com alíquotas reduzidas (Cosit 2/2020).

Limpeza, Conservação e Manutenção

É possível o crédito sobre serviços contratados diretamente relacionados à atividade-fim.

Mão de Obra Temporária

Admite-se crédito sobre contratos com empresas de trabalho temporário (Cosit 29/2017), quando vinculados à produção de bens ou à prestação de serviços.


Aquisições de Optantes pelo Simples Nacional

Apesar da vedação geral prevista na LC 123/2006, o Ato Declaratório Interpretativo RFB nº 15/2007 reconhece o direito ao crédito quando respeitadas as demais exigências legais.


Mudança de Regime e Estoques

Quando ocorre a mudança de regime tributário, o contribuinte pode calcular créditos sobre estoques de abertura, desde que observadas as normas específicas.


Crédito sobre Imobilizado e Depreciação

A legislação permite crédito sobre bens do ativo imobilizado incorporados após 01/05/2004. As formas de apuração incluem:

  • Crédito proporcional em 48 meses para máquinas e equipamentos;
  • Crédito proporcional em 12 meses para vasilhames retornáveis;
  • Crédito em 24 meses para edificações incorporadas ao imobilizado.

É vedado o crédito sobre vasilhames usados, reavaliações e valores fora das alíquotas legais.

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Créditos Presumidos na Exportação

Empresas exportadoras podem utilizar os créditos apurados para:

  1. Deduzir valores a recolher no mercado interno;
  2. Compensar débitos próprios administrados pela Receita Federal.

Estorno de Créditos

O crédito deve ser estornado caso os bens adquiridos tenham sido:

  • Roubados, furtados ou destruídos;
  • Inutilizados ou deteriorados;
  • Utilizados em produtos com a mesma destinação.

Cálculo e Métodos de Apuração

A apuração dos créditos considera alíquotas de 1,65% (PIS) e 7,6% (COFINS). As opções incluem:

  • Apropriação direta com sistema contábil integrado;
  • Rateio proporcional, baseado na receita bruta do mês.

As receitas com isenção, alíquota zero ou regime monofásico podem compor a base de rateio, conforme Solução de Divergência Cosit 3/2016 e ADI RFB 4/2016.


Regimes Especiais: Programa Mais Leite Saudável

Empresas habilitadas no Programa Mais Leite Saudável podem apurar créditos presumidos sobre aquisição de leite in natura, conforme Decreto nº 8.533/2015. As alíquotas aplicadas são reduzidas conforme a habilitação e os percentuais definidos em lei.


Utilização dos Créditos

Os créditos apurados podem ser usados para:

  • Abater valores devidos no período de apuração;
  • Ser aproveitados nos meses subsequentes;
  • Ser compensados com tributos federais administrados pela RFB.



Autor: Ricardo de FreitasAutor: Ricardo de Freitas


Ricardo de Freitas não é apenas o CEO e Jornalista do Portal Jornal Contábil, mas também possui uma sólida trajetória como principal executivo e consultor de grandes empresas de software no Brasil. Sua experiência no setor de tecnologia, adquirida até 2013, o proporcionou uma visão estratégica sobre as necessidades e desafios das empresas. Ainda em 2010, demonstrou sua expertise em comunicação e negócios ao lançar com sucesso o livro “A Revolução de Marketing para Empresas de Contabilidade”, uma obra que se tornou referência para o setor contábil em busca de novas abordagens de marketing e relacionamento com clientes. Sua liderança no Jornal Contábil, portanto, é enriquecida por uma compreensão multifacetada do mundo empresarial, unindo tecnologia, gestão e comunicação estratégica.


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Transparência e sustentabilidade presentes na 15ª Conferência do Ibracon – Jornal Contábil

Em um momento decisivo para os rumos da contabilidade e auditoria no Brasil, a 15ª Conferência Brasileira de Contabilidade e Auditoria Independente, realizada nesta segunda-feira (17) pelo Ibracon (Instituto de Auditoria Independente do Brasil) reuniu mais de 1.500 profissionais, reguladores e especialistas em São Paulo para debater o futuro da profissão. Sustentabilidade, ética, inovação e confiabilidade da informação foram os principais temas da programação.

Logo na abertura, o presidente do Ibracon, Sebastian Soares, destacou a importância do evento em um momento crítico para o setor. “Nunca o papel do auditor foi tão relevante. Estamos lidando com novas legislações, inteligência artificial, agenda ESG e uma pressão crescente por mais transparência. Tudo isso exige não só excelência técnica, mas também integridade e responsabilidade”, afirmou. 

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Economia e arcabouço fiscal também entraram em pauta. Em painel com o economista Carlos Kawall, discutiu-se o papel da contabilidade como elo entre responsabilidade econômica, regulação e credibilidade institucional. Foram abordados os limites do arcabouço fiscal e a necessidade de alinhar responsabilidade econômica com transparência informacional. 

ESG: foco estratégico do presente e do futuro

A pauta ESG foi destaque ao longo de vários painéis do evento. De manhã, a vice-presidente técnica do CFC, Ana Tércia Rodrigues, defendeu maior protagonismo das entidades contábeis. “Não há ESG sem confiabilidade, e não há confiabilidade sem contabilidade qualificada”, reforçou.

Gabriela Figueiredo Dias, presidente do International Ethics Standards Board for Accountants (IESBA), apresentou o novo padrão IESSA, voltado à ética e independência na asseguração das informações de sustentabilidade. “Estamos vivendo um ponto de inflexão. Ética não é opcional: é o pilar da confiança. O IESSA fornece as bases para asseguração robusta, aplicável a qualquer jurisdição ou modelo regulatório”, pontuou.

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A discussão sobre normas internacionais seguiu à tarde, com destaque para Eduardo Flores (CBPS), Neil Stewart (ISSB/Fundação IFRS) e Tadeu Cendon (IASB), que reforçaram a liderança do Brasil na implementação das normas e a importância da integração entre relatórios financeiros e de sustentabilidade.

Já Tadeu Cendon, reforçou que o maior desafio atual não é normativo, mas cultural. “Normas estão sendo atualizadas. Agora precisamos garantir que sejam compreendidas e aplicadas com coerência por todo o ecossistema”, alertou.

Para Rogério Mota, diretor Técnico do Ibracon, é preciso capacitar os profissionais da auditoria para que compreendam e apliquem, com segurança, tanto as normas de sustentabilidade quanto os critérios de asseguração. “Esse é o grande desafio que temos pela frente”, afirmou.

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Encerrando a programação do primeiro dia, o painel “Líderes: Perspectivas Futuras da Auditoria” reuniu nomes de destaque do setor para refletir sobre os rumos da profissão. Participaram Carlos Pires (KPMG), Fábio Cajazeira (PwC) e Angela Alonso (Alonso Barretto & Cia Auditores Independentes), que abordaram os impactos do ESG, da transformação digital e das novas responsabilidades do auditor na geração de valor e confiança.

Por Comunicação Ibracon

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