STJ Confirma Legalidade da Entrega Eletrônica de Declarações Fiscais: Entenda a Decisão! – Jornal Contábil

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou a legalidade da Instrução Normativa 1.300/2012 da Receita Federal, que determina a entrega de declarações e o cumprimento de obrigações acessórias relacionadas ao direito tributário exclusivamente por meio eletrônico. A decisão foi tomada pela 2ª Turma do STJ, que considerou a regulamentação razoável e alinhada com as práticas administrativas contemporâneas.

A determinação da Receita Federal, que também é refletida na norma atual, a Instrução Normativa 2.055/2021, estabelece que procedimentos como restituições, compensações e reembolsos devem ser realizados através do Programa Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação (PER/DCOMP). O tribunal analisou um caso específico em que um contribuinte apresentou uma declaração em formato físico, o que levou o Tribunal Regional Federal da 5ª Região a questionar a exigência do uso do meio eletrônico.

No entanto, a maioria dos ministros do STJ decidiu acolher o recurso especial da Fazenda Nacional, considerando que a instrução normativa visa assegurar uma maior eficiência na administração tributária. O relator do caso, ministro Francisco Falcão, argumentou que a exigência da formalização eletrônica é não apenas adequada, mas essencial para garantir uma melhor organização e controle das informações fiscais.

Falcão destacou que a digitalização dos processos administrativos traz benefícios como maior acessibilidade e aprimoramento nas ferramentas de fiscalização. “A administração pública deve se adaptar ao ambiente digital para evitar o caos administrativo”, enfatizou o relator. Segundo ele, permitir que os contribuintes escolham como interagir com o fisco poderia comprometer a efetividade do sistema tributário.

A decisão também traz implicações significativas para contribuintes que não observarem as formalidades eletrônicas. A Receita Federal considera declarações feitas fora do formato exigido como “não declaradas”, o que impede a suspensão da cobrança dos débitos fiscais conforme previsto na legislação vigente. Assim, os contribuintes podem se ver em situações complicadas ao não seguirem as orientações estabelecidas pela norma.

A votação contou com o apoio dos ministros Maria Thereza de Assis Moura, Marco Aurélio Bellizze e Teodoro Silva Santos, enquanto o ministro Afrânio Vilela apresentou uma posição divergente. Vilela argumentou que seria mais apropriado classificar tais situações como compensações “não homologadas”, permitindo assim um espaço para recurso administrativo e avaliação pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

Esta decisão do STJ reafirma o compromisso com a modernização dos processos administrativos no âmbito tributário e ressalta a importância da conformidade com as diretrizes estabelecidas pela Receita Federal.



Autor: Ricardo de Freitas


Ricardo de Freitas não é apenas o CEO e Jornalista do Portal Jornal Contábil, mas também possui uma sólida trajetória como principal executivo e consultor de grandes empresas de software no Brasil. Sua experiência no setor de tecnologia, adquirida até 2013, o proporcionou uma visão estratégica sobre as necessidades e desafios das empresas. Ainda em 2010, demonstrou sua expertise em comunicação e negócios ao lançar com sucesso o livro “A Revolução de Marketing para Empresas de Contabilidade”, uma obra que se tornou referência para o setor contábil em busca de novas abordagens de marketing e relacionamento com clientes. Sua liderança no Jornal Contábil, portanto, é enriquecida por uma compreensão multifacetada do mundo empresarial, unindo tecnologia, gestão e comunicação estratégica. Além disso é CEO da FiscalTalks Inteligência Artificial, onde desenvolve vários projetos de IA para diversas areas.


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RG antigo vale até quando? Veja prazo e benefícios da nova Identidade  – Jornal Contábil

A identificação civil dos brasileiros encontra-se em um momento de reformulação com a gradual implementação da Nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). 

Este movimento representa não apenas uma atualização física do documento, mas uma significativa evolução no sistema de registro e segurança de dados do país, promovendo a unificação do antigo Registro Geral (RG) com o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). Tal iniciativa visa, primordialmente, conferir maior segurança, praticidade e coerência à identidade de cada cidadão.

Apesar da mudança já estar em curso, o processo levanta questões essenciais sobre a validade do documento preexistente e o cronograma para a completa adoção do novo padrão. 

É fundamental que a sociedade compreenda os detalhes desta transformação, seus benefícios intrínsecos e os procedimentos necessários para se adequar.

Leia também:

Relevância da Carteira de Identidade Nacional

A CIN se estabelece como o novo paradigma de identificação no território nacional, sucedendo o tradicional RG. Sua principal característica reside na adoção de um padrão único e inalterável em todo o país, utilizando o CPF como número de registro exclusivo. ]

Esta abordagem elimina a antiga variação estadual e, crucialmente, impede a possibilidade de uma mesma pessoa possuir múltiplos números de identidade, um fator que historicamente contribuiu para a ocorrência de fraudes e a criação de inconsistências cadastrais.

A padronização é, portanto, um dos maiores avanços sistêmicos trazidos pela CIN. Ao integrar os bancos de dados estaduais em tempo real, cria-se uma robusta rede nacional de informações, fortalecendo a segurança pública e otimizando o acesso a serviços governamentais essenciais, como os de saúde e previdência social.

Até quando preciso substituir o meu RG Antigo?

Uma das dúvidas mais recorrentes concerne à validade do antigo RG. Conforme o Decreto nº 10.977/2022, foi estabelecido que o documento de identidade anterior permanecerá válido até o ano de 2032

Este prazo estendido indica uma transição planejada e gradual, garantindo que os cidadãos tenham um período amplo — aproximadamente dez anos a partir da promulgação do decreto — para realizar a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional sem a urgência de uma substituição imediata.

Quais os custos para a emissão da nova identidade?

O processo de obtenção da CIN tem por objetivo ser acessível, embora requeira o cumprimento de etapas específicas. O cidadão deve agendar seu atendimento junto aos institutos de identificação estaduais, que estão distribuídos em todas as unidades federativas. Para iniciar a solicitação, é obrigatória a apresentação das certidões de nascimento ou casamento.

Em relação aos custos, a legislação (Lei nº 7.116/1983) assegura a gratuidade da primeira via da CIN em formato de papel. Contudo, formatos mais duráveis, como o cartão de policarbonato, podem estar sujeitos a taxas que variam de estado para estado. 

Adicionalmente, a CIN oferece uma versão digital, disponível por meio do aplicativo gov.br, ampliando as opções de porte e consulta para o usuário.

Inovações tecnológicas e funcionalidades 

A Nova Carteira de Identidade Nacional não é apenas um documento unificado, mas uma plataforma que incorpora tecnologia de ponta para elevar a segurança e a utilidade. Entre as inovações, destacam-se:

  • QR Code: Um código de resposta rápida que permite a verificação instantânea da autenticidade do documento por qualquer autoridade ou entidade, combatendo eficazmente a falsificação.
  • Zona Legível por Máquina (MRZ): Uma faixa de dados similar à utilizada em passaportes internacionais. Esta tecnologia confere à CIN a aptidão para ser utilizada como documento de viagem nos países membros do Mercado Comum do Sul (Mercosul), apesar de não substituir a necessidade de passaporte para destinos fora deste bloco.

Em síntese, a introdução da CIN marca um avanço estratégico na gestão da identificação civil no Brasil, promovendo a segurança, a unicidade cadastral e a modernização tecnológica, ao mesmo tempo em que estabelece um prazo razoável de validade para a transição dos documentos antigos.

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Receita Federal prorroga prazo de adesão à transação tributária – Jornal Contábil

A Receita Federal do Brasil prorrogou até 30 de dezembro de 2025 o prazo de adesão aos Editais RFB nº 4/2025 e nº 5/2025. A prorrogação foi oficializada pela Portaria RFB nº 600/2025, publicada no Diário Oficial da União em 3 de novembro.

A medida representa uma ótima oportunidade para pessoas físicas e jurídicas regularizarem seus débitos no contencioso administrativo fiscal, com condições especiais de pagamento e incentivos relevantes.

  • Edital de Transação RFB nº 4/2025 – Contencioso de pequeno valor

Voltado para pessoas físicas, microempreendedores, microempresas e empresas de pequeno porte com débitos em contencioso de pequeno valor (até 60 salários-mínimos). Oferece parcelamentos com descontos de até 50% sobre o valor total da dívida, podendo ser quitada em até 55 parcelas mensais.

  • Edital de Transação RFB nº 5/2025 – Contencioso até 50 milhões

Destinado a créditos tributários em contencioso administrativo fiscal até R$ 50 milhões, permite o uso de prejuízos fiscais e base de cálculo negativa da CSLL, além de reduções proporcionais ao grau de recuperabilidade do crédito. Os pagamentos podem ocorrer em até 135 parcelas, dependendo da modalidade. 

Leia também:

Como aderir?

  • Edital de Transação RFB nº 4/2025 – Contencioso de pequeno valor

A adesão deve ser feita exclusivamente pelo Portal do e-CAC, até as 20h59min do dia 30 de dezembro de 2025, por meio do serviço:

  •  “Pagamentos e Parcelamentos” > “Parcelamento Solicitar e Acompanhar”.
  •  Edital de Transação RFB nº 5/2025 – Contencioso até 50 milhões

A adesão deve ser feita, até as 23h59min do dia 30 de dezembro de 2025, mediante abertura de processo digital no Portal do e-CAC, acessando:

  •  “Legislação e Processo” > “Requerimentos Web”

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Fonte: Receita Federal

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Autor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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Contabilidade: obrigações importantes vencem essa semana. Confira! – Jornal Contábil

Atenção contabilidade! Quatro importantes obrigações contábeis têm prazo de envio se esgotando nesta semana!

Trata-se da DCTFWeb Geral/mensal e o eSocial, a EFD- Contribuições e o DCP (Demonstrativo de Crédito Presumido)

A DCTFWeb e o eSocial precisam ter seu envio até essa segunda-feira, dia 10. Já a EFD-Contribuições tem prazo de entrega até sexta-feira, dia 14, com período relativo a setembro/25 e o DCP também têm prazo até sexta-feira, dia 14, com informações relativas ao 3° trimestre de 2025. A não entrega no prazo estabelecido pode resultar em penalidades,que podem doer no bolso.

Confira!!

O que é o DCTFWeb?

DCTFWeb é a sigla para Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos. 

A DCTFWeb pode ser definida como uma confissão de dívida, pois o contribuinte assume no documento que possui débitos de contribuições previdenciárias e de contribuições destinadas a terceiros.

Penalidades da DCTFWeb

Para entregas fora do prazo, a multa mínima é de R$ 200,00 para empresas sem movimento, e de R$ 500,00 nos demais casos. 

É bom saber que a multa pode ter redução de 90% para quem é MEI e de 50% para a ME e a EPP enquadradas no Simples Nacional. 

Quem apresenta a DCTFWeb com incorreções ou omissões é multado em R$ 20,00 a cada dez informações incorretas ou omitidas. 

Leia também:

O que é  a EFD-Contribuições?

A sigla EFD significa Escrituração Fiscal Digital. É um sistema que a Receita Federal Brasileira desenvolveu e instituiu para acompanhar e fiscalizar todos os registros contábeis e fiscais. Ele substituiu os livros físicos autenticados. 

Dessa forma, o fisco, a partir da instituição do SPED, teve alguns objetivos. Vamos então analisar alguns:

  • Fomentar a colaboração entre os Fiscos, por meio da padronização e do compartilhamento das informações fiscais e contábeis. Sempre em conformidade com as restrições legais.
  • Simplificar e uniformizar as obrigações acessórias para os contribuintes, criando assim um processo único de envio de diferentes obrigações acessórias para os diversos órgãos de fiscalização.
  • Agilizar a detecção de infrações tributárias, aprimorando o controle dos processos, acelerando o acesso às informações e tornando a fiscalização mais eficiente por meio do cruzamento de dados e da auditoria eletrônica.

Multas pelo não envio da EFD Contribuições

A aplicação das multas relacionadas à EFD Contribuições pode variar dependendo das legislações específicas e das normas estabelecidas pela Receita Federal do Brasil (RFB) e pelos órgãos fiscalizadores estaduais. É importante ressaltarmos que as porcentagens das multas podem ser atualizadas ao longo do tempo, portanto, é necessário que o contador consulte sempre a legislação vigente para obter as informações mais recentes.

Além disso, os órgãos fiscalizadores costumam calcular as multas por atraso na entrega da EFD Contribuições com base em um percentual sobre o valor das contribuições devidas. Esses percentuais podem variar entre 0,2% a 1,0% por mês de atraso, e cada órgão fiscalizador pode estabelecer suas próprias taxas.

Portanto, já as multas por entrega com informações incorretas ou por não apresentação da EFD Contribuições podem ter percentuais diferentes, geralmente mais elevados, podendo variar de 2% a 3% sobre o valor das contribuições ou outros critérios estabelecidos.

O que é DCP?

O DCP (Demonstrativo de Crédito Presumido) é uma obrigação acessória, que deve ser entregue à Receita Federal pelas empresas produtoras e exportadoras. 

Ao final de cada trimestre, no último dia útil da primeira quinzena do segundo mês subsequente ao trimestre-calendário de ocorrência dos fatos geradores. Os créditos presumidos que foram calculados como parte de um benefício fiscal, devem ser apresentados em documento.

Quais as multas e penalidades por atraso ou não entrega do DCP?

O atraso na entrega ou falta de entrega pode acarretar multas de R$ 500,00 ou R$ 1.500,00 por mês calendário ou fração, e reduzidas à metade nos casos de regularização antes de procedimento de ofício, e ainda, estarão sujeitas a 3%, e não inferior R$ 100,00 no caso de entrega com informações inexatas, incorretas e omissas.

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CRCs : Eleições ocorrem nesta quinta, dia 13. Veja como votar online – Jornal Contábil

A eleição dos Conselhos Regionais de Contabilidade (CRCs) acontecerá no dia 13 de novembro, com início às 8h e encerramento às 20h, no horário oficial de Brasília/DF.

Todo o processo acontecerá de forma online, e o voto pode ser registrado tanto pelo site www.eleicaocrc.org.br quanto pelo aplicativo CRCDigital.

Vale ressaltar que o eleitor deve estar em situação regular com o seu CRC, ou seja, com os dados cadastrais atualizados e sem débitos de qualquer natureza com o Sistema CFC

O pleito acontecerá nesta quinta-feira, dia 13 de novembro, em que será renovado 2/3 (dois terços) da composição dos Plenários dos CRCs.

Mandatos de quatro anos

Os conselheiros dos CRCs e os seus respectivos suplentes são eleitos, para mandatos de quatro anos, por meio de eleição direta, com voto pessoal, secreto e obrigatório, segundo estabelece o Decreto-Lei n.º 1.040/1969 e Resolução CFC n.º 1.688/2023. 

Para estarem aptos a votar, o contador e o técnico devem estar em situação cadastral e financeira regulares no CRC de sua jurisdição.

Leia também:

Como votar pelo site

1.Acesse www.eleicaocrc.org.br
2. Selecione a sua “Jurisdição”
3. Clique em “Votar” e realize a autenticação por:
– Código de acesso (Token/PIN) recebido por e-mail ou SMS.
– Certificação digital.
– Biometria facial.

Como votar pelo aplicativo

1. Acesse o app CRCDigital; e
2. Escolha a opção “Eleição CRC 2025”.

Atribuições dos Conselhos Regionais de Contabilidade

São atribuições dos Conselhos Regionais, além da fiscalização do exercício da profissão de contabilista:

a) expedir e registrar a carteira profissional prevista no artigo 17;

b) examinar reclamações e representações escritas acerca dos serviços de registro e das infrações dos dispositivos legais vigentes, relativos ao exercício da profissão de contabilista, decidindo a respeito;

c) fiscalizar o exercício das profissões de contador e guarda-livros, impedindo e punindo as infrações, e, bem assim, enviando às autoridades competentes minuciosos e documentados relatórios sobre fatos que apurarem, e cuja solução ou repressão não seja de sua alçada;

d) publicar relatório anual de seus trabalhos e a relação dos profissionais registrados;

e) elaborar a proposta de seu regimento interno, submetendo-o à aprovação do Conselho Federal de Contabilidade;

f) representar ao Conselho Federal de Contabilidade acerca de novas medidas necessárias, para regularidade do serviço e para fiscalização do exercício das profissões previstas na alínea b, deste artigo;

g) admitir a colaboração das entidades de classe nos casos relativos à matéria das alíneas anteriores.

Chapa 1 vence eleição CFC

Na esfera federal, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) realizou, na última quinta-feira, dia 06,, as eleições para a disputa do pleito de renovação de 2/3 de seu Plenário. 

Por unanimidade, a Chapa 1 (cujo responsável é Joaquim Bezerra) foi a vencedora para o mandato de 2026/2029. Para conferir os 36 nomes da Chapa Nº 1, clique aqui. 

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Automação contábil: melhores rotinas para evitar erros e economizar tempo – Jornal Contábil

Não é segredo que é possível melhorar rotinas com automação contábil. Hoje, o uso da tecnologia é um divisor de águas para os escritórios e profissionais que desejam crescer de forma sustentável.

Na contabilidade tradicional, as rotinas contábeis eram marcadas por tarefas repetitivas, planilhas intermináveis e prazos “apertados”. Hoje, porém, a automação permite a redução de erros, economia de tempo e abre espaço para uma atuação mais consultiva.

Nesse contexto, nós da Tron preparamos um artigo completo sobre como a tecnologia pode transformar o dia a dia do seu escritório, quais processos podem (e devem) ser automatizados, os erros que você evita ao adotar a tecnologia certa e como melhorar rotinas com automação contábil:

O que é automação contábil?

Em primeiro lugar, é preciso entender o conceito de automação contábil. Trata-se do processo de usar softwares, sistemas integrados e tecnologias inteligentes para executar tarefas repetitivas, padronizar processos e garantir maior precisão nas atividades contábeis.

Em outras palavras, a proposta é transferir o trabalho operacional e manual para ferramentas digitais com o intuito de processar informações em segundos e com muito menos margem de erro.

Ao contrário do que muitos podem imaginar, não estamos nos referindo apenas à substituição do trabalho humano por máquinas. A automação contábil vai muito além, ela qualifica a atuação do profissional. Isso quer dizer que, ao invés de gastar horas em lançamentos ou conferências, o contador passa a dedicar seu tempo a interpretar relatórios, identificar riscos e orientar clientes sobre o melhor caminho a seguir.

Ou seja, a automação não “tira espaço” do contador.  Pelo contrário, ela fortalece seu papel consultivo e estratégico, justamente porque libera tempo e promove informações mais confiáveis.

Rotinas contábeis que podem ser automatizadas

Quando falamos em melhorar rotinas com automação contábil, é importante entender que não se trata de um único processo, mas de uma rede de atividades que podem ser otimizadas. Veja a seguir as principais rotinas que a automação pode transformar, com exemplos práticos e os benefícios de cada uma:

Importação e classificação de notas fiscais

A entrada de notas fiscais é um processo que requer energia para os profissionais da contabilidade. Deixar para que um colaborador digite manualmente dados como CNPJ, valores, e alíquotas de impostos é abrir espaço para erros e desperdício de tempo.

Com a automação, o sistema faz a captura das NF-es direto na SEFAZ, organiza os dados em tempo real e até sugere a classificação contábil correta. Isso quer dizer, portanto, menos risco de falhas de digitação; redução de retrabalho em conferências; e lançamentos contábeis mais ágeis e confiáveis.

Sendo assim, vamos supor que o sistema gasta uma manhã inteira importando e digitando notas de um cliente de médio porte. Ele pode, portanto, processar todas em minutos, deixando os relatórios prontos para validação.

Folha de pagamento e rotinas de DP

O Departamento Pessoal é um setor cheio de detalhes e prazos, incluindo cálculos de salários, férias, rescisões e encargos. Desse modo, todas essas atividades podem gerar erros caros quando realizados manualmente. Os softwares de automação integram dados dos colaboradores, calculam de forma automática todos os encargos e enviam informações para o eSocial.

O fechamento da folha, por exemplo, que antes demandava uma semana inteira em escritórios maiores, pode ser feito em dias, ou até horas, com apoio da automação.

Conciliação bancária

Essa é, sem dúvida, uma das atividades que mais consome tempo dos contadores. Mas a boa notícia é que a automação permite a integração com as contas bancárias dos clientes, identifica automaticamente entradas e saídas, e sinaliza informações divergentes. Sendo assim, os benefícios são:

  • Economia de horas de trabalho por cliente;
  • Redução quase total de erros;
  • Relatórios de fluxo de caixa em tempo real.

Esse processo é ainda mais importante em empresas com grande volume de movimentações financeiras, no qual a conciliação manual seria inviável.

Geração e envio de guias de impostos

É possível melhorar rotinas com automação contábil também no que se refere à geração e envio de guias de impostos. Neste caso, os sistemas contábeis calculam as guias (como DAS, DARF e GPS) automaticamente e disponibilizam para o cliente com antecedência. Além disso, muitas soluções possuem integração direta com sistemas de pagamento, o que também ajuda a evitar atrasos.

Por que melhorar rotinas com automação contábil?

Melhorar rotinas com automação contábil não é apenas uma forma de ganhar eficiência, mas também é uma estratégia essencial no mercado de hoje. Veja as principais razões pelas quais a automação se tornou indispensável:

Ganho de tempo

Tempo é o ativo mais escasso na vida de qualquer profissional contábil. Sendo assim, fechamentos mensais, geração de guias, folha de pagamento e obrigações acessórias podem facilmente consumir horas e até mesmo dias quando as atividades são realizadas de forma manual.

Vamos supor, então, que um profissional leva metade de um dia para importar 200 notas fiscais de um cliente. Com automação, porém, conclui-se esse processo em segundos.

Foco no papel consultivo

A tecnologia gera ao contador espaço para atuar onde realmente importa: na análise de dados e no suporte estratégico aos clientes.

Isso muda a percepção de valor do cliente em relação ao escritório. Em vez de ver o contador apenas como alguém que “entrega guias”, ele passa a enxergá-lo como um parceiro de negócios que ajuda na tomada de decisões financeiras, na análise de custos e na projeção de cenários futuros.

Confira também: Contabilidade consultiva: saiba como agregar valor para seus clientes

Redução de erros

A contabilidade não perdoa falhas. Um número errado em uma guia de imposto, o esquecimento de um lançamento ou uma obrigação entregue fora do prazo podem gerar multas e comprometer a relação de confiança com o cliente.

Melhoria da qualidade de vida da equipe

Melhorar rotinas com automação contábil também envolve a qualidade de vida da equipe. A sobrecarga de tarefas repetitivas, associada à pressão dos prazos fiscais, é um dos fatores que mais gera estresse em profissionais da área contábil.

Em outras palavras, a tecnologia vem como ferramenta para redistribuir esforços, aliviar a carga operacional e permitir que os colaboradores tenham mais equilíbrio entre produtividade e qualidade de vida. 

É preciso considerar, portanto, que equipes menos estressadas erram menos, trabalham melhor e permanecem mais tempo no escritório, o que reduz a rotatividade.

Conformidade e segurança da informação

A legislação brasileira muda constantemente, e, para muitos profissionais contábeis, manter-se atualizado apenas com processos manuais é quase impossível. Os sistemas automatizados, porém, acompanham as constantes mudanças na legislação, atualizam cálculos e obrigações para que o escritório mantenha o cumprimento de todos os prazos e regras fiscais.

Além disso, com sistemas contábeis em nuvem, há o armazenamento de dados em servidores protegidos, com backups automáticos e criptografia avançada. Isso reduz os riscos de perda de informações e mantém a conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), um ponto cada vez mais valorizado por empresas e clientes.

Sistemas integrados

A integração de sistemas também é um benefício evidente ao melhorar rotinas com automação contábil. Isso porque a associação entre as áreas financeiras, fiscais e de recursos humanos, facilita a gestão dos dados em uma única plataforma acessível remotamente.

Vantagem competitiva no mercado

As empresas que  insistem em processos manuais tendem a atrasar entregas, cobrar menos porque não conseguem agregar valor e perder clientes para concorrentes modernos. Já aqueles que investem em automação conseguem entregar mais rápido e com mais qualidade e escalar operações sem inflar custos.

Na visão do cliente, isso é sinônimo de profissionalismo e inovação, dois atributos fundamentais em um mercado competitivo.

Leia mais: Automação contábil: otimizando processos para ampliar o foco na estratégia do cliente

Os principais erros que a automação contábil ajuda a evitar

Melhorar rotinas com automação contábil vai muito além de agilizar tarefas, trata-se também de reduzir riscos que podem comprometer tanto a operação do escritório quanto a confiança dos clientes. Veja os principais erros que a automação contábil ajuda a evitar:

Perda de prazos de obrigações

O não cumprimento de prazos de obrigações como SPED, DCTF, EFD-Reinf, GFIP e eSocial pode gerar penalidades e multas que podem pesar no caixa das empresas e abalar a relação de confiança com os clientes.

Um sistema contábil online automatiza alertas e programações de envio, e, com isso, evita que o contador perca prazos importantes. Além disso, sistemas em nuvem permitem que toda a equipe acompanhe em tempo real o andamento das entregas.

Erros no lançamento contábil

Um dos erros mais comuns em escritórios contábeis é o lançamento incorreto de dados financeiros. Sabe por quê? Um dígito a mais ou a menos pode distorcer todo o fechamento contábil, gerar erros nos relatórios e prejudicar análises estratégicas.

Em contrapartida, com o apoio de um sistema contábil web, há a integração aos sistemas de gestão (ERP, folha de pagamento, fiscal), de modo a reduzir a necessidade de digitação manual e garantir maior precisão.

Problemas com armazenamento e segurança de dados

Quando as informações contábeis ficam salvas em planilhas locais ou servidores físicos, há maior risco de perda de dados, falhas de backup e até ataques cibernéticos. Por outro lado, se houver o apoio tecnológico, é possível armazenar os dados em ambientes protegidos, com criptografia avançada e backups automáticos, bem como reduzir riscos e manter a conformidade com a LGPD.

Erros de comunicação com clientes

Muito além dos erros técnicos, os erros de comunicação com os clientes também podem comprometer o crescimento do escritório contábil. Até mesmo porque a falta de integração entre a empresa e os clientes gera uma série de outras consequências, como atrasos no envio de documentos, falhas de interpretação e atrasos em fechamentos.
Ao utilizar um sistema contábil web, o cliente pode enviar documentos pelo sistema, que já os integra automaticamente às rotinas internas. Isso reduz, portanto, os ruídos na comunicação e torna a relação mais transparente.

Como a automação contábil economiza tempo na prática?

Um dos efeitos mais imediatos da automação contábil é a economia de tempo. Sendo assim, tarefas que antes demandavam horas de trabalho manual agora podem ser concluídas em minutos. Com isso, os contadores e suas equipes podem concentrar esforços em atividades de maior valor. Veja alguns exemplos práticos:

  • Importação e lançamento de notas fiscais: um cliente de médio porte pode emitir centenas de notas por mês. Se, porém, ele tiver um sistema contábil online à seu dispor, há a importação automática dessas notas do SEFAZ, assim como a classificação e o lançamento no sistema, isto é, sem intervenção manual. Por consequência, há a redução do tempo gasto em lançamentos manuais, que de dias, passa a ser realizado em minutos.
  • Conciliação bancária automática: antes, verificar todas as entradas e saídas bancárias era um processo minucioso, sujeito a erros. Agora, para as empresas que contam com sistemas contábeis, é possível realizar a conciliação em segundos, com alertas automáticos sobre divergências.
  • Emissão de guias e obrigações acessórias: a realização de cálculos de impostos e envio de declarações, como DCTF e eSocial, ocorre de forma automática, com validação de dados e envio programado. Isso elimina atrasos e retrabalhos, e, portanto, economiza horas preciosas.

Além da economia de tempo, essa automação permite uma visão em tempo real das operações. Esse é um grande benefício, sobretudo para o gestor, que agora consegue acompanhar o fluxo de trabalho e transformá-lo em algo muito mais estratégico e menos operacional.

O segredo para uma transição bem-sucedida

A implementação da automação em escritórios de contabilidade não envolve apenas instalar um software contábil. Uma transição bem-sucedida depende de planejamento, treinamento e da escolha certa de ferramentas. Veja os pontos essenciais para garantir para garantir sucesso:

  • Mapeamento de processos existentes: antes de automatizar, é fundamental entender como as tarefas são realizadas atualmente pela equipe. Isso ajuda, portanto, a identificar obstáculos e processos que precisam de atenção especial.
  • Escolha de soluções compatíveis: um sistema contábil online precisa ser compatível com o ERP do cliente, integrar dados de diferentes fontes e permitir acesso remoto seguro. A compatibilidade evita retrabalhos e problemas de integração.
  • Treinamento da equipe: a automação requer mudança cultural. É essencial que os colaboradores compreendam o funcionamento do sistema, aprendam boas práticas de uso e saibam interpretar alertas, relatórios e dashboards.
  • Implementação gradual: migrar todas as rotinas de uma vez pode ser arriscado. O ideal é optar por uma abordagem dividida em fases, começando pelos processos mais repetitivos (como importação de notas fiscais e conciliação bancária). Essa é uma forma de diminuir os efeitos e facilitar a adaptação da equipe, sobretudo no caso dos colaboradores mais resistentes.
  • Monitoramento contínuo: mesmo após a implementação, é importante monitorar resultados, identificar falhas e ajustar processos. Os sistemas incluem indicadores que permitem acompanhar a eficácia da automação em tempo real.

Como escolher a solução ideal de automação contábil?

Nem todo software contábil é capaz de atender às necessidades do escritório de contabilidade. O ideal, portanto, é que a escolha da solução inclua critérios técnicos, estratégicos e de experiência do usuário, como por exemplo:

Integração com outros sistemas

Um bom sistema deve se integrar ao ERP para contabilidade do cliente, sistemas bancários e plataformas fiscais como é o caso do TGC Eos por exemplo. Ele deve, portanto, permitir que os dados fluam automaticamente entre diferentes setores.

Funcionalidades específicas para automação

É importante também verificar se a solução possui lançamentos automáticos de notas fiscais; conciliação bancária automatizada; emissão de guias e obrigações fiscais; relatórios em tempo real; e alertas de prazos e erros no sistema.

Acesso remoto e segurança

Os sistemas contábeis em nuvem possibilitam o acesso às informações de qualquer lugar com segurança, de modo a garantir backups automáticos e proteção de dados conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Facilidade de uso e suporte

Entre os critérios a avaliar, destaca-se também que a interface precisa ser intuitiva. O fornecedor, por sua vez, deve oferecer suporte técnico eficiente, treinamento e atualizações constantes.

Custo-benefício

Assim como em todo investimento que uma empresa realiza, é preciso avaliar o custo-benefício do sistema. Uma solução escalável permite que o escritório cresça sem aumentar proporcionalmente os custos, aproveitando ao máximo os recursos da automação.

Uma boa dica é, antes de decidir, fazer um teste piloto com um cliente ou processo específico. Isso ajuda a medir resultados, identificar desafios e garantir que a solução realmente se adapta à rotina do escritório.

Quais indicadores usar para medir a eficiência contábil com automação?

A automação contábil não é apenas uma ferramenta que possibilita a economia de tempo, mas também permite medir e otimizar a performance do escritório. Sendo assim, com o suporte de um sistema, é possível acompanhar indicadores que mostram exatamente como a operação está funcionando e onde há oportunidades de melhoria. Confira alguns dos principais indicadores:

Tempo médio de processamento de tarefas

O indicador de tempo médio de processamento de tarefas, como o próprio nome revela, tem como objetivo medir quanto tempo o escritório leva para processar notas fiscais, conciliações ou fechamento contábil. 

Quando uma empresa contábil opta por usar a tecnologia a seu favor, tarefas que antes demoravam horas ou dias podem ser concluídas em minutos. E, com isso, libera-se o tempo que a equipe gastaria com essa atividade para realizar análises estratégicas.

Um exemplo que ilustra bem uma redução eficaz de tempo, é o lançamento automático de 200 notas fiscais em minutos, que comparado ao processo manual, levaria metade de um dia.

Taxa de retrabalho e erros

Outro indicador de suma importância é a taxa de retrabalho e erros, que apresenta quantas vezes precisa haver a correção de um lançamento ou relatório. O uso da tecnologia, neste caso, permite a redução dessa taxa, pois há uma validação automática de dados, aplicação de cálculos e sinalização de erros.

SLA de fechamento contábil

O SLA de fechamento contábil mede a capacidade do escritório de entregar fechamentos e declarações dentro do prazo. Se o escritório contar com automação, é possível definir alertas e fluxos automáticos para seguir cumprindo prazos legais, e evitando multas e penalidades.

Produtividade por colaborador

Essa métrica avalia quantos clientes cada colaborador consegue atender ou quantas tarefas consegue processar em determinado período. Ao melhorar rotinas com automação contábil, o escritório também gera vantagens para os colaboradores, pois eles conseguirão realizar atividades mais estratégicas, sem que haja sobrecarga.

Custo por cliente e retorno sobre investimento

O sistema contábil online também gera a redução do custo operacional por cliente, uma vez que há a eliminação de tarefas manuais e redução de erros. Isso torna o escritório mais competitivo e rentável, o que permite atender mais clientes com o mesmo time.

O monitoramento desses indicadores é, portanto, essencial para que o gestor avalie o desempenho da equipe, justifique investimentos em automação contábil, mostre ganhos reais para clientes e identifique pontos de melhoria contínua.

Leia também: Automação contábil: a tecnologia está revolucionando a gestão de escritórios de contabilidade

Escolhendo o sistema certo, é possível sim melhorar rotinas com automação contábil

Por fim, não podemos deixar de destacar que melhorar rotinas com automação contábil não é apenas uma tendência tecnológica, mas uma estratégia indispensável para escritórios que desejam crescer. 

A contabilidade deixou de ser apenas um setor operacional, focado em cumprir prazos e entregar declarações. Hoje, o contador é um parceiro estratégico das empresas, e a automação contábil é o que garante o tempo e a precisão necessários para essa mudança de papel.

Vale destacar, porém, que colher esses benefícios depende de uma transição bem planejada. Afinal, trata-se de uma mudança cultural por escritórios que abraçam a automação. Esses profissionais entendem que sua função não é apenas registrar o passado, mas antecipar o futuro com estratégias baseadas em dados confiáveis.

É por isso que, na Tron, entendemos que a contabilidade moderna vai muito além de números. Nossa missão é ajudar escritórios contábeis e departamentos financeiros a melhorar rotinas com automação contábil.

Se o seu objetivo é reduzir erros, economizar tempo e elevar o nível do serviço prestado aos clientes, conte com a Tron! Entre em contato conosco agora mesmo e saiba mais sobre nossas soluções.

Você também pode se interessar por: Tecnologia e contabilidade: a automação é o futuro da profissão

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Fechamento do ano fiscal: entenda a importância de fazer balanço patrimonial – Jornal Contábil

Quando o fim de ano se aproxima, boa parte das pessoas gosta de fazer um balanço dos últimos 12 meses. É hora de avaliar se as metas foram atingidas, verificar se houve progresso nas diferentes áreas da vida e identificar o que é possível fazer de diferente para que o próximo traga resultados ainda melhores. Quando o assunto envolve o mundo corporativo, não é diferente.

As empresas precisam fazer essa avaliação, considerando a atuação de seus diferentes departamentos.

Todavia, para tomar uma decisão assertiva é preciso conhecer o balanço patrimonial da empresa. Na leitura a seguir, vamos das informações que devem constar em um balanço. 

O que é o balanço patrimonial?

O balanço patrimonial, também chamado de Balanço Contábil, é um relatório gerado a partir do registro de toda a movimentação financeira da empresa durante um período determinado, que pode ser de três meses, seis meses ou até um ano.

Esse relatório demonstra a situação patrimonial da empresa naquela data, constando todas as informações sobre bens, direitos e obrigações do empreendimento, além dos investimentos e fontes de recursos.

O objetivo do balanço patrimonial é verificar o equilíbrio entre as contas da empresa, sendo então um instrumento que garante o bom funcionamento da contabilidade empresarial. Esses registros devem ser mantidos organizados para que sejam entregues às autoridades competentes quando solicitados.

Leia também:

Como se estrutura um balanço patrimonial?

A estrutura desse relatório é baseada em três pontos:  o ativo, o passivo e o patrimônio líquido. Lembrando que ainda que eles são desdobráveis em circulante e não circulante. Veja:

  • Ativos:  são os bens e direitos da empresa e investimentos que trazem benefícios financeiros para o negócio, exemplo: imobilizado, caixa;
  • Passivos: são as obrigações financeiras da empresa., exemplo: fornecedores a pagar, empréstimos;
  • Ativo circulante: é todo bem e direito que pode ser convertidos em dinheiro dentro de 12 meses, como exemplos: duplicatas a receber, estoques;
  • Ativo não circulante: valor que poderá ser convertido em dinheiro após o prazo de 12 meses, ou seja, bens com uma maior durabilidade;
  • Passivo circulante: são as dívidas com terceiros que devem ser pagas dentro de 12 meses;
  • Passivo não circulante: são as obrigações que permaneceram por mais tempo junto a empresa, ou seja, além de 12 meses;
  • Patrimônio líquido: é o valor contábil pertencente aos acionistas ou sócios da companhia. Neste grupo é demonstrado o capital injetado acrescido dos lucros obtidos na operação.

Qual a importância do balanço patrimonial?

Entre os benefícios da análise do balanço patrimonial pode-se destacar a “saúde financeira da empresa”, uma vez que, o balanço relata como está o patrimônio. 

Dessa forma, quando o profissional contábil expõe as informações contidas no balanço ele conseguirá mostrar aos gestores se o patrimônio empresarial corre risco, se a empresa deve mais do que possui, entre outros dados.

Outro destaque e um dos pontos de grande relevância é a possibilidade de disponibilizar os indicadores financeiros através dos números fornecidos no balanço patrimonial, ferramentas essenciais para o controle e planejamento.

Entre esses indicadores estão: liquidez corrente; liquidez seca; liquidez imediata; liquidez geral; rotação de estoque; margem líquida; retorno do ativo; retorno sobre investimento, entre outros.

Além disso, o balanço patrimonial é imprescindível para os usuários externos analisarem o real valor do negócio. Todavia, é importante estar atento a alguns fatores, pois o que é representado como patrimônio líquido muitas vezes não traz o valor de mercado, mas sim o valor contábil do empreendimento.

Como fazer o balanço patrimonial?

Criar o balanço patrimonial do próprio negócio realmente não é uma tarefa muito fácil, mas veja os passos principais para montar seu balanço patrimonial:

1 – Determine um período

Como você já sabe, o balanço patrimonial mostra a situação financeira da empresa dentro de um período específico, então o primeiro passo é determinar a data do relatório. 

Geralmente, o balanço patrimonial é sempre elaborado a cada 12 meses. Porém, isso não impede que seja feito a cada três meses, como é o caso das empresas de capital aberto.

2 – Pontue seus ativos

Com a data definida você precisa considerar e contabilizar todos seus ativos dentro desse período. 

Para facilitar a análise, considere listar os ativos como individuais e ativos totais. Quando os ativos são divididos em diferentes itens de linha fica muito mais complexo de entender o relatório.

Lembre-se, os ativos são divididos em dois grupos:

  • caixa e equivalentes de caixa;
  • contas a receber;
  • títulos negociáveis de curto prazo;
  • outros.
  • Ativos não circulantes:
  • títulos negociáveis ​​de longo prazo;
  • ativos intangíveis;
  • propriedade;
  • outros.

3 – Pontue seus passivos

Identifique quais são as obrigações da empresa com terceiros, que assim como os ativos, são divididos em dois grupos:

  • aluguel;
  • pagamentos de juros;
  • despesas acumuladas;
  • outros.
  • Passivos não circulantes:
  • empréstimos de longo prazo;
  • impostos de renda diferidos;
  • dívidas de longo prazo
  • outros.

4 – Faça o cálculo do patrimônio líquido

Nesta etapa você precisa listar as contas que apontam o valor contábil da sua empresa. Para ser mais simples considere, por exemplo, capital social, lucros acumulados, fluxo de caixa, entre outros.

Caso a empresa seja de propriedade privada, sendo de um único proprietário, será mais simples calcular o patrimônio líquido. Agora, se estamos falando de uma empresa de capital aberto, esse cálculo poderá ficar mais complicado.

5 – Compare o total do passivo e do patrimônio líquido com os ativos

Com a equação do balanço patrimonial é esperado um equilíbrio entre os ativos e o montante de passivos.  Para isso, o relatório é montado da seguinte forma: Lado esquerdo = Ativos e o Lado direito = Passivos e o Patrimônio Líquido

Os valores são sempre agrupados em contas e a sua ordem é determinada pela situação de liquidez. Assim, dessa forma, fica mais fácil analisar o relatório.

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Aparência de lucro, prejuízo certo: veja o que a sonegação realmente causa – Jornal Contábil

Sonegar impostos é esconder ou alterar informações fiscais para pagar menos tributos, o que é ilegal. Essa prática prejudica o país, pois reduz os recursos destinados à saúde, educação e segurança pública.

Para te ajudar em mais uma questão do Simples Nacional, hoje a equipe do Jornal Contábil retirou algumas informações do artigo da  é-Simples Auditoria Eletrônica, empresa especialista no Simples Nacional e vamos te ajudar a entender mais sobre a sonegação de  impostos saber como podemos ajudar nossos clientes optantes por esse regime!

O artigo da é-Simples Auditoria Eletrônica diz:

1. O que é sonegar impostos?

Segundo o Blog da é-Simples Auditoria: “Sonegação de impostos é quando uma pessoa ou empresa omite, esconde ou mente sobre informações fiscais com a intenção de pagar menos tributos do que deveria ou até não pagar nada.

Isso pode acontecer, por exemplo, quando alguém não emite nota fiscal em uma venda, declara um valor menor do que realmente recebeu, registra menos funcionários ou altera documentos contábeis.

A sonegação é crime porque desvia recursos que deveriam financiar serviços públicos como saúde, educação e segurança, prejudicando o funcionamento dessas áreas.

Diferente da inadimplência — que é quando alguém até declara corretamente os impostos, mas não consegue pagá-los — a sonegação envolve uma atitude proposital de esconder informações do governo”

2. Por que algumas pessoas sonegam impostos?

De acordo com o Blog da é-Simples Auditoria: “Existem diversos motivos que levam alguém a sonegar, e nem todos estão ligados apenas à malícia.

Em muitos casos, a alta carga tributária, a complexidade da legislação e até a falta de orientação adequada podem incentivar comportamentos errados.

Em outros casos, o contribuinte age deliberadamente, acreditando que não será fiscalizado ou punido.

Há também quem use estratégias como abrir empresas em paraísos fiscais, esconder documentos financeiros, ou usar “laranjas” para movimentar dinheiro.

São ações calculadas para reduzir a carga tributária de forma ilegal — e que, se descobertas, podem resultar em penas severas.”

3. Quais os tipos de sonegação mais comuns?

De acordo com o Blog da é-Simples Auditoria: “A sonegação pode se apresentar de várias formas. Abaixo estão os dois tipos mais frequentes, com breves explicações:

  • Falseamento de informações: ocorre quando a empresa ou pessoa física declara valores errados para reduzir o valor do imposto. Isso inclui declarar menos faturamento, despesas falsas ou omitir rendimentos.
  • Ocultação de documentos ou patrimônio: esconder ou não apresentar documentos fiscais, como notas e livros contábeis, ou ainda ocultar bens (como imóveis ou carros) que deveriam estar vinculados à empresa ou ao contribuinte.

Outros métodos incluem registrar empresas em paraísos fiscais, manipular preços de produtos e serviços nas notas, e usar terceiros para disfarçar movimentações financeiras.”

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Gostou do assunto? Continue acompanhando nossos artigos, e também siga a é-Simples no instagram @esimplesauditoria.

Obrigado pela leitura!

Informações retiradas do Blog da é-Simples Auditoria. Artigo: “Sonegar impostos, quais as consequências em sua empresa?” Disponível em: Por Leonel Monteiro em 16/05/2025.

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Abono salarial PIS/Pasep 2026: veja o que já se sabe sobre valor e datas  – Jornal Contábil

O PIS (Programa de Integração Social) e o PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) são contribuições sociais de natureza tributária, sendo o PIS destinado a trabalhadores da iniciativa privada (pago pela Caixa Econômica Federal) e o PASEP, a servidores públicos (pago pelo Banco do Brasil).

O objetivo principal desses programas é financiar o Abono Salarial, que funciona como um benefício anual destinado aos trabalhadores de baixa renda. 

Ele é uma forma de complementar a renda e é popularmente conhecido como “14º salário” para quem atende aos critérios estabelecidos em lei.

Valores e cálculo do benefício para 2026

O valor do Abono Salarial para 2026 está diretamente ligado ao salário mínimo vigente na época do pagamento. O governo federal estima que o piso nacional possa alcançar R$ 1.631 em 2026, mas o valor oficial só terá definição em dezembro de 2025.

O benefício não é o mesmo para todos e seu cálculo ocorre de forma proporcional ao tempo de trabalho com carteira assinada no ano-base (2024).

  • Trabalho Integral (12 meses): O trabalhador recebe o valor integral do salário mínimo de 2026 (estimado em R$ 1.631,00).
  • Trabalho Parcial: O valor é proporcional ao número de meses trabalhados. Por exemplo, quem trabalhou por 6 meses em 2024 receberá o equivalente a 6/12 do salário mínimo (cerca de R$ 815,50, se o piso for R$ 1.631,00).

Leia também:

Quem tem direito ao PIS/PASEP em 2026?

O Abono Salarial de 2026 será pago aos trabalhadores que cumpriram os seguintes requisitos no ano-base de 2024:

  • Estar inscrito no PIS ou no PASEP há pelo menos cinco anos.
  • Ter trabalhado com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias (consecutivos ou não) no ano de 2024.
  • Recebido, em média, até dois salários mínimos mensais durante o ano de 2024.
  • Ter os dados informados corretamente pelo empregador na RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) ou no eSocial.

Atenção: Estão excluídos do direito ao benefício os empregados domésticos, trabalhadores rurais ou urbanos contratados por pessoa física sem CNPJ, servidores fora do regime CLT, autônomos e profissionais informais.

Datas e mudanças previstas para 2026

Até o momento, o calendário oficial de pagamentos do PIS/PASEP 2026 ainda não foi publicado. O cronograma será definido e divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) após a reunião do Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador), prevista para novembro de 2025.

A principal mudança prevista para o ciclo de 2026 é a atualização do salário mínimo, que impactará diretamente o valor do benefício. Não há previsão de alterações radicais nas regras de elegibilidade. O MTE espera que ajustes técnicos nos sistemas RAIS e eSocial possam facilitar a entrega de informações, otimizando o processo de pagamento via canais digitais.

Os trabalhadores devem acompanhar as informações oficiais divulgadas pelo Governo Federal, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

Como consultar o PIS/PASEP pelo CPF

A consulta para verificar o direito ao Abono Salarial e o valor a receber pode ser feita de forma gratuita e simples, usando o CPF, por meio do aplicativo ou portal Carteira de Trabalho Digital:

  1. Baixe o app Carteira de Trabalho Digital ou acesse a plataforma pelo Gov.br.
  2. Faça login utilizando o seu CPF e senha cadastrada no Gov.br.
  3. No menu inicial, selecione a opção “Contratos” e localize o vínculo empregatício mais recente.
  4. O número do PIS/PASEP, junto com as informações do benefício, estará disponível nos detalhes do contrato.

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Referência a cupom fiscal na NF-e de saída será proibida em janeiro – Jornal Contábil

Uma prática muito comum no comércio de varejo será proibida a partir de 5 de janeiro de 2026. Ocorre que o Ajuste SINIEF nº 32, de 3 de outubro de 2025, trouxe a vedação da emissão de NF-e de saída que faça referência a um cupom fiscal (NFC-e), a partir de 5 de janeiro de 2026. 

Confira os detalhes a seguir e veja como funcionava e o que vai mudar neste tipo de operação.

Como funcionava a referência de cupom fiscal na NF-e?

É importante destacar que a NFC-e, conhecida como cupom fiscal, é um documento voltado para as operações a varejo, ou seja, destina-se a pessoas físicas ou jurídicas não contribuinte do ICMS. Entretanto, o CFOP 5.929 / 6.929 permite que uma NF-e referencie diversos cupons fiscais para um mesmo destinatário, em operações entre contribuintes do ICMS.

Na prática, isso ocorre nos casos em que a mercadoria é retirada ou consumida no próprio estabelecimento de forma constante, como por exemplo, revendedores varejistas de combustíveis, quando abastecem o caminhão de transportadoras. 

Ou seja, ao invés de emitir uma nota fiscal para cada abastecimento, era emitido o cupom fiscal e, depois, uma única NF-e referenciava todos os cupons fiscais.

Leia também:

Proibição da referência a cupom fiscal na NF-e de saída

O Ajuste SINIEF nº 32, de 3 de outubro de 2025 traz o seguinte texto: “É vedada a emissão de NF-e de saída que faça referência a uma Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica – NFC-e, excetuando-se a emissão de NF-e complementar”.

Ou seja, esta prática comum ao comércio varejista será proibida e, no exemplo que usamos sobre o abastecimento de caminhão de transportadores, será necessário emitir uma nova NF-e a cada abastecimento.

Fonte: IOB Notícias



Autor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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