Operação Ícaro: auditores fiscais se recusam a liberar acesso a carteira de criptomoedas – Jornal Contábil

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) está enfrentando um desafio na “Operação Ícaro”, que prendeu executivos de grandes empresas, como Sidney Oliveira, da Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, da Fast Shop. 

O MPSP teme que milhões em criptomoedas confiscadas de dois auditores fiscais possam desaparecer, já que os investigadores ainda não conseguiram acesso às carteiras digitais dos suspeitos.

Leia também: Caso Ultrafarma: como funcionava o esquema e quem são os envolvidos

O esquema e as Criptomoedas

A Operação Ícaro investiga um esquema de propina para a liberação de créditos de ICMS. 

Segundo o MPSP, o esquema, que pode ter movimentado mais de R$ 1 bilhão, usava como fachada uma empresa registrada no nome da mãe do auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado como o principal operador. O dinheiro da propina estaria sendo usado para a compra de criptomoedas, como uma forma de ocultar os valores.

As suspeitas se concentram em Artur e em outro auditor, Marcelo de Almeida Gouveia. Os promotores acreditam que eles têm milhões de reais em ativos digitais — possivelmente até R$ 10 milhões em criptomoedas. A mãe de Artur, por exemplo, teve um “aumento absurdo” de patrimônio, principalmente com a compra de 287 bitcoins e 1.774 ether, que hoje valeriam cerca de R$ 200 milhões.

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Problema do acesso

O principal problema é que os investigadores não têm as chaves privadas das carteiras digitais dos auditores. Sem elas, é impossível movimentar ou confiscar os ativos. 

O MPSP pediu a prisão preventiva dos dois auditores, pois, se estivessem em liberdade, poderiam transferir os valores e fazer com que eles desaparecessem.

Um dos pedidos de prisão destaca que Marcelo se recusou a fornecer a senha da carteira digital durante uma busca e apreensão. Os investigadores encontraram em um dos endereços dele R$ 330 mil e US$ 10 mil em dinheiro, mas o MPSP acredita que a maior parte do dinheiro da propina está em criptomoedas.

O que dizem as defesas

A defesa de Marcelo nega as acusações, alegando que os criptoativos sempre foram declarados à Receita Federal. Eles também questionam o MPSP por não apresentar provas documentais que comprovem que milhões em criptomoedas foram realmente encontrados.

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O que é a Operação ícaro

Para relembrar os fatos, a Operação Ícaro, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), é uma investigação complexa que apura um esquema de fraude fiscal e corrupção envolvendo grandes empresas e auditores fiscais do estado. 

A ação ganhou destaque nacional pela prisão de figuras proeminentes, como Sidney Oliveira, fundador da rede de farmácias Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop.

A essência do esquema investigado reside no favorecimento de empresas por auditores fiscais em troca de pagamentos ilícitos. As empresas envolvidas, supostamente, pagavam propina para ter acesso a um esquema que acelerava a liberação e até mesmo inflava o valor de créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) aos quais teriam direito. 

Para operacionalizar o crime, os auditores usavam empresas de fachada, como a “Smart Tax Consultoria”, registrada no nome da mãe do auditor Artur Gomes da Silva Neto, apontado como o principal articulador da fraude.

A investigação do MPSP sugere que o esquema de corrupção movimentou mais de R$ 1 bilhão em propinas, causando um enorme prejuízo aos cofres públicos.

A questão das Criptomoedas

Um dos aspectos mais intrigantes e desafiadores da Operação Ícaro é a tentativa dos investigados de ocultar o dinheiro ilícito por meio de criptomoedas. 

Os promotores têm indícios de que os auditores fiscais converteram milhões de reais em ativos digitais, como Bitcoin e Ethereum, para dificultar o rastreamento.

A prisão preventiva dos suspeitos foi solicitada justamente para impedir que eles movimentassem e fizessem o dinheiro desaparecer, prejudicando a recuperação dos recursos desviados. 

Essa situação evidencia um novo desafio para a justiça brasileira no combate a crimes financeiros na era da tecnologia.

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Secretaria de Relações do Trabalho atualiza Manual do Sistema Mediador – Jornal Contábil

A Secretaria de Relações do Trabalho (SRT) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) disponibilizou na sexta-feira (22) a nova versão do Manual do Sistema Mediador, que orienta o uso da plataforma responsável pelo registro de convenções, acordos coletivos e termos aditivos, além da solicitação de mediações coletivas de trabalho.

A atualização tem como objetivo facilitar a utilização do sistema por entidades sindicais de trabalhadores, empregadores e empresas, garantindo maior clareza nos procedimentos e ampliando a transparência das negociações coletivas.

O Sistema Mediador é a ferramenta oficial do MTE para dar validade jurídica e publicidade às cláusulas pactuadas entre as partes, conforme previsto nos artigos 614 e 615 da CLT. A plataforma também possibilita que sindicatos e empregadores solicitem a atuação de mediadores públicos em casos de impasse ou descumprimento da legislação trabalhista.

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Entre as novidades do manual estão:

  • instruções detalhadas para registro e acompanhamento de instrumentos coletivos;
  • funcionalidade de importação de cláusulas e anexos de negociações anteriores;
  • orientações para solicitação de mediação coletiva, inclusive por videoconferência;
  • seção de Boas Práticas Trabalhistas, que reúne exemplos de cláusulas já pactuadas, incentivando a promoção da justiça social, diversidade e sustentabilidade nas relações de trabalho.

Segundo a Secretaria de Relações do Trabalho, a atualização representa um avanço na padronização e simplificação dos processos, reforçando o compromisso do MTE com o fortalecimento do diálogo social.

A atualização também reforça a necessidade de cadastro ativo e diretoria vigente das entidades sindicais no CNES (Cadastro Nacional de Entidades Sindicais) para a utilização plena da ferramenta.

Com a nova versão, de acordo com a Coordenadora-Geral de Relações do Trabalho, Rafaele Rodrigues, a SRT busca aperfeiçoar a experiência de sindicatos e empresas no uso do Sistema Mediador, tornando os processos de negociação coletiva mais acessíveis, padronizados e transparentes, em consonância com a política de fortalecimento do diálogo social promovida pelo MTE.

O novo manual já está disponível na plataforma do Sistema Mediador e pode ser acessado por sindicatos, empregadores e demais interessados, aqui.

Fonte: Ministério do Trabalho



Autor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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Em oito anos, sobe para 23% a fatia de famílias que vivem de aluguel no Brasil – Jornal Contábil

Nesta sexta-feira (22), dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelando que, entre 2016 e 2024, aumentou em 23% o número de famílias que vivem em imóveis alugados, enquanto a fatia de domicílios quitados diminuiu.

Em 2016, quando o país tinha 66,7 milhões de domicílios, 12,3 milhões eram alugados, o que representava 18,4% do total. Oito anos depois, em 2024, o Brasil passou a ter 77,3 milhões de residências, das quais 23% (17,8 milhões) estavam alugadas.

Já entre os que moram em imóvel próprio e quitado, houve queda. A participação caiu de 66,8% para 61,6% no período, o que representa 132,8 milhões de pessoas em 2024.

A pesquisa também mostrou que há brasileiros que, mesmo sendo proprietários, optam por alugar seu próprio imóvel para morar em outro local alugado.

Outros formatos de moradia

Além dos imóveis já quitados e alugados, a pesquisa identificou que, em 2024:

  • 6% dos domicílios eram próprios, mas ainda em financiamento;
  • 9,1% foram cedidos;
  • 0,2% se enquadravam em outra condição.

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Casas x apartamentos: mudança de perfil

Outro dado mostrado foi a mudança no perfil das moradias. O brasileiro tem trocado a casa pelo apartamento nos últimos anos.

Em 2016, 13,7% dos domicílios eram apartamentos, já em 2024, esse percentual subiu para 15,3% dos 77, 3 milhões de residências. Apesar do crescimento, as casas continuam predominando: 84,5% dos lares brasileiros ainda são casas, onde vivem 183,3 milhões de pessoas, contra 28,2 milhões em apartamentos.

Com informações Agência Brasil

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Autor: Mariana FreitasAutor: Mariana Freitas


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Até quando é possível sacar o abono salarial PIS/PASEP 2025? – Jornal Contábil

Milhões de trabalhadores brasileiros têm direito ao Abono Salarial, um benefício anual que funciona como um 14º salário. No entanto, muitos não sabem que o saque tem um prazo limite. 

Neste ano, o calendário de pagamentos do PIS/PASEP está chegando ao fim, e quem não retirar o valor a tempo pode perdê-lo. É fundamental ficar atento às datas e aos critérios para garantir que o dinheiro seja sacado.

Anualmente, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil estabelecem um calendário específico para o saque do Abono Salarial PIS/PASEP. Assim, é importante conhecer os prazos para garantir que você receba o valor a que tem direito. 

Para facilitar sua compreensão, reunimos as informações essenciais baseadas na Caixa Econômica Federal.

O que é o Abono Salarial?

O Abono Salarial PIS/PASEP é um benefício para trabalhadores brasileiros com registro formal e servidores públicos. Funciona como um 14º salário, oferecido anualmente com base no calendário da Caixa e Banco do Brasil.

Até quando é possível sacar o Abono Salarial?

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil permitem o saque até 29 de dezembro de 2025. Portanto, se você ainda não retirou o seu abono, ainda dá tempo.

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Qual é o valor do Abono Salarial PIS/PASEP?

O valor do abono 2025 PIS/PASEP é proporcional ao tempo de serviço no ano-base. Se o trabalhador atuou o ano todo, receberá um salário mínimo integral. Caso contrário, o valor será proporcional ao tempo de serviço registrado no ano-base.

Se você não concorda com o valor recebido, pode contestar. Primeiramente, confirme todas as informações junto à Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil.

Se persistirem divergências, procure sua agência bancária para solicitar uma revisão do benefício, apresentando documentos que comprovem sua elegibilidade. Caso ainda esteja com dificuldades, descubra o que fazer se não recebeu o abono.

Como faço para sacar o Abono Salarial PIS/PASEP?

Sacar o Abono Salarial é fácil. Trabalhadores registrados no PIS devem procurar qualquer agência da Caixa Econômica Federal, enquanto inscritos no PASEP devem ir ao Banco do Brasil.

Além disso, leve um documento de identificação com foto e o número do NIS.

Em muitos casos, o valor é depositado automaticamente na sua conta. Verifique suas informações bancárias para evitar erros.

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Autor: Ana Luzia RodriguesAutor: Ana Luzia Rodrigues


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Receita Federal envia mais de 16 mil cartas para regularização de obras – Jornal Contábil

A  Receita Federal iniciou novo ciclo de envio de “Aviso para Regularização de Obras”, direcionado a contribuintes responsáveis por construções civis cadastradas no Cadastro Nacional de Obras (CNO) a partir de 2021.

Foram expedidas 16.338 correspondências, sendo 6.220 destinadas a pessoas físicas e 10.118 a pessoas jurídicas, abrangendo todos os estados do país. 

Além do envio pelos Correios, os avisos também podem ser consultados na caixa postal do Portal e-CAC, onde os contribuintes têm acesso à íntegra da comunicação e à verificação de sua autenticidade.

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Prazo para regularização

Os contribuintes têm até 30 de setembro de 2025 para realizar a regularização, seguindo as instruções disponibilizadas na correspondência. Todos os procedimentos devem ser feitos exclusivamente por meio do Portal e-CAC.

Consequências do não atendimento

Encerrado o prazo, os responsáveis por obras que não efetuarem a regularização estarão sujeitos à seleção manual e individualizada para abertura de procedimento fiscal, com possibilidade de lavratura de auto de infração.

A iniciativa faz parte da estratégia de incentivo à conformidade da Receita Federal, que busca oferecer oportunidade para que contribuintes corrijam espontaneamente eventuais pendências antes da instauração de medidas de ofício.

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Autor: Ana Luzia RodriguesAutor: Ana Luzia Rodrigues


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Sistema para gestão financeira: organize suas contas – Jornal Contábil

Sistema para gestão financeira é uma ferramenta essencial para quem deseja organizar as finanças e tomar decisões com mais clareza. Com ele, você acompanha receitas, despesas, prazos e metas de forma prática e eficiente. 

Essa visão completa permite ajustar hábitos, evitar desperdícios e manter o controle do orçamento. Além disso, ao entender melhor o fluxo do dinheiro, você se prepara para imprevistos e garante mais tranquilidade no dia a dia. 

Em situações emergenciais ou quando surge um gasto inesperado, algumas pessoas recorrem ao empréstimo online, uma opção acessível e rápida que pode aliviar a pressão sem complicações. 

Quando bem utilizado, o controle financeiro se transforma em um verdadeiro aliado na construção de uma vida mais estável e planejada.

Por que é tão difícil manter as finanças organizadas?

Muitas pessoas enfrentam dificuldades para manter as finanças sob controle. A rotina corrida, os gastos inesperados e a ausência de planejamento enfraquecem a organização financeira. 

Sem uma visão clara sobre quanto entra e quanto sai, as dívidas se acumulam, as contas se perdem e o estresse aumenta.

Pequenos deslizes no dia a dia, como esquecer uma fatura ou gastar por impulso, geram consequências significativas. Quando ninguém registra os gastos, o orçamento mensal se torna um mistério. 

Isso vale tanto para famílias quanto para pequenos negócios que misturam finanças pessoais e empresariais.

Outro problema frequente está na falta de disciplina. Algumas pessoas até tentam controlar seus gastos em planilhas ou cadernos, mas logo abandonam o hábito. Sem consistência, o resultado desejado nunca chega. 

Além disso, muitos ainda acreditam que só quem ganha muito dinheiro precisa cuidar das finanças, o que não corresponde à realidade.

Para superar esses desafios, é essencial adotar uma solução que simplifique o controle e incentive hábitos saudáveis. Um bom sistema para gestão financeira facilita o acompanhamento dos gastos, promove o equilíbrio e melhora a tomada de decisões. 

Com organização e prática, qualquer pessoa pode transformar sua relação com o dinheiro.

O que é um sistema para gestão financeira?

Um bom controle financeiro exige mais do que anotações soltas ou planilhas complicadas. Quem busca clareza sobre suas finanças precisa de uma ferramenta que organize, simplifique e acompanhe todas as movimentações em tempo real. 

Nesse contexto, surgem soluções digitais desenvolvidas para facilitar o dia a dia de pessoas e empresas.

Essas ferramentas permitem registrar receitas, despesas, metas e até alertas de vencimentos. Muitas delas oferecem gráficos intuitivos que mostram para onde o dinheiro vai e ajudam na tomada de decisões. 

Algumas contam com integração bancária, o que torna o controle ainda mais eficiente e prático.

Ao centralizar todas as informações em um só lugar, o usuário consegue visualizar o cenário completo das finanças, evitar esquecimentos e identificar padrões de consumo. 

Essa clareza permite realizar ajustes com rapidez, como cortar gastos supérfluos ou planejar investimentos futuros.

Além disso, boas ferramentas costumam ser acessíveis, com versões gratuitas ou planos compatíveis com diferentes perfis. Quem adota esse tipo de solução conquista mais autonomia, reduz erros e cria hábitos consistentes de organização financeira. 

A tecnologia, quando bem utilizada, se transforma em uma aliada poderosa na busca por estabilidade e equilíbrio no uso do dinheiro.

Principais benefícios de adotar um sistema financeiro

Ao adotar uma ferramenta de controle financeiro, o usuário ganha mais do que praticidade: ele conquista autonomia. O primeiro grande benefício surge na clareza. 

Com todas as informações reunidas em um só lugar, fica fácil entender quanto entra, quanto sai e para onde vai cada centavo. Essa visão evita surpresas no fim do mês.

Outro ponto forte está na agilidade. Com poucos cliques, é possível registrar despesas, conferir relatórios e acompanhar metas. 

Isso poupa tempo e reduz a chance de erros. Ferramentas modernas ainda oferecem integração com contas bancárias, o que elimina a necessidade de digitar tudo manualmente.

Além disso, o controle constante permite identificar padrões de consumo e ajustar hábitos. Quem visualiza os próprios gastos com clareza aprende a fazer escolhas melhores. Isso reflete em decisões mais conscientes e menos impulsivas.

A longo prazo, esse comportamento traz equilíbrio e segurança. Com as finanças organizadas, o usuário consegue poupar, planejar investimentos e evitar dívidas. 

Pequenas ações diárias, como categorizar gastos ou revisar o orçamento semanalmente, geram grandes impactos na saúde financeira. Adotar uma boa ferramenta, portanto, representa um passo estratégico para quem deseja melhorar sua relação com o dinheiro.

Como escolher o sistema ideal para sua realidade

Escolher a ferramenta certa exige atenção a vários fatores. Cada pessoa ou empresa possui uma realidade diferente, e nem toda solução atende da mesma forma. Antes de tudo, vale entender os objetivos. 

Quem busca apenas controlar despesas pessoais pode optar por algo simples. Já os empreendedores precisam de funções mais robustas, como relatórios detalhados e controle de fluxo de caixa.

A usabilidade também pesa na escolha. Um bom sistema deve oferecer uma interface intuitiva, que facilite a navegação e evite confusões. 

Se a ferramenta parecer complicada, o usuário provavelmente vai abandoná-la após alguns dias. Testar diferentes opções ajuda a encontrar aquela que combina com o seu jeito de organizar as finanças.

O preço representa outro critério importante. Nem sempre o mais caro entrega os melhores resultados. Muitos serviços oferecem planos gratuitos que atendem bem às necessidades básicas. Avaliar o custo-benefício garante uma escolha equilibrada.

Além disso, a segurança merece destaque. O usuário precisa confiar no armazenamento dos dados e buscar opções com boa reputação no mercado. 

Ao considerar todos esses pontos, fica mais fácil encontrar um sistema para gestão financeira que realmente contribua para uma rotina mais organizada e eficaz no controle do dinheiro.

Sistema para gestão financeira: dicas para aproveitar ao máximo a ferramenta

Adotar uma boa ferramenta financeira não resolve tudo sozinho. O resultado aparece quando o usuário cria hábitos consistentes. 

Registrar todas as movimentações, mesmo as menores, ajuda a manter o controle real do orçamento. Ignorar pequenos gastos pode comprometer o equilíbrio das contas ao longo do mês.

Separar as despesas por categorias facilita a análise. Quando se identifica para onde vai o dinheiro, fica mais simples ajustar excessos e planejar melhor os próximos passos. Também vale definir metas claras. 

Estabelecer objetivos, como quitar uma dívida ou juntar um valor específico, aumenta a motivação e dá sentido ao acompanhamento diário.

Revisar relatórios com frequência fortalece a tomada de decisão. Os dados revelam padrões de comportamento e sinalizam mudanças necessárias. Quem analisa essas informações com atenção consegue agir com mais segurança e previsibilidade.

Manter o hábito de atualizar o sistema para gestão financeira regularmente garante que ele funcione como um verdadeiro aliado. Sem disciplina, até a melhor ferramenta perde a eficácia. 

Ao incluir o controle financeiro na rotina, o usuário desenvolve consciência, evita surpresas e constrói um caminho mais estável. O sucesso financeiro depende tanto da ferramenta quanto do compromisso em usá-la com inteligência.

Conclusão

Organizar as finanças exige mais do que boas intenções, requer método, disciplina e as ferramentas certas. Quando o usuário escolhe um sistema eficiente e o utiliza com regularidade, ele assume o controle da própria vida financeira. 

Esse cuidado não se limita a evitar dívidas ou atrasos: ele abre espaço para planejar sonhos, criar reservas e tomar decisões com mais segurança.

Com um acompanhamento claro das receitas e despesas, fica mais fácil manter o equilíbrio, identificar excessos e ajustar o rumo sempre que necessário. Além disso, a rotina financeira se torna menos estressante, pois tudo está registrado, acessível e sob controle.

Investir tempo na organização financeira traz resultados concretos. Pequenas atitudes diárias se transformam em grandes conquistas ao longo do tempo. Com foco, constância e o apoio de um bom sistema, qualquer pessoa pode transformar sua relação com o dinheiro.

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Inscrições para o Exame de Qualificação Técnica do CFC encerram no dia 28 de agosto – Jornal Contábil

Profissionais que desejam atuar como auditores independentes (CNAI) ou peritos contábeis (CNPC) têm até às 16h do dia 28 de agosto para se inscrever no Exame de Qualificação Técnica do Conselho Federal de Contabilidade. A inscrição pode ser feita no site da banca organizadora, FGV Conhecimento. Para participar, é obrigatório ter registro profissional (CRC) ativo na categoria Contador. A taxa de inscrição, que custa R$ 260,00 por prova, deve ser paga por boleto bancário até o dia 29 de agosto.

O exame é destinado a profissionais que desejam se registrar no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI) e atuar em instituições autorizadas a funcionar pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pelo Banco Central do Brasil (BCB), pelas Sociedades Supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e pelas Sociedades Supervisionadas pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Também se destina ao registro no Cadastro Nacional de Peritos Contábeis (CNPC) para quem pretende atuar como perito contábil.

O edital prevê que a aplicação das provas ocorrerá entre os dias 06 de outubro de 2025 a 11 de outubro de 2025, conforme disposição a seguir:

  • Prova de Qualificação Técnica Geral (QTG) – 06 de outubro de 2025, das 14h às 18h, horário oficial de Brasília/DF;
  • Prova de Qualificação Técnica Geral de Perícia – 07 de outubro de 2025, das 14h às 18h, horário oficial de Brasília/DF;
  • Prova Específica para atuação em auditoria nas instituições reguladas pela CVM – 08 de outubro de 2025, das 14h às 18h, horário oficial de Brasília/DF;
  • Prova Específica para atuação em auditoria nas instituições autorizadas a funcionar pelo BCB – 09 de outubro de 2025, das 14h às 18h, horário oficial de Brasília/DF;
  • Prova Específica para atuação em auditoria nas sociedades supervisionadas pela Susep – 10 de outubro de 2025, das 14h às 18h, horário oficial de Brasília/DF;
  • Prova Específica para atuação em auditoria nas entidades supervisionadas pela Previc – 11 de outubro de 2025, das 14h às 18h, horário oficial de Brasília/DF.
  • O edital completo do EQT 2º/2025 está disponível aqui.

Para mais informações sobre o andamento do Exame, entre em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone 0800 591 3078.

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Autor: Mariana FreitasAutor: Mariana Freitas


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Seguro: o que sua apólice não cobre — e por que você precisa saber disso agora – Jornal Contábil

Em meio a um cenário de crises climáticas, incertezas econômicas e oscilações políticas, uma pergunta ganha cada vez mais relevância para quem tem um negócio: até onde vai a proteção do meu seguro? Incêndios, enchentes, vandalismo, acidentes de trabalho e até sabotagem — os riscos são muitos. Mas nem todos estão, de fato, cobertos.

Para esclarecer os principais pontos de exclusão e mostrar como empresários podem personalizar suas apólices de forma estratégica, conversamos com Cristina Camillo, sócia da Camillo Seguros e especialista em proteção patrimonial corporativa.

A maioria dos empresários acredita estar segura ao contratar um seguro empresarial padrão. No entanto, esse tipo de apólice possui cláusulas específicas de exclusão que podem surpreender no momento do sinistro. “É essencial entender que o seguro cobre eventos súbitos, involuntários e imprevistos. Ou seja, se o dano foi em razão de agravo ou falta de prevenção ou dolo/provocado, ele muito provavelmente não será indenizado”, afirma Cristina.

Entre os casos mais comuns de exclusão, estão os danos causados por desgaste natural, má conservação, falhas estruturais, atos intencionais do segurado ou seus representantes/funcionários, e até eventos extremos como guerra ou contaminação por radiação. “A exclusão também se aplica a bens que não foram declarados na proposta ou que estejam fora do endereço segurado. Por isso, qualquer alteração na operação da empresa deve ser comunicada à seguradora”, reforça.

Um erro frequente é acreditar que todo tipo de dano causado por eventos naturais ou sociais está incluído automaticamente na apólice. “Fenômenos como enchentes, vendavais, deslizamentos ou atos de vandalismo podem, sim, ser cobertos — desde que o empresário contrate essa proteção extra”, explica Cristina.

Ela cita como exemplo o recente desastre no Rio Grande do Sul, que afetou milhares de empreendimentos. “Muitas empresas foram pegas de surpresa. As que não tinham cobertura contra alagamentos ou interrupção das atividades tiveram prejuízos enormes sem possibilidade de indenização. Esse tipo de tragédia mostra como é crucial revisar a apólice com atenção”, destaca.

Personalização é a chave da proteção eficaz

Cada empresa tem uma realidade diferente, e o seguro precisa refletir isso. Cristina destaca a importância de fazer uma análise detalhada dos riscos antes de fechar o contrato. “Não existe apólice ideal genérica. Uma indústria química, por exemplo, tem necessidades muito distintas de uma rede varejista ou de um escritório de advocacia. A personalização é o que garante uma cobertura realmente eficiente.”

Essa customização pode incluir proteções adicionais como roubo, responsabilidade civil, lucros cessantes, danos elétricos, pane em equipamentos e até cobertura para obras e reformas. “O corretor de seguros é o profissional capacitado para identificar esses riscos e propor soluções sob medida. Ele é seu aliado na prevenção, não só no momento do sinistro”, afirma.
 

Por que as seguradoras negam indenizações — e como evitar isso

Um dos maiores temores de quem contrata um seguro é ter a indenização negada. Isso, segundo Cristina, costuma acontecer por falhas evitáveis no momento da contratação ou na gestão do contrato. “As principais causas de negativa são informações falsas ou omissas na proposta, atraso no pagamento do prêmio, contratação inadequada da cobertura e falta de comprovação do prejuízo.”

Para evitar esses problemas, ela recomenda total transparência durante o preenchimento dos dados, leitura atenta das cláusulas e guarda organizada de documentos e notas fiscais. “O cuidado com a documentação é tão importante quanto a escolha da cobertura. Tudo precisa estar bem registrado para que a indenização ocorra sem entraves.”

Empresas localizadas em zonas de risco geológico, climático ou social devem redobrar a atenção. Existem no mercado coberturas específicas para enchentes, terremotos, deslizamentos e até mesmo para paralisação de atividades. “O seguro pode incluir planos de contingência, que cobrem lucros cessantes em caso de interrupção forçada das operações. Essa é uma proteção valiosa em regiões sujeitas a catástrofes ou instabilidade”, comenta Cristina.

Contratar o seguro é apenas o primeiro passo. Cristina reforça que as apólices devem ser revisadas e atualizadas periodicamente. “O negócio muda, cresce, adquire novos equipamentos, muda de endereço ou diversifica a operação. Se o seguro não for ajustado, ele pode se tornar ineficaz ou até inválido.”

Entre os pontos que precisam ser observados na renovação estão o valor de reposição dos bens, a suficiência das coberturas, o histórico de sinistros, o endereço e o ramo de atividade cadastrado na apólice. “É muito comum vermos casos de subseguro, quando o valor segurado é menor que o real. Isso reduz a indenização proporcionalmente e gera frustração no momento do sinistro”, explica.

“Vivemos em um país onde o imprevisto é parte do cotidiano. Por isso, ter uma apólice bem estruturada não é um luxo, é uma ferramenta estratégica de sobrevivência do negócio”, conclui Cristina. Mais do que uma formalidade, o seguro é um pilar da gestão empresarial responsável.

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Atenção, contador! Prazo de envio da DCTFWeb termina no próximo dia 29 – Jornal Contábil

A DCTFWeb com o objetivo de modernizar o cumprimento das obrigações acessórias, diminuindo a ocorrência de erros e aumentando a segurança no que é entregue.

As informações necessárias para gerar a DCTFWeb, são enviadas através do eSocial e da EFD-Reinf.  O sistema recebe as informações, realiza vinculações, calcula o saldo a pagar e, após o envio da declaração, disponibiliza ao contribuinte a emissão do DARF, documento de arrecadação.

O prazo de entrega da DCTFWeb já vem sofrendo alterações. Antes, a entrega deveria ser até o dia 15 do mês seguinte do fato gerador. Depois, passou para o dia 25. E, agora, a DCTFWeb deverá ser apresentada até o último dia útil do mês seguinte do fato gerador. 

Portanto, em agosto, o prazo encerra na próxima sexta-feira, dia 29, referente à competência de julho/25.

É importante lembrar que essa data é exclusiva para o envio da DCTFWeb, não havendo nenhuma alteração no prazo de vencimento dos tributos que nela serão informados.

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O que é a DCTFWeb?

A DCTFWeb (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos) veio para substituir a GFIP (Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social). 

Além disso, busca relatar à Receita Federal as contribuições previdenciárias feitas a terceiros, além de integrar as informações prestadas no eSocial e na EFD-Reinf em um só local.

Quem deve declarar a DCTFWeb?

Ao contrário das empresas sem movimento que estão isentas da entrega, por outro lado, são obrigados a entregar a DCTF Web:

  • Pessoas Jurídicas de Direito Privado em geral e as equiparadas a empresa;
  • Unidades Gestoras de orçamento;
  • Consórcios;
  • Entidades de fiscalização do exercício profissional;
  • Fundos especiais dotados de personalidade jurídica sob a forma de autarquia.

Multas não envio da DCTFWeb

Para entregas fora do prazo, a multa mínima a ser aplicada é de R$ 200,00 para empresas sem movimento, e de R$ 500,00 nos demais casos. 

É bom saber que a multa pode ter redução de 90% para quem é MEI e de 50% para a ME e a EPP enquadradas no Simples Nacional. 

Quem apresenta a DCTFWeb com incorreções ou omissões é multado em R$ 20,00 a cada dez informações incorretas ou omitidas. Inclusive, suprimir informações pode se enquadrar no crime de sonegação de contribuição previdenciária. Portanto, não deixe de enviar essa obrigação.

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eSocial: consulta da Qualificação Cadastral em lote está suspensa  – Jornal Contábil

A funcionalidade de Consulta da Qualificação Cadastral em lote do eSocial está temporariamente suspensa desde o último sábado, 16 de agosto de 2025. A paralisação foi confirmada pelo ambiente oficial do sistema, que orienta os empregadores a utilizarem uma alternativa para validar os dados de seus trabalhadores.

A consulta em lote é uma etapa importante para garantir que as informações cadastrais dos trabalhadores estejam corretas antes do envio de eventos ao eSocial, evitando rejeições ou inconsistências. 

Leia também:

Com a suspensão da ferramenta, empresas e profissionais de contabilidade devem recorrer, temporariamente, à consulta pública do Comprovante de Situação Cadastral no CPF, disponibilizada pela Receita Federal.

Essa alternativa está disponível no endereço:

Segundo o governo federal, a ferramenta é de acesso público, não exige certificado digital e é suficiente para qualificar as informações do trabalhador no momento do registro de eventos no sistema do eSocial.

Enquanto a consulta em lote permanece indisponível, a recomendação é que empregadores redobrem a atenção ao validar os dados cadastrais de seus colaboradores individualmente, evitando atrasos e retrabalho no cumprimento das obrigações acessórias. Ainda não há previsão oficial para o restabelecimento do serviço suspenso.

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Autor: Ana Luzia RodriguesAutor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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