Tirar CNH sem auto escola: Entenda o que propõe projeto do governo – Jornal Contábil

Uma proposta que pode revolucionar o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Brasil está em discussão. 

O ministro dos Transportes, Renan Filho, apresentou um projeto que visa eliminar a obrigatoriedade das aulas em autoescolas para as categorias A (motos) e B (carros). A iniciativa busca simplificar e reduzir os custos para os futuros motoristas que hoje gira em torno de mais de R$ 3 mil.

Como seria o novo processo

Se a proposta for aprovada, candidatos à CNH poderiam realizar os testes do Detran sem a necessidade de cumprir as atuais 45 horas de aulas teóricas e 20 horas de aulas práticas (sendo 5 horas noturnas) exigidas hoje.

A principal mudança é a flexibilidade na escolha do instrutor e do veículo. O candidato ainda precisaria ser aprovado na prova prática, mas teria a liberdade de optar por:

  • Autoescolas convencionais: como já ocorre atualmente.
  • Instrutores autônomos: profissionais não necessariamente vinculados a uma instituição de ensino de direção.

Além disso, as exigências para os veículos utilizados nas aulas práticas seriam aliviadas. Atualmente, carros de autoescola precisam ter pedais duplos para o instrutor e limite de idade (8 anos para motos e 12 para carros de passeio). 

Com a mudança, seria permitido praticar em um carro particular ou do instrutor autônomo, sem essas adaptações.

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E as categorias C, D e E?

A proposta também prevê a facilitação dos processos de obtenção da CNH para as categorias C (veículos de carga, como caminhões), D (transporte de passageiros, como ônibus) e E (carretas e veículos articulados) permitindo que os serviços sejam realizados pelos Centros de Formação de Condutores (CFCs) ou por outras entidades, visando tornar o processo mais ágil e menos burocrático.

Onde e como praticar

As aulas práticas ganhariam mais autonomia. Seria possível realizá-las em ambientes fechados, como condomínios, sem a presença de um instrutor. 

No entanto, para aulas em vias públicas, o acompanhamento de um profissional habilitado continuaria sendo obrigatório, a fim de evitar infrações.

Desafios e contexto atual

A proposta de Renan Filho será encaminhada para análise e aprovação do presidente Lula. Vale ressaltar que tentativas anteriores de desburocratizar e reduzir os custos para tirar a CNH não avançaram.

A discussão sobre as regras de habilitação ocorre em um cenário preocupante: apesar de todas as exigências atuais, o Brasil é o quinto país com o trânsito mais perigoso do mundo, conforme pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) com dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

A medida traria mais acessibilidade para os cidadãos, mas também levanta debates sobre a segurança no trânsito e a qualidade da formação dos novos condutores. 

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Autor: Ana Luzia RodriguesAutor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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Como as empresas devem se preparar para o CNPJ com letras – Jornal Contábil

Novas pessoas jurídicas irão adotar o CNPJ composto de números e letras a partir de julho de 2026. A mudança, anunciada pela Receita Federal, procura evitar o esgotamento do formato atual – exclusivamente numérico. Apesar de alteração ser necessária somente para novos inscritos e estar prevista de forma gradual, as organizações precisarão atualizar seus sistemas para reconhecer o novo CNPJ com letras, aponta Luiz Carlos Roque, executivo de vendas da TQI, companhia de tecnologia e inovação.

“É comum pensar nessas inscrições das pessoas jurídicas apenas como um número de identificação, mas ele está presente em múltiplas camadas operacionais e tecnológicas. Empresas que lidam com emissão de notas fiscais ou controle tributário, por exemplo, precisarão certamente adaptar seus softwares, bancos de dados e rotinas internas”, explica Roque. 

Para mostrar o que muda e como se preparar, o executivo esclarece o impacto da mudança nas organizações e como atualizar os sistemas para reconhecerem o novo formato. Confira:

O que é o CNPJ alfanumérico

Ao invés de utilizar apenas números, o novo modelo de identificação combinará letras (de A a Z) e números (de 0 a 9), mantendo o total de 14 caracteres. De acordo com a Receita Federal, o número de combinações possíveis no formato atual do CNPJ está próximo do limite. Com o aumento quantitativo de empresas de todos os perfis, o órgão decidiu expandir o sistema para garantir sua viabilidade a longo prazo. A inclusão de letras amplia significativamente a quantidade de combinações possíveis.

Onde o CNPJ é usado dentro das empresas

As inscrições de pessoas jurídicas são largamente utilizadas em múltiplas áreas. Eles estão presentes em processos como: cadastro de clientes e fornecedores, emissão de notas fiscais eletrônicas (NF-e), sistemas contábeis e fiscais, contratos automatizados, integrações com bancos e gateways de pagamento, plataformas de e-commerce e sistemas internos. 

“Uma pequena alteração no formato pode interromper processos críticos, se os sistemas não estiverem preparados para aceitar letras no campo do CNPJ. Podem ocorrer falhas na emissão de documentos fiscais, dificuldades com fornecedores ou atrasos no cumprimento de obrigações tributárias. Por conta disso, a recomendação é que as companhias se preparem com antecedência”, aconselha o executivo da TQI. 

Preparação dos sistemas

Para se adaptar ao CNPJ alfanumérico é necessário revisar os sistemas que armazenam, validam ou integram CNPJs. Entre os principais pontos de atenção, está a validação de campo.

O Dígito Verificador (DV), número que aparece no final do CNPJ e serve para validar sua autenticidade, continuará sendo calculado pelo método do Módulo 11 – um tipo de verificação matemática –, agora adaptado para incluir letras no cálculo. Cada caractere será convertido em um valor numérico com base na tabela ASCII, que atribui um número específico a cada símbolo, e dele será subtraído o valor 48.

“Além da modificação no DV, é importante atualizar banco de dados, adaptar APIs e integrações com terceiros, remodelar interfaces e formulários de cadastro e fazer testes de emissão de notas com o novo formato”, diz Roque.

A mudança anunciada pela Receita Federal revela um desafio ainda maior: a maturidade dos dados corporativos. Muitas empresas ainda operam com sistemas legados, cadastros sem padronização e ausência de governança de dados.

“Essa atualização é uma oportunidade para as companhias já padronizarem dados cadastrais, corrigirem inconsistências históricas, automatizarem processos e fortalecerem a segurança da informação”, avalia o executivo. Segundo ele, o momento pode ser oportuno para as organizações avaliarem os seus dados de forma mais estratégica para a tomada de decisões inteligentes e escaláveis. 

Próximos passos

O novo CNPJ alfanumérico é uma realidade em andamento e as empresas que se antecipam a ela não apenas evitam problemas, como ganham uma vantagem competitiva importante. “Nesse contexto, as organizações já podem começar a mapear onde as inscrições de pessoas jurídicas estão presentes em suas operações, avaliar os seus sistemas e buscar apoio técnico para a transição”, diz Roque.

O executivo lembra que a mudança exige um olhar especializado para toda a arquitetura tecnológica das companhias. “Nesse ponto que entra a importância de contar com um parceiro de tecnologia experiente, que compreenda a complexidade dos seus processos e ajude a transformar esse desafio em uma oportunidade de evolução”, completa. 

Sobre a TQI

Especializada em projetos estratégicos de alto impacto, a TQI potencializa a inteligência humana através da tecnologia, incluindo inteligência artificial (IA), para viabilizar a transformação tecnológica dos nossos clientes. Com mais de 30 anos de experiência, a empresa entrega eficiência e excelência, impulsionando inovação e resultados sustentáveis. Listada entre as 20 melhores empresas de tecnologia do Brasil, a TQI é certificada pela ISG Provider Lens. 

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Contabilidade: 3 obrigações vencem essa semana. Atente aos prazos! – Jornal Contábil

Atenção contabilidade! Três importantes obrigações contábeis têm prazo de envio se esgotando nesta  semana!

Trata-se da EFD-Reinf (Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais) que deve conter o período de apuração referente a julho de 2025; a EFD- Contribuições, com período relativo a junho de 2025 e o DCP (Demonstrativo do Crédito Presumido do IPI) com dados relativo a Abril a Junho/2025.

A EFD-Contribuições tem prazo de entrega até quinta-feira, dia 14, e a EFD-Reinf e o DCP têm prazo até sexta-feira, dia 15. A não entrega no prazo estabelecido pode resultar em penalidades,que podem doer no bolso.

Confira!!

O que deve conter na EFD-Reinf?

A EFD-Reinf, como parte do SPED tem o propósito de registrar os rendimentos pagos, retenções de Imposto de Renda e contribuições sociais, excluindo aquelas ligadas ao trabalho. 

Dentre as informações prestadas, destacam-se serviços com cessão de mão de obra, retenções na fonte, recursos para associação desportiva com equipe de futebol profissional, comercialização da produção agroindustrial, empresas sob a CPRB, e entidades promotoras de eventos desportivos.

Quem precisa entregar a EFD-Reinf?

Há uma gama de empresas que devem apresentar estes dados:

  • Todas as pessoas jurídicas que prestam e/ou contratam serviços realizados mediante cessão de mão-de-obra (colocam à disposição da empresa contratante, trabalhadores para realizar serviços contínuos);
  • Pessoas jurídicas responsáveis pela retenção PIS, Cofins e CSLL;
  • Pessoas jurídicas optantes pelo CPRB (desoneração da folha);
  • Produtor rural pessoa jurídica e agroindústria;
  • Associações desportivas que mantenham equipe de futebol profissional;
  • Empresa que destinam recursos à associação desportiva que mantenha;
  • Equipe de futebol profissional;
  • Entidades promotoras de eventos que envolvam ao menos 1 associação desportiva que mantenha equipe de futebol profissional;
  • Pessoas jurídicas ou físicas que tiveram retenção do IRRF.

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Multas e penalidades

Ao não declarar a EFD-Reinf ou errar em seu preenchimento, uma organização está sujeita a infrações. Entre elas, estão:

  • No caso de não envio do módulo ou entrega fora do prazo, as multas podem variar de 2% a 20% do valor total;
  • Caso a empresa preste informações incorretas, a penalidade será referente aos grupos de informação equivocados: o valor mínimo da multa é de R$ 500.

O que é  a EFD-Contribuições?

A sigla EFD significa Escrituração Fiscal Digital. É um sistema que a Receita Federal Brasileira desenvolveu e instituiu para acompanhar e fiscalizar todos os registros contábeis e fiscais. Ele substituiu os livros físicos autenticados. 

O fisco, a partir da instituição do SPED, teve alguns objetivos. Vamos então analisar alguns:

  • Fomentar a colaboração entre os Fiscos, por meio da padronização e do compartilhamento das informações fiscais e contábeis. Sempre em conformidade com as restrições legais.
  • Simplificar e uniformizar as obrigações acessórias para os contribuintes, criando assim um processo único de envio de diferentes obrigações acessórias para os diversos órgãos de fiscalização.
  • Agilizar a detecção de infrações tributárias, aprimorando o controle dos processos, acelerando o acesso às informações e tornando a fiscalização mais eficiente por meio do cruzamento de dados e da auditoria eletrônica.

Multas pelo não envio da EFD-Contribuições

A aplicação das multas relacionadas à EFD-Contribuições pode variar dependendo das legislações específicas e das normas estabelecidas pela Receita Federal do Brasil (RFB) e pelos órgãos fiscalizadores estaduais. É importante ressaltarmos que as porcentagens das multas podem ser atualizadas ao longo do tempo, portanto, é necessário que o contador consulte sempre a legislação vigente para obter as informações mais recentes.

Além disso, os órgãos fiscalizadores costumam calcular as multas por atraso na entrega da EFD Contribuições com base em um percentual sobre o valor das contribuições devidas. Esses percentuais podem variar entre 0,2% a 1,0% por mês de atraso, e cada órgão fiscalizador pode estabelecer suas próprias taxas.

Portanto, já as multas por entrega com informações incorretas ou por não apresentação da EFD Contribuições podem ter percentuais diferentes, geralmente mais elevados, podendo variar de 2% a 3% sobre o valor das contribuições ou outros critérios estabelecidos.

O que é DCP?

O DCP (Demonstrativo de Crédito Presumido) é uma obrigação acessória, que deve ser entregue à Receita Federal pelas empresas produtoras e exportadoras. 

Ao final de cada trimestre, no último dia útil da primeira quinzena do segundo mês subsequente ao trimestre-calendário de ocorrência dos fatos geradores, os créditos presumidos que foram calculados como parte de um benefício fiscal, devem ser apresentados em documento.

Participe do Portal Nacional da Reforma Tributária: Acesse em

Quais as multas e penalidades por atraso ou não entrega do DCP?

O atraso na entrega ou falta de entrega pode acarretar multas de R$ 500,00 ou R$ 1.500,00 por mês calendário ou fração, e reduzidas à metade nos casos de regularização antes de procedimento de ofício, e ainda, estarão sujeitas a 3%, e não inferior R$ 100,00 no caso de entrega com informações inexatas, incorretas e omissas.

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Descubra se o Simples Nacional é realmente simples para médicos! – Jornal Contábil

Muitos médicos atuam de forma autônoma ou em vários locais, o que gera dúvidas sobre a melhor forma de tributação. Nesse contexto, surge a questão: será que optar pelo Simples Nacional é realmente vantajoso para os médicos?

Para te ajudar em mais uma questão do Simples Nacional, hoje a equipe do Jornal Contábil retirou algumas informações do artigo da  é-Simples Auditoria Eletrônica, empresa especialista no Simples Nacional e vamos te ajudar a entender mais sobre a tributação de médicos no Simples Nacional e saber como podemos ajudar nossos clientes optantes por esse regime!

O artigo da é-Simples Auditoria Eletrônica diz:

1. Médicos podem optar pelo Simples Nacional?

Segundo o Blog da é-Simples Auditoria: “Certamente! Ser optante pelo Simples Nacional, pode ser uma boa alternativa para quem é médico, a atividade de medicina tem a tributação variável no Simples Nacional, podendo ser pelo Anexo III ou pelo Anexo V. O que vai determinar o Anexo de tributação é o seu Fator R.

Basicamente o Fator R é o valor da folha de pagamento e pró-labore dividido pela receita bruta anual (todos referentes aos últimos 12 meses).

Sempre que o resultado dessa divisão for igual ou maior que 28% será tributado no Anexo III com alíquotas menores, iniciando em 6%. 

Caso não atinja o Fator R de 28% será tributado pelo Anexo V com alíquotas iniciais de 15,5%. Sendo assim, caso o custo da folha de pagamento e folha de pró-labore seja inferior a 28% será tributado pelo Simples Nacional no Anexo V com alíquota inicial em 15,5%.”

2. Como funciona o Simples Nacional para médicos?

De acordo com o Blog da é-Simples Auditoria:”O Simples Nacional reúne vários impostos federais, estaduais e municipais em uma única guia de pagamento mensal, simplificando a burocracia e reduzindo a carga tributária para pequenas empresas.

Faturamento Anual:

Para participar do Simples Nacional, a empresa médica deve ter um faturamento bruto anual de até R$ 4,8 milhões.

Alíquotas e Faixas:

As alíquotas variam de acordo com a receita bruta acumulada nos últimos 12 meses e com a atividade da empresa.

Para médicos, a alíquota inicial pode começar em cerca de 6% e pode aumentar gradativamente, dependendo do faturamento anual.

Cálculo do Imposto:

O valor a ser pago é calculado sobre a receita bruta mensal.

A tabela do Simples Nacional tem várias faixas de faturamento, cada uma com uma alíquota correspondente.

Exemplo: Se a receita bruta anual da clínica é de R$300.000, a alíquota pode ser de 6%. Isso significa que, se a clínica faturou R$25.000 em um mês, o imposto seria de 6% desse valor, ou seja, R$1.500.

Unificação de Tributos:

No Simples Nacional, vários impostos estão incluídos em uma única guia de pagamento (DAS – Documento de Arrecadação do Simples Nacional). Esses impostos incluem: IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ISS e outros.”

3. Quais os benefícios do Simples Nacional para médicos?

De acordo com o Blog da é-Simples Auditoria: “Médicos, em seguida, confiram os benefícios do Simples Nacional para o seu negócio:

  • Simplificação: Menos burocracia com a unificação de vários impostos em uma única guia de pagamento;
  • Redução de Custos: As alíquotas podem ser mais baixas em comparação a outros regimes tributários, especialmente para empresas com menor faturamento;
  • Facilidade de Gestão: Menos complexidade na contabilidade e no cumprimento das obrigações fiscais.

Ainda que o Simples Nacional ofereça diversas vantagens, é importante avaliar se esse regime é realmente o mais vantajoso para a sua situação específica. 

Desse modo, consultar um contador pode te ajudar a tomar a melhor decisão, levando em conta o faturamento e as características da sua atividade médica.”

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Gostou do assunto? Continue acompanhando nossos artigos, e também siga a é-Simples no instagram @esimplesauditoria.

Obrigado pela leitura!

Informações retiradas do Blog da é-Simples Auditoria. Artigo: “Tributação de Médicos no Simples Nacional, vale a pena?”. Disponível em: Por Leonel Monteiro em 18/05/2024.

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Projeto exclui responsabilidade penal de empresa que adota medidas de compliance – Jornal Contábil

O Projeto de Lei 686/25 isenta as empresas de responsabilidade penal e administrativa por atos ilícitos de seus representantes ou terceiros quando comprovada a adoção de medidas de compliance (que visam garantir a ética, a transparência e o cumprimento das leis) e de prevenção e combate à corrupção. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.

Leia também:

Entre as medidas que devem ser adotadas pelas empresas e entidades estão:

  • implementação contínua de um programa de integridade e compliance;
  • realização de auditorias periódicas para prevenção e detecção de ilícitos;
  • existência de canais de denúncia independentes e acessíveis, assegurada a proteção dos denunciantes;
  • ações de conscientização sobre integridade para seus colaboradores e terceiros.

O projeto foi apresentado pelo deputado Max Lemos (PDT-RJ). Segundo ele, o texto é inspirado na legislação britânica sobre práticas de suborno e combate à corrupção (UK Bribery Act, em vigor desde 2011), que se tornou referência mundial no assunto.

“No Brasil, a Lei Anticorrupção já prevê a responsabilização das pessoas jurídicas por atos lesivos contra a administração pública. No entanto, falta um critério legal que exclua a responsabilização quando há comprovação de um sistema efetivo de compliance”, diz Lemos.

Próximos passos

A proposta será analisada de forma conclusiva na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias



Autor: Ana Luzia RodriguesAutor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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6 Dicas para Redimensionar com Elegância: Diga Adeus às Imagens Esticadas – Jornal Contábil

Nada compromete mais o impacto visual de uma imagem do que a distorção. Uma foto esticada ou achatada transmite amadorismo, prejudica a percepção estética e pode comprometer a credibilidade de um projeto. A boa notícia é que redimensionar imagens com elegância e sem deformações é totalmente possível com o uso correto de técnicas e ferramentas.

Este artigo traz dicas de como manter proporções, preservar qualidade e entregar imagens visualmente agradáveis em qualquer formato ou plataforma.

O que causa o efeito de imagem esticada?

A principal causa de imagens esticadas ou achatadas é o redimensionamento incorreto, geralmente quando a largura e a altura são ajustadas separadamente, sem respeitar a proporção original da imagem (aspect ratio). Outros erros comuns no uso de imagens incluem inseri-las em contêineres HTML ou elementos de apresentação com medidas fixas que não são compatíveis com as dimensões originais. Também é comum redimensionar diretamente no navegador ou em editores de texto sem atenção às proporções, o que pode comprometer o equilíbrio visual da imagem.

A utilização de ferramentas que ignoram a integridade do aspecto visual da imagem pode causar sérios problemas. O resultado final costuma ser negativo: rostos deformados, logotipos achatados e fotografias com aparência distorcida, como se tivessem passado por um espelho côncavo.

O que significa “elegância” no redimensionamento?

Redimensionar com elegância é mais do que simplesmente preservar a proporção da imagem. Trata-se de respeitar sua identidade visual, mantendo nitidez, foco, composição e propósito. Cada elemento da imagem precisa continuar transmitindo sua mensagem original, mesmo após ser ajustado de tamanho, sem perder impacto ou clareza visual.

A elegância no redimensionamento também envolve boas escolhas técnicas, como optar pelo formato ideal, de acordo com o uso pretendido. É importante manter a nitidez nos detalhes, ajustar a imagem para o contexto sem comprometer a leitura visual e preservar transparências e cores com fidelidade.

1. Identifique a proporção original

Antes de fazer qualquer ajuste, é fundamental verificar a proporção original da imagem, pois ela garante que o conteúdo visual seja preservado sem distorções. Por exemplo, uma imagem com dimensões de 1920×1080 possui proporção 16:9, enquanto uma imagem 1500×1500 tem proporção 1:1, e outra com 1200×1600 apresenta proporção 3:4. Essa proporção é obtida dividindo-se a largura pela altura da imagem. Durante o redimensionamento, manter essa relação proporcional é essencial para evitar que a imagem fique esticada, achatada ou com aparência visual comprometida.

2. Use ferramentas com “manter proporção” ativado

A maioria dos editores de imagem (profissionais ou online) tem uma caixa de seleção chamada “Manter proporção” ou “Aspect Ratio lock”. Deixe essa opção sempre ativada. Assim, quando você alterar a largura, a altura será ajustada automaticamente para manter o equilíbrio original.

3. Ajuste o contêiner, não a imagem

Se você estiver incorporando uma imagem em um site, documento ou apresentação, prefira ajustar o contêiner (como o espaço reservado no layout) e deixe a imagem se adaptar dentro dele com margens ou preenchimento. Evite forçar a imagem a preencher um espaço inadequado. Com isso, a largura se adapta ao container, mas a altura se ajusta automaticamente para manter o aspecto visual.

4. Evite o redimensionamento direto no Word, PowerPoint ou CMS

Ao arrastar cantos de imagens em plataformas como Word ou PowerPoint, há o risco de desativar o aspecto proporcional e causar distorções. Prefira usar a opção de formatação de imagem, onde é possível definir o tamanho exato e manter as proporções bloqueadas.

5. Recorte inteligente (quando necessário)

Às vezes, é necessário ajustar uma imagem para um espaço com proporção diferente. Nesse caso, é indicado recortar a imagem em vez de redimensioná-la esticando. O corte inteligente (crop) permite manter o centro visual da imagem, eliminando excessos laterais ou superiores, sem distorcer.

6. Exportação sem compressão excessiva

Uma imagem pode parecer distorcida não só por esticamento, mas por compressão mal feita. Arquivos muito comprimidos perdem bordas e definição, parecendo borrados, o que causa impressão de redimensionamento malfeito.

Conclusão

Cuidar do formato das imagens é um detalhe que faz toda a diferença no visual do seu conteúdo digital. Redimensionar com elegância não exige ferramentas complexas, é preciso apenas prestar atenção aos pequenos detalhes. Quando você respeita o aspecto original da imagem, utiliza técnicas adequadas de redimensionamento e faz cortes inteligentes, o resultado transmite profissionalismo, cuidado e qualidade. Dizer adeus às imagens esticadas é um passo simples, mas poderoso, que eleva o padrão visual e reforça o impacto da sua mensagem final.

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Acesso à consulta da taxa Selic sofreu alteração. Veja como fazer – Jornal Contábil

A Receita Federal informa que houve uma alteração na forma de acesso às consultas referentes à taxa Selic A partir de agora, a consulta pode ser realizada diretamente por meio do link https://sicalc.receita.economia.gov.br/sicalc/selic/consulta, ou acessando o site da Receita Federal, no menu “Assuntos”, selecionando a opção “Taxas de Juros”.

Caso o endereço anterior tenha sido adicionado aos favoritos, ele deverá ser desconsiderado, uma vez que o acesso por esse link foi desativado.

Ao acessar a página, a última taxa Selic exibida na tela corresponde à do mês anterior ao mês em que a consulta está sendo efetuada. Por exemplo, ao consultar em agosto, a taxa exibida será a de julho.

Para calcular os percentuais acumulados de Selic referentes a pagamentos realizados antes do mês atual, recomenda-se seguir os passos abaixo:

  1. Para calcular os percentuais acumulados de Selic referentes a pagamentos realizados antes do mês atual, recomenda-se seguir os passos abaixo:
  2. No campo “Data de pagamento”, informar o mês e o ano em que o pagamento foi efetuado.
  3. Clique em “Calcular” para obter a Selic acumulada nesse período.

É importante destacar que, no caso de débitos referentes à quota de Imposto sobre a renda de Pessoas Físicas, à quota do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) ou a débitos de Pessoa Jurídica que podem ser pagos em quotas, a data de vencimento a ser informada deve ser da primeira quota ou da quota única.



Autor: Ana Luzia RodriguesAutor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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Gastos corporativos sem surpresas: como evitar desvios e melhorar a previsibilidade financeira? – Jornal Contábil

Manter as finanças organizadas exige atenção contínua por parte das empresas, independentemente do setor. Diante da alta competitividade, das oscilações econômicas e da necessidade de respostas ágeis, evitar desvios e assegurar a previsibilidade dos gastos é uma prioridade estratégica para organizações que almejam estabilidade e crescimento sustentável.

A boa notícia é que, com o avanço da tecnologia e a adoção de boas práticas de governança, o controle financeiro vem se tornando mais acessível, mesmo para empresas de médio porte. O segredo está na combinação de processos bem definidos, automação e uma cultura interna voltada à transparência e ao uso inteligente dos recursos.

O impacto dos pequenos desvios

Nem sempre os grandes problemas financeiros vêm de grandes gastos. Muitas vezes, são os pequenos desvios, como compras não autorizadas, reembolsos sem comprovação e despesas fora do escopo, que, somados ao longo dos meses, comprometem o caixa e tornam o orçamento imprevisível.

A ausência de um sistema padronizado de controle de despesas pode dificultar a identificação desses gargalos. Quando a empresa não centraliza a gestão dos seus gastos corporativos ou não impõe limites claros por área ou colaborador, o risco de desperdício cresce, e com ele a ineficiência.

Digitalização: do papel para o controle em tempo real

Para mudar esse cenário, as empresas podem investir em soluções digitais que permitem monitorar e controlar os gastos em tempo real. Cartões corporativos com limites personalizáveis, plataformas integradas de gestão financeira e sistemas de aprovação automatizada são exemplos de ferramentas que ajudam a manter os gastos sob vigilância, sem prejudicar a agilidade das operações.

Essas tecnologias permitem configurar políticas de uso por categoria (como alimentação, transporte, hospedagem ou compras), oferecendo visibilidade imediata sobre cada transação. Assim, a área financeira ganha mais poder de ação, com menos tempo gasto em reconciliações manuais ou auditorias posteriores.

Previsibilidade orçamentária exige planejamento contínuo

Melhorar a previsibilidade financeira não depende apenas da contenção de gastos. Também é necessário manter um planejamento orçamentário vivo, que seja revisado periodicamente com base em dados atualizados. Isso inclui a projeção realista de despesas recorrentes, análise de sazonalidade, identificação de riscos e criação de planos de contingência.

Nesse contexto, o uso de dashboards e relatórios automatizados pode auxiliar os gestores a tomarem decisões com mais rapidez, baseadas em indicadores sólidos e confiáveis. Quanto mais clara a visão sobre o presente, maior a capacidade de antecipar o futuro.

Cultura e educação financeira corporativa

Nenhuma ferramenta funciona sozinha sem a colaboração das pessoas. Por isso, a construção de uma cultura organizacional voltada à responsabilidade financeira é parte indispensável desse processo.

Treinar líderes e equipes sobre a importância do controle de despesas, definir papéis claros e reforçar políticas internas são atitudes que evitam comportamentos de risco e estimulam o uso consciente dos recursos da empresa. Transparência nos processos e metas compartilhadas também contribuem para o engajamento de todos na busca por eficiência.

Benefícios além do caixa

Além de evitar surpresas desagradáveis, uma gestão de gastos corporativos bem estruturada traz impactos diretos em outras áreas da empresa. Garante mais segurança para investimentos, aumenta a competitividade, melhora a reputação junto a parceiros e investidores e reduz o estresse financeiro entre os gestores.

Com maior previsibilidade, é possível traçar estratégias de longo prazo, negociar melhor com fornecedores e operar com margens mais saudáveis, independentemente do cenário econômico. No final, previsibilidade não significa rigidez, mas sim liberdade para crescer com segurança e clareza sobre cada passo do caminho.

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Qual air fryer vale mais a pena? Veja as preferidas do momento – Jornal Contábil

As fritadeiras sem óleo estão cada vez mais populares. Elas são essenciais para quem ama culinária saudável. Até 2025, várias opções prometem juntar praticidade com alimentação saudável.

Elas fazem alimentos crocantes sem usar óleo. Vamos comparar os melhores modelos considerando desempenho, funcionalidades e opiniões de especialistas. Assim, você pode escolher o melhor, sabendo todas as informações.

Por que investir em uma air fryer?

Comprar uma air fryer é uma ótima ideia para quem quer comer melhor. Esses aparelhos usam pouquíssimo óleo. Isso significa comidas crocantes, mas com menos gordura. Comer de forma mais saudável se torna fácil, além de economizar no óleo.

As air fryers são muito práticas. Elas diminuem o tempo que você passa cozinhando. Perfeitas para quem tem um dia a dia corrido. Têm funções fáceis de usar e fazem menos bagunça na cozinha. Assim, cozinhar vira algo rápido e simples.

As air fryers se tornaram populares por um bom motivo. Elas são sinônimo de uma vida mais saudável e prática. Por isso, são um excelente investimento para a casa.

Quais são os principais benefícios das air fryers?

As air fryers oferecem muitas vantagens, tornando-se populares nas cozinhas. Permitem cozinhar com menos gordura, o que é bom para a saúde.

Elas são versáteis, podendo ser usadas para fritar, assar ou grelhar. Isso traz conveniência para quem busca rapidez na cozinha. A limpeza é fácil, já que partes removíveis são lavadas sem dificuldade.

Usar air fryers também economiza energia. Elas são eficientes, reduzindo o tempo de cozimento e a conta de luz. Esses benefícios fazem das air fryers uma opção atrativa para cozinhas modernas.

Qual air fryer vale mais a pena? Veja as preferidas do momento

Os melhores modelos de air fryer foram escolhidos por especialistas em 2025. Eles avaliaram qualidade e custo-benefício. Veja os modelos que se destacaram:

  1. Electrolux Family Efficient (EAF50): Tem capacidade de 5 litros, é potente e fácil de limpar. O preço fica entre R$ 430 e R$ 500.
  2. Mondial Family: É conhecido pelo excelente custo-benefício. Tem 4 litros e cesto quadrado, aproveitando bem o espaço. Custa de R$ 260 a R$ 440.
  3. Britânia BFR51: Destaca-se pela praticidade e rapidez. Com 5,5 litros, tem preços de R$ 290 a R$ 330.

Esses modelos ganharam destaque por seu desempenho e eficiência. Também receberam elogios dos usuários. Quando escolher um air fryer, considere qualidade e preço para uma boa compra.

Outros modelos avaliados que se destacam

Alguns air fryers ganham destaque por suas características únicas. O Philips Walita RI9252/91 brilha com 1400W de potência e a tecnologia Rapid Air. Isso faz com que os alimentos fiquem crocantes por fora e macios por dentro.

Midea GrandGourmet FRA59P1 chama atenção pela capacidade de 5,5 litros. Isso permite fazer várias receitas de uma vez. A diferença de tamanho e potência ajuda a escolher o melhor air fryer para sua casa.

Oster OFRT520 também é bastante escolhida. Seu tamanho compacto e eficiência são bem avaliados. Com esses modelos, cozinhar se torna mais prático e divertido, atraindo diferentes famílias.

Dicas para escolher a melhor air fryer

Ao escolher uma air fryer, alguns fatores são cruciais para sua experiência na cozinha. Primeiro, veja se a capacidade do aparelho atende ao tamanho da sua família. Para famílias menores, um modelo de 3 a 4 litros basta. Já famílias maiores se beneficiam de modelos de 5 a 12 litros.

A potência é um detalhe importante nas dicas de compra. Os modelos geralmente têm entre 1400W a 2000W. Equipamentos com alta potência esquentam mais rápido e fazem comidas mais gostosas.

Verifique também recursos como temporizador, ajuste de temperatura e controle digital. Eles tornam o uso da air fryer mais fácil e versátil. Não esqueça de checar o design e se é fácil de limpar. Assim, você garante que a air fryer se adapte bem ao seu dia a dia.

O que considerar antes de comprar uma air fryer?

Antes de comprar uma air fryer, é crucial pesquisar bem. Veja as marcas e modelos que o mercado oferece. Olhe também o que os usuários dizem sobre eles. Isso ajuda a entender se a air fryer vale a pena.

Veja bem as características técnicas do produto. Isso inclui quanto cabe no cesto, a potência e se tem extras como cesto removível. Esses detalhes são importantes para atender o que você precisa no dia a dia. Modelos mais novos, com tecnologias avançadas, podem oferecer melhor performance.

Comparar os preços entre diferentes lojas pode ajudar a economizar. Não esqueça de verificar a garantia e o suporte do fabricante. Isso garante que seu investimento seja protegido. Assim, você poderá desfrutar da sua air fryer sem se preocupar no futuro.

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Decisão do STF sobre o DIFAL e o impacto direto na rotina contábil – Jornal Contábil

Uma notícia do Supremo Tribunal Federal (STF) está gerando grande impacto e exigindo atenção imediata da classe contábil. Por maioria, a Corte confirmou a validade da cobrança do Diferencial de Alíquota (Difal) do ICMS a partir de 4 de abril de 2022.

Essa decisão é crucial porque o STF entendeu que a Lei Complementar (LC) nº 190/2022, que regulamentou a cobrança, não criou um novo imposto, mas apenas definiu a forma de sua distribuição. Com isso, a lei precisaria respeitar apenas a “noventena” (90 dias), e não o princípio da anterioridade anual, que exigiria a cobrança apenas em 2023.

Embora o julgamento tenha sido suspenso e um voto divergente defenda a aplicação apenas a partir de 2023, a maioria de 6 a 1 já foi formada. Isso significa que, na prática, a tese de que o Difal é devido desde abril de 2022 está prevalecendo.

O que é o Diferencial de Alíquota (Difal)?

O Difal (Diferencial de Alíquota) é um mecanismo tributário que busca equilibrar a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) entre os estados. Ele se aplica em vendas realizadas de um estado para outro, quando o comprador é o consumidor final e não um contribuinte do imposto (como uma empresa, por exemplo).

O objetivo do Difal é evitar que toda a arrecadação do ICMS fique com o estado de origem da venda, garantindo que o estado de destino (onde o consumidor reside) também receba uma parte da receita.

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Histórico do Difal

O Diferencial de Alíquota existe desde 2015, tendo sido criado para distribuir a arrecadação do ICMS de maneira mais justa, impedindo que estados com forte comércio eletrônico, por exemplo, concentrassem todo o valor.

No entanto, em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que, para continuar a ser cobrado, o Difal precisaria ser regulamentado por uma lei complementar. Em resposta a essa decisão, a Lei Complementar 190 foi aprovada e sancionada em 4 de janeiro de 2022, garantindo a continuidade da cobrança.

Impacto da decisão para os contadores

Para os profissionais da contabilidade, essa decisão é um sinal de alerta. É fundamental:

  • Revisar as operações de 2022: Contadores precisam analisar a fundo as vendas interestaduais de seus clientes realizadas naquele ano para identificar o recolhimento do Difal.
  • Avaliar passivos: Empresas que não pagaram o imposto com base em interpretações contrárias agora correm o risco de ter um passivo tributário considerável.
  • Analisar judicializações: Profissionais devem verificar a situação de clientes que entraram com ações judiciais sobre o tema. Uma proposta de modulação de efeitos foi sugerida por alguns ministros, o que pode beneficiar quem contestou a cobrança antes de 29 de novembro de 2023.

A decisão reforça a necessidade de um acompanhamento rigoroso da jurisprudência do STF e de uma comunicação transparente com os clientes sobre os riscos e as novas obrigações fiscais.

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