Da era do papel à inteligência artificial: a contabilidade brasileira em transformação – Jornal Contábil

Quando surgiu em Chapecó (SC), em 1985, a Questor integrava um cenário dominado por pilhas de papéis, máquinas de datilografia e salas cheias de computadores de grande porte. Naquele momento, o trabalho contábil era essencialmente manual e burocrático, centrado em livros fiscais e registros físicos. Quatro décadas depois, o setor atravessa uma nova revolução, impulsionada pela automação, pela nuvem e pela inteligência artificial.

A transformação tecnológica da contabilidade no Brasil acompanhou a digitalização do Estado e das empresas. Nos anos 1990, os primeiros sistemas informatizados começaram a substituir os lançamentos em papel. Na década seguinte, a digitalização dos processos fiscais se intensificou, com a criação de plataformas eletrônicas para emissão de notas e registro de obrigações acessórias. A integração entre dados trabalhistas, previdenciários e tributários se consolidou a partir de 2010, quando a contabilidade passou a operar de forma quase totalmente digital.

“A contabilidade sempre refletiu o estágio tecnológico do país. Cada mudança de sistema ou norma exigiu adaptação, aprendizado e reinterpretação do papel do contador”, afirma João Carlos Pellegrini, CEO da Questor. Segundo ele, a digitalização também mudou a natureza do trabalho contábil. “O contador deixou de ser apenas executor de obrigações e passou a atuar como analista, ajudando empresas a tomar decisões mais informadas.”

Hoje, o processamento de dados contábeis envolve milhões de transações automatizadas por mês, eliminando etapas repetitivas e ampliando a produtividade. “Tudo o que antes dependia de digitação manual pode ser automatizado. A tecnologia permite processar milhares de CNPJs com equipes menores e mais especializadas”, explica Pellegrini.

O uso de inteligência artificial acrescentou uma nova camada a essa transformação. A Questor desenvolveu um sistema treinado com base em regras fiscais e contábeis, capaz de responder dúvidas técnicas e analisar relatórios em tempo real. “Essa inteligência foi alimentada com dados reais do sistema e entende o raciocínio contábil”, diz Guilherme Pellegrini, diretor de operações. Desde sua implantação, mais de 65 mil atendimentos foram solucionados automaticamente, indicando o avanço do aprendizado de máquina no setor.

A adoção da IA também começa a redefinir a curva de aprendizado dentro dos escritórios. Ao automatizar tarefas e cruzar informações, o contador passa a concentrar seu tempo na análise e na interpretação. “A tecnologia não substitui o profissional, mas amplia sua capacidade de análise e reduz o risco de erro”, afirma Guilherme. “Ela funciona como um assistente técnico que orienta decisões e acelera processos.”

A evolução tecnológica coincide com outro marco importante para o setor: a reforma tributária. As novas regras, que entram em vigor gradualmente a partir de 2027, trarão desafios de adaptação e exigirão maior planejamento. “Será uma fase de transição complexa. As empresas precisarão compreender o impacto das mudanças sobre o regime de apuração, créditos tributários e gestão de fluxo de caixa”, avalia João Carlos. “O domínio das informações será decisivo para quem quiser se manter competitivo.”

O percurso da contabilidade brasileira, do papel à inteligência artificial, revela uma mudança mais ampla na forma de gerir negócios. O que antes era uma rotina de registro e conformidade passou a ser um sistema de análise, integração e tomada de decisão. Quarenta anos depois, a contabilidade deixa de ser apenas um instrumento fiscal e se consolida como uma área estratégica, orientada por dados e sustentada pela tecnologia.

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A Verdadeira Conta da Quebra do Banco Master: Investidores, Fundos e Você Vão Pagar o Rombo Bilionário – Jornal Contábil

A Maior Queda Bancária da Década no Brasil

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, um dos maiores colapsos já registrados no sistema financeiro nacional. O banco era o 11º maior do país em depósitos a prazo e tinha mais de 1,6 milhão de investidores expostos por meio de CDBs distribuídos em massa pelas maiores corretoras do mercado.

Com a liquidação, o banco deixa imediatamente de operar, tem sua administração substituída por um liquidante indicado pelo BC e todo o seu patrimônio passa a compor a chamada massa liquidanda, que será usada para pagar credores conforme a ordem legal.

Segundo estimativas iniciais, havia R$ 60 bilhões em depósitos a prazo, sendo cerca de R$ 40 bilhões potencialmente amparados pelas regras de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O FGC Vai Pagar — Mas Isso Terá Consequências Para Todo o Sistema

O FGC possui aproximadamente R$ 120 bilhões em liquidez, o suficiente para arcar com as garantias dentro do limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição, sempre incluindo os juros até a data da liquidação.

Quem possui valores acima do limite entrará na fila da massa falida, com perspectivas incertas de recuperação. Para receber, o investidor deverá baixar o aplicativo oficial do FGC, realizar o cadastro e informar os dados bancários. O pagamento costuma levar entre 30 e 90 dias, dependendo da consolidação das informações pelo liquidante.

O Escândalo Que Derrubou o Banco

A liquidação acontece em meio a investigações que apontam para uma possível fraude bilionária. O controlador do Master, Daniel Vorcaro, foi preso, e a Polícia Federal afirma que houve operações fraudulentas envolvendo cerca de R$ 12 bilhões em créditos repassados ao Banco de Brasília (BRB), os chamados “empréstimos fantasmas”. O presidente do BRB foi afastado, e a apuração indica que o esquema teria durado anos.

Em 2025, o BRB tentou comprar o Banco Master, mas o Banco Central vetou a operação alegando riscos ao sistema financeiro. Após isso, outras instituições demonstraram interesse, como o BTG Pactual, sem avanço. Pouco antes da liquidação, a holding Fictor, pouco conhecida no mercado, anunciou a compra do banco, movimento que levantou ainda mais suspeitas.

Quem Eram Os Maiores Investidores do Banco Master: Fundos, Entes Públicos e Empresas

A queda do banco não atingiu apenas investidores pessoa física. Grandes fundos e instituições alocaram cifras milionárias e agora contabilizam perdas significativas.

Fundos de previdência de estados e municípios com forte exposição

  • Rioprevidência (RJ)
  • MaceióPrev (Prefeitura de Maceió)
  • Previdências municipais de MG, MT e PR
  • Vários institutos de previdência locais que compraram CDBs do Master buscando rentabilidade acima da média

Empresas com posições relevantes

  • Oncoclínicas: R$ 433 milhões aplicados em títulos do Master

Fundos de investimento e gestoras fortemente expostos

Diversos fundos multimercado, renda fixa e FIDCs possuíam quantias expressivas em papéis do Master, entre eles:

  • Kinea (Itaú)
  • Occam
  • XP Asset
  • Ibiuna
  • Canvas Capital
  • Sicredi Asset
  • SulAmérica Investimentos
  • Fundos exclusivos de grandes grupos empresariais
  • FIDCs com créditos originados pelo próprio Banco Master

Grande parte desses fundos está acima do limite do FGC, o que significa perdas diretas no patrimônio dos cotistas.

Por Que Você Vai Acabar Pagando Essa Conta Também

O FGC é financiado por todos os bancos brasileiros. Diante de um resgate dessa magnitude, o regulamento permite elevar a contribuição das instituições financeiras. Na prática, isso significa:

  • juros maiores
  • tarifas mais altas
  • produtos menos rentáveis

Mesmo quem nunca investiu no Banco Master sentirá o impacto nos preços dos serviços bancários e na remuneração de aplicações tradicionais.

A Responsabilidade das Corretoras e o Incentivo ao Risco

Grande parte dos R$ 60 bilhões captados pelo Master veio da distribuição em massa realizada pelas maiores corretoras do país. Muitas destacavam os CDBs do banco com forte apelo comercial, remunerações acima da média e, em alguns casos, recomendações destoantes do risco real da instituição. As comissões internas eram altas, o que incentivava a venda agressiva.

Para o investidor comum, a sensação era de segurança, reforçada pelo rótulo “renda fixa conservadora”. Na prática, financiava-se uma operação bancária fragilizada e, possivelmente, fraudulenta.

O Que Fica de Lições Para o Mercado

A liquidação do Banco Master expõe um ponto muitas vezes ignorado pelo investidor: risco bancário existe — e pode ser grande. Renda fixa não significa ausência de risco. Quando a busca por retornos maiores se une a falhas de governança, incentivos distorcidos e fiscalização insuficiente, o resultado é inevitável: a conta chega para todos.

Crédito fantasma é um tipo de fraude financeira em que uma instituição ou pessoa cria empréstimos que não existem de verdade. Na prática, o banco registra em seus sistemas que concedeu crédito para empresas ou pessoas, mas esses clientes não existem, não pediram empréstimo ou não têm capacidade real de pagar.

Ou seja:
O dinheiro não foi emprestado para ninguém — o crédito é fictício.

O objetivo dessa fraude geralmente é:

  • inflar artificialmente o balanço do banco, fazendo parecer que ele tem ativos valiosos;
  • gerar pagamentos ou bônus internos ligados ao volume de crédito;
  • usar os “créditos falsos” para vender carteiras para outros bancos, recebendo dinheiro por algo que não existe;
  • mascarar prejuízos reais.

Os créditos fantasmas ficam escondidos até que:

  1. o banco tenta cobrar alguém que não existe,
  2. outro banco descobre a fraude ao comprar a carteira, ou
  3. uma auditoria ou operação policial identifica a irregularidade.

Porque o banco passa a registrar ativos falsos, criando a ilusão de que está saudável quando, na verdade, está quebrado. Isso pode gerar:

  • rombo bilionário;
  • prejuízo para fundos, prefeituras e investidores;
  • risco sistêmico para o sistema financeiro;
  • intervenção ou liquidação pelo Banco Central.

Apesar da fama de “segura”, renda fixa não é isenta de risco. O caso Banco Master mostrou isso com força.

É o risco de o emissor do título não conseguir pagar.
Foi exatamente o que aconteceu no Banco Master:

  • o banco quebrou,
  • mais de R$ 60 bilhões estavam em CDBs,
  • investidores acima do limite do FGC podem não receber o valor total.

2. Exposição acima do FGC

Muitos investidores, fundos, empresas e até prefeituras aplicaram valores muito maiores que R$ 250 mil.
Tudo o que ultrapassa o limite entra na massa falida, com recuperação incerta.

3. Incentivos distorcidos

Corretoras deram grande destaque aos CDBs do Master:

  • taxas muito altas,
  • volume gigantesco de vendas,
  • comissões internas atrativas.
    O investidor acreditava estar pegando “renda fixa conservadora”, mas na prática assumia risco bancário elevado.

4. Risco de governança

Mesmo pagando boas taxas, um banco pode esconder problemas:

  • fraudes,
  • operações fantasmas,
  • contabilidade maquiada,
  • má administração.
    Isso não aparece para o usuário comum — até explodir.

5. Risco de liquidez

Se o banco entra em intervenção ou liquidação, você não consegue resgatar o dinheiro na hora.
O processo do FGC leva 30 a 90 dias, às vezes mais.

Nem toda renda fixa é igual.

Existe uma enorme diferença entre um CDB de um grande banco e de uma instituição pequena pagando 120% do CDI.

Rentabilidade alta = risco maior

No Master, o juro parecia ótimo, mas o risco de crédito era enorme — e esse risco se concretizou.

Diversificar é obrigatório

Nunca concentre grandes valores em um único emissor, mesmo com FGC.

Avalie a saúde do banco

Capitalização, inadimplência, governança, histórico de resultados — tudo isso importa.

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Um gerador de imagens IA para tudo: a DeeVid AI cobre geração, edição e transformação de IA imagens – Jornal Contábil

Em uma era em que o conteúdo visual permeia marketing, mídia, design, e-commerce e expressão criativa, a pergunta não é mais “podem as máquinas gerar imagens?” mas “com que qualidade, a que custo e com que flexibilidade um gerador de imagens IA pode fazê-lo?”. É aí que entra a plataforma da DeeVid AI: um sistema pensado para responder à sofisticação, ao baixo custo e à agilidade de produzir IA imagens para empresas e criadores.

Uma nova geração de modelos

A DeeVid AI foi fundada com o princípio de que os avanços mais recentes em modelos generativos não devem se limitar às grandes corporações ou laboratórios de nicho. Sua plataforma oferece dois motores destacados: Nano Banana e SeeDream 4.0. O Nano Banana é o modelo leve, pensado para velocidade, agilidade e eficiência de custos: projetado para IA imagens de alta qualidade em questão de segundos. Já o SeeDream 4.0 representa a camada “premium”: um modelo plenamente desenvolvido, ajustado para nuances, detalhe, variação de estilo e controle criativo completo. Em conjunto, formam um sistema de dois níveis que permite ao usuário escolher o equilíbrio adequado entre velocidade, custo e fidelidade — e faz com que esse gerador de imagens IA seja aplicável tanto para protótipos rápidos quanto para produções de alto nível.

Por que isso importa? Porque na Gerador de IA imagens a lacuna entre “suficientemente bom” e “excepcional” está se reduzindo, mas a diferença de custos ainda é ampla. Antes, acessar modelos ou geração de alta gama implicava investimento, infraestrutura e know-how. A DeeVid AI propõe outro caminho: escolher entre o ultra-eficiente ou o ultra-refinado, conforme o que a campanha ou o projeto exigir.

Hiperbaixo custo: apenas dois créditos por imagem

O preço costuma se tornar uma barreira para adotar plataformas de geração de imagens. A DeeVid AI rompe essa barreira: cada imagem gerada por seu sistema custa apenas 2 créditos. Isso significa que empresas, agências, criadores — até mesmo indivíduos — podem tratar esse gerador de imagens IA como uma ferramenta cotidiana, não como um luxo. Quando você pode produzir IA imagens com a mesma margem de uma descarga típica de banco de imagens, tudo muda: abre-se a liberdade para iterar, experimentar, localizar e personalizar.

Para marcas que trabalham com campanhas globais, para startups que lançam novos produtos ou para meios que geram visuais diariamente, essa estrutura de custos pode ser transformadora. Já não é preciso se resignar a “uma imagem principal e pronto”; com a DeeVid AI você pode testar múltiplas variantes, versões adaptadas, edições localizadas — sem que o custo dispare.

Cobre todas as suas necessidades: geração, edição, transformação

O que realmente diferencia a plataforma é sua amplitude funcional. Este gerador de imagens IA não se limita a “texto-para-imagem”; é uma suíte completa para IA imagens:

  • Texto-para-imagem: descreva o que deseja e gere do zero. Uma tela em branco se torna seu prompt criativo.
  • Imagem-para-imagem: insira uma imagem existente e a transforme — mude estilo, ambiente, cenário ou linguagem visual — para gerar novas IA imagens a partir de uma anterior.
  • Edição de imagem: partindo de um ativo já criado, permitem-se solicitações de edição — remover um elemento indesejado, trocar o fundo, inserir um novo objeto ou sujeito — e assim atualizar IA imagens sem começar do zero.
  • Adicionar/remover elementos: deseja introduzir um novo objeto (por exemplo um produto) ou remover elementos que distraem (por exemplo detalhes desnecessários)? A ferramenta também dá suporte a isso.

Em outras palavras: seja você construindo uma campanha do zero, renovando criativos existentes ou adaptando para múltiplos canais e mercados, o gerador de imagens IA da DeeVid AI cobre o espectro completo. Esse nível de flexibilidade dá a equipes visuais, agências e marcas uma nova dimensão de “liberdade visual”.

Por que agora — e por que importa?

Estamos entrando em um período onde os visuais não apenas acompanham o conteúdo: são o conteúdo. Os formatos sociais, móveis e imersivos exigem imagens ricas, muitas variantes, iteração rápida. Simultaneamente, persistem gargalos tradicionais na produção de imagens: orçamentos de fotografia, agendas de talentos, desafios de localização. As ferramentas de IA generativa prometem aliviar essa pressão — mas muitas ofertas ficam aquém: são caras, lentas, limitadas em estilo ou pouco transparentes em controle.

A DeeVid AI aborda esses gargalos. Com uma camada de alta qualidade (SeeDream 4.0), uma eficiente (Nano Banana), um custo ultra-baixo (2 créditos/imagem) e integração de funções de edição e transformação, oferece um ciclo completo de IA imagens de ponta a ponta. Para os profissionais de marketing o valor é claro: menor tempo para produzir visuais, menor custo por variante, maior liberdade criativa. Para as agências a plataforma se torna um turbo-carregador de produção. Para os criadores abre a porta para experimentação e iteração de formas que antes estavam restritas.

Credibilidade e controle: o prático

Um leitor crítico pode perguntar: “Essas IA imagens são realmente boas o bastante? Quanto de supervisão humana é necessária? E quanto à consistência, à segurança de marca?” Em todos os casos, esse gerador de imagens IA oferece soluções integradas. O modelo premium (SeeDream 4.0) está ajustado para consistência estilística e fidelidade; o módulo de edição permite revisão, refinamento e iteração em vez de aceitar um resultado sem filtro; e o modelo de preços permite experimentar antes de escalar. Em resumo: você não precisa sacrificar qualidade por custo.

Além disso, a ferramenta apoia fluxos de trabalho seguros para marca: você pode fixar guias de estilo, reutilizar ativos entre variantes e manter controle absoluto sobre edições e aprovações. Para marcas com padrões de identidade rigorosos, isso importa.

Casos de uso que saltam aos olhos

Considere uma marca de varejo que lança em 20 mercados: em vez de fotografar dezenas de cenas em cada local, você gera uma imagem “hero” base uma única vez, depois usa o sistema de imagem-para-imagem mais edições de localização para criar versões adaptadas, rápida e eficazmente. Ou um meio de comunicação que produz visuais diários para suas matérias: em vez de encomendar cada vez, gera variantes sob demanda graças ao gerador de imagens IA. Ou uma agência criativa que apresenta propostas para múltiplos clientes: em vez de orçar sessões de fotos tradicionais, prototipa visuais em horas, experimenta estilos e itera com custo mínimo.

Em todos esses cenários, a matemática muda. A geração de IA imagens deixa de ser um “luxo” e passa a ser um “essencial”.

As maiores implicações

Se levantarmos o olhar para a lente macro, a chegada de plataformas como a DeeVid AI sinaliza uma mudança mais ampla: os visuais serão mais democráticos, mais variáveis, mais reativos. Assim como o conteúdo textual passou por uma transição com modelos de linguagem em grande escala, o conteúdo visual agora entra em uma fase em que velocidade, custo e iteração importam tanto quanto a qualidade final. Isso significa que os trade-offs que antes limitavam as marcas — orçamento, tempo, localização, variação — estão sendo corroídos.

O que isso significa para a economia criativa? As agências precisarão repensar seus fluxos de trabalho. As equipes visuais passarão de “comissionar” para “curar”. As marcas tratarão as IA imagens não como ativos estáticos, mas como sistemas modulares. E para os players menores, especialmente, a barreira de produzir visuais de alta qualidade cai drasticamente.

Uma palavra de precaução — e um convite

Claro que a IA generativa não é uma varinha mágica. A qualidade importa, o estilo importa, o briefing importa. Os melhores resultados surgirão quando a criatividade humana se combinar com o poder da máquina: prompts precisos, refinamento iterativo, decisões de gosto. Mas a tensão entre “custo” e “qualidade” talvez nunca tenha sido tão favorável para o usuário.

Então aqui está o convite: se você é uma marca, agência ou criador que gera visuais regularmente e se sente limitado por custo, tempo ou variação — a capacidade chave-na-mão desse gerador de imagens IA vale a pena explorar. Você pode começar com o Nano Banana para protótipos rápidos, passar para o SeeDream 4.0 para produção premium, experimentar a edição e transformação de IA imagens, e finalmente redefinir o que você pensava ser possível em sua cadeia de produção visual.

Conclusão

Em um mundo onde a narrativa visual já não é opcional, onde as experiências de marca se estendem por dispositivos, formatos e variações, a capacidade de gerar, adaptar e iterar imagens rápida e acessivelmente é uma vantagem estratégica. Com sua arquitetura de dois modelos, custo ultra-baixo por imagem e espectro completo de funções de geração e edição, a DeeVid AI oferece exatamente isso.

Se você está buscando libertar-se das limitações da produção criativa tradicional, de tratar os visuais como uma linha orçamentária estática, talvez o futuro já tenha chegado.

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Nota Técnica 2025.002 confirma prazos para adequações da Reforma – Jornal Contábil

Foi publicada, na última semana, no Portal da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), a versão 1.31 da Nota Técnica nº 2025.002. 

A nova versão promoveu ajustes e correções em determinadas regras de validação, porém, manteve o cronograma para o cumprimento das adequações na NF-e e na NFC-e, em relação à Reforma Tributária. 

Confira a seguir o cronograma de adequações para a Reforma Tributária e as novidades da nova versão da Nota Técnica nº 2025.002.

Quais são as datas e prazos para adequações na NF-e e na NFC-e?

As regras de validação serão aplicadas para a NF-e e NFC-e com IBS/CBS, com valor jurídico para os novos tributos, a partir de 1º de janeiro de 2026. Esse prazo já está definido no art. 348, da LC  214/2025.

É importante destacar que, mesmo sendo obrigatório o contribuinte preencher os campos do IBS e da CBS a contar de 1º de janeiro 2026, já com valor jurídico, a rejeição 1115, que invalida o documento pela falta do preenchimento dos campos de IBS e CBS, valerá para as emissões em ambiente de produção a partir de 5 de janeiro de 2026 e, até o momento, tem previsão de ser implementada futuramente em ambiente de homologação.

Confira a seguir o cronograma detalhado das adequações para a Reforma Tributária:

Homologação Produção
Julho/2025 Preenchimento dos campos IBS/CBS é facultativo. Se preenchidos, as RV serão aplicadas Campos do IBS/CBS ainda não implantados. Caso informados, ocasionará erro de schema
Outubro/2025Nota: Reprodução da Nota Técnica nº 2025.002, v. 1.30. Conforme controle de versões, o ambiente de produção se inicia a partir de 10.11.2025. Preenchimento dos campos IBS/CBS é facultativo. Se preenchidos, as RV serão aplicadas Preenchimento dos campos IBS/CBS é facultativo. Se preenchidos, as RV serão aplicadas. Sem valor jurídico para os novos tributos
Janeiro/2026 Preenchimento dos campos IBS/CBS é facultativo. Se preenchidos, as RV serão aplicadas Preenchimento dos campos IBS/CBS passa a ser obrigatório conforme legislação. Para as NF-e e NFCe com IBS/CBS as RV serão aplicadas. Com valor jurídico para os novos tributos a partir de 1º.01.2026

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Confira ajustes trazidos pela nova versão da Nota Técnica

Introdução às novas finalidades de emissão “Nota de Débito” e Nota de Crédito”:

Foi adicionado que o regulamento da CBS também estabelecerá a forma e condições para emissão das notas fiscais com as novas finalidades.

Grupo de identificação da Nota Fiscal Eletrônica

Ajustado o item “3” do tipo de crédito, para incluir a palavra “total” para o retorno de mercadoria não entregue ao destinatário.

Campo B25-80 – Rejeição 1001 – incluído o tipo de emissão “tpOperGov=2- Recebimento do pagamento” e excetuado a regra se for nota de crédito do tipo “tpNFCrédito=3-Retorno”.

Campo B25-90 – Rejeição 1002 – incluída a exceção para não aplicar a regra caso informado o tipo “tpOperGov=2-Recebimento do pagamento”

Campo B25-100 – Rejeição 1003 – incluída exceção para permitir referenciar uma NFC-e modelo 65, na emissão de NF-e como Nota de crédito para retorno de mercadoria não entregue ao destinatário.

Grupo Q e S. Item / Tributo: PIS / Cofins

Campo Q01-20 e S01-20 – Rejeições 745 e 748 – acrescentado nova exceção para não aplicar a regra se tipo de emissão for “tpOperGov=2-Recebimento do pagamento”

Grupo UB. Informações dos tributos IBS / CBS e Imposto Seletivo

Campo UB27-10, UB46-10 e UB65-10 – Rejeições 1034, 1046 e 1063 – Incluída a observação, sendo que no caso de Compra Governamental, o grupo de redução de alíquota deve ser informado e percentual de redução de alíquota deve ser igual a zero, mesmo que o CST possua indicador que veda o preenchimento.

Campo UB56-10 – Rejeição 1037 – Por regra, a alíquota a ser informada para o ano de 2026 será o percentual de 0,9%. Entretanto, se o cCLASSTrib vinculado aos CST 200 ou 550, exigir o preenchimento do grupo “Tributação Regular”, a alíquota passa a ser informada com o percentual “zero”.

Grupo VC. Referenciamento de item de outro Documento Fiscal Eletrônico – DF-e

Campo VC02-30 – Rejeição 1130 – Incluído a finalidade de emissão como “Devolução” para permitir referenciar mais de um documento fiscal eletrônico.

Evento: Solicitação de Apropriação de Crédito de Combustível – 211140

Ajustada a redação que estabelece a função do evento para inserir que deverá ser observada a exceção do art. 180 da Lei Complementar nº 214/2025.

Fonte: IOB Notícias

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PF deflagra Operação Compliance Zero contra fraudes financeiras – Jornal Contábil

Nesta quarta-feira a Polícia Federal desarticulou um esquema de emissão de títulos de crédito falsos dentro do Sistema Financeiro Nacional. A operação chamada Compliance Zero mira em instituições financeiras suspeitas de criar e comercializar ativos fraudulentos para inflar carteiras de crédito.

Ao longo do dia, equipes da PF cumprem sete mandados de prisão, sendo cinco preventivos e dois temporários, além de 25 mandados de busca e apreensão. Esses mandados foram executados no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

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As investigações começaram em 2024, após a solicitação do Ministério Público Federal, que recebeu indícios de que uma instituição financeira estaria fabricando carteiras de crédito sem lastro. Esses títulos eram repassados a outro banco e depois substituídos por ativos diferentes após uma fiscalização do Banco Central (BC).

Os investigadores trabalham com a suspeita de crimes como gestão fraudulenta e temerária, além de possível atuação de organização criminosa especializada na manipulação de ativos financeiros.

O objetivo dessa operação é interromper o esquema, identificar os responsáveis e impedir que novas fraudes semelhantes ocorram.

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Autor: Mariana Freitas


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Inovar não basta: por que empreender em 2026 exige mais do que modismo – Jornal Contábil

O processo de digitalização das empresas brasileiras avança a passos largos, mas ainda de forma desigual. Embora o índice de maturidade digital tenha subido de 3,3 para 3,7 pontos em 2024 (PwC), apenas 22% das companhias conseguem usar dados de maneira estratégica (Beanalytic).

Esse contraste ajuda a definir o que significa inovar em 2026: em um mercado repleto de modismos tecnológicos que surgem e desaparecem rapidamente de ferramentas de inteligência artificial pouco aplicadas a softwares redundantes, o diferencial não está em lançar novidades, mas em usar a inovação de forma tática, com impacto real e resultados consistentes.

O desafio, no entanto, segue sendo acessar soluções de ponta com custo viável, suporte técnico e segurança integrada, requisitos que escalam no ambiente corporativo e hoje definem padrões para o mercado como um todo.

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Para Frederico Passos, CEO da Unentel, o empreendedorismo moderno exige uma visão que enxergue além da tendência. “Inovar por inovar não gera valor. Não basta estar na onda de inteligência artificial ou digitalização, é preciso aplicar essas ferramentas em prol da eficiência, da longevidade do negócio e da experiência real dos clientes”, afirma.

A inovação bem-sucedida depende também da cultura organizacional. Treinamento das equipes, processos claros e governança de dados são essenciais para que a tecnologia não se torne um investimento desperdiçado. Sem esses elementos, ferramentas avançadas podem virar despesas sem retorno, fragmentando processos e criando riscos operacionais.

Essa visão vai ao encontro de um cenário em que empresas brasileiras enfrentam desafios de produtividade e precisam se diferenciar não apenas pela novidade, mas pela capacidade de transformar contextos. “O empreendedor que constrói para durar é aquele que enxerga a inovação como meio, não como fim”, reforça Passos.

Sobre a Unentel
A Unentel Distribuição tem mais de 40 anos de mercado, distribuindo grandes marcas com soluções de videoconferência, audiovisual, redes LAN/WLAN, cibersegurança, devices e automação em todo o território nacional. Focada no público B2B, destacou-se entre as empresas que mais cresceram no país por dois anos seguidos, no Ranking EXAME Negócios em Expansão de 2021 e 2022, tornando-se referência no setor de tecnologia brasileiro.

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Autor: Mariana Freitas


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SEFAZ divulga versão 1.6 do Guia Prático da EFD com novos ajustes – Jornal Contábil

A Secretaria da Fazenda do Estado do Piauí (SEFAZ-PI) acaba de lançar a versão 1.6 do Guia Prático da Escrituração Fiscal Digital (EFD ICMS IPI). Um movimento estratégico que visa aprimorar a clareza e a precisão dos procedimentos fiscais exigidos dos contribuintes. 

Este documento é a bússola para a correta escrituração e reflete o esforço contínuo da SEFAZ-PI em otimizar a conformidade fiscal no estado.

Novidades e ajustes na Escrituração

A nova edição do Guia não se limita a revisões pontuais, mas introduz um conjunto de procedimentos específicos revisados e ampliados, oferecendo maior abrangência às instruções. 

O ponto focal das atualizações reside nos novos ajustes aplicáveis aos registros de Ajuste, Benefício e Incentivo da Apuração do ICMS (mencionados no item 2.a), essenciais para detalhar as operações tributárias.

Entre as orientações notavelmente adicionadas ou atualizadas (elencadas no item 2.b), destacam-se:

  • Novas regras para recolhimento indevido e devolução de mercadorias que envolvam o Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI).
  • Instruções sobre venda e devolução de ativo imobilizado.
  • Procedimentos para fiscalização em operações sem documento fiscal e para mudança na tributação de mercadorias.

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Fim dos ajustes e migração para documento fiscal

Uma mudança de grande relevância atinge os contribuintes que realizam transferência e recebimento de saldo credor entre estabelecimentos da mesma empresa. 

A partir do período de referência de novembro de 2025, a escrituração do ICMS referente a essas operações deverá ocorrer obrigatoriamente via documento fiscal, com o encerramento dos ajustes PI000039 e PI020049. 

A utilização desses ajustes via escrituração será permitida somente até a EFD de outubro de 2025, sinalizando uma padronização importante no fluxo de crédito e débito.

Aprimoramento nos regimes especiais

O Guia 1.6 também dedicou atenção à atualização das orientações relativas aos Regimes Especiais, como os aplicáveis aos setores Atacadista Saídas, Autopeças (Veículos e Motocicletas) e Produtos Farmacêuticos. 

Foram incluídas a obrigatoriedade dos registros E113 e E240 para certos ajustes e diretrizes claras sobre a autorregularização da multa de 2%, imposta a operações que excedam ou não atinjam os limites estabelecidos aos beneficiários.

Prazo de Aplicação

Embora as novas orientações entrem em vigor oficialmente para as EFDs com período de referência de novembro de 2025, a SEFAZ-PI concede a faculdade de aplicação antecipada na EFD referente a outubro de 2025, permitindo que os contribuintes se adaptem de forma gradual e planejada.

O documento já está acessível no portal oficial da SEFAZ-PI. Para dúvidas não sanadas pelo Guia, o órgão disponibiliza o “Portal de Atendimento” para o encaminhamento de questionamentos técnicos.

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Publicada nova versão 3.2.1 do Guia Prático EFD ICMS IPI  – Jornal Contábil

Foi publicada a versão 3.2.1 do Guia Prático com vigência a partir de janeiro/2026 com as seguintes alterações:

1. Alteração do tipo do campo 07 (SER) registro D700, de N para C.

2. Alteração na orientação de preenchimento do registro 0150.

3. Alteração da orientação disposta no Capítulo I da Seção 10 – Informações sobre a Reforma Tributária sobre o Consumo

4. Alteração na orientação de preenchimento do campo 12 (VL_DOC) do registro C100.

5. Alteração na orientação de preenchimento do campo 25 (COD_MUN_DEST) do registro D100

Clique aqui para acessar a documentação

Leia também:

Quem deve fazer essa escrituração?

A Escrituração Fiscal Digital – EFD ICMS IPI é parte integrante do projeto SPED (Sistema Público de Escrituração Digital), que busca promover a integração dos fiscos federal, estaduais e do Distrito Federal através de arquivos digitais. 

A EFD é de uso obrigatório para todos os contribuintes do ICMS ou do IPI, podendo os mesmos serem dispensados desta obrigação, desde que a dispensa seja autorizada pelo fisco da unidade federada do contribuinte e pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.

Essa transmissão mensal tem a finalidade de apontar as movimentações sobre os impostos de ICMS e IPI sob o período condizente ao mês anterior, o qual geralmente viabiliza o dia 20 do mês subsequente como a data-limite para transmissão.



Autor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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Receita Federal moderniza o sistema de procurações eletrônicas – Jornal Contábil

A partir de 5 de dezembro de 2025, a Receita Federal do Brasil (RFB) coloca em funcionamento a nova versão de seu sistema de procurações eletrônicas, agora rebatizado como Autorizações de Acesso.

Mais do que uma simples mudança de nome, o sistema passou por uma total remodelação para garantir mais segurança, controle e transparência nas relações de representação entre contribuintes e procuradores. 

Esta atualização faz parte do esforço contínuo da RFB para modernizar seus serviços digitais e melhorar a experiência do usuário.

 O que muda no novo sistema?

O novo sistema “Autorizações de Acesso” traz funcionalidades aprimoradas e uma experiência de uso mais fluida:

  • Confirmação Obrigatória: A autorização só se torna válida após a pessoa indicada confirmar expressamente que aceita a representação.
  • Interface Renovada: O sistema adota uma aparência moderna e intuitiva, facilitando a navegação.
  • Integração Total: Está plenamente integrado ao Portal de Serviços da Receita Federal, simplificando o acesso e a gestão das autorizações.
  • Segurança Reforçada: Inclui recursos avançados de proteção de dados, como o registro de todas as atividades do usuário e a aderência completa às regras da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Leia também:

Como acessar e gerenciar suas autorizações

Para utilizar o novo sistema, o procedimento é simples:

  1. Acesse o Portal de Serviços da Receita Federal.
  2. Busque pelo serviço “Minhas Autorizações de Acesso”.
  3. Use as abas “Concedidas” (as autorizações que você deu) e “Recebidas” (as que você foi nomeado) para gerenciar seus acessos.

O que fazer na tela de gerenciamento

O novo sistema oferece controle total sobre as autorizações. Veja as ações disponíveis:

  • Conceder: Crie uma nova autorização de acesso.
  • Visualizar: Consulte todos os detalhes de uma autorização concedida ou recebida.
  • Cancelar: Encerre uma autorização (dada ou recebida) a qualquer momento.
  • Validar: É o aceite. A pessoa que recebeu a autorização deve validá-la para que ela entre em vigor.
  • Rejeitar: Negue uma autorização que você foi nomeado para receber.

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Autor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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Entidades contabilistas solicitam veto presidencial de dispositivo do PL 1087/2025 – Jornal Contábil

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) manifestou-se por nota técnica, junto ao Governo Federal, demonstrando que o PL nº 1.087, de 2025, exige procedimentos incompatíveis com a legislação societária e com as Normas Brasileiras de Contabilidade.

O texto condiciona a manutenção da isenção dos lucros apurados até 2025 à aprovação societária ainda em 2025 e impõe prazos específicos para sua distribuição entre 2026 e 2028.

A nota técnica do CFC esclarece que não é possível aprovar resultados antes do encerramento do exercício. Adicionalmente, destaca que vincular a isenção tributária ao momento da deliberação societária viola o devido processo contábil, compromete a fidedignidade das demonstrações financeiras e gera insegurança jurídica. 

O CFC recomenda o veto aos dispositivos que criam essas exigências, preservando a técnica contábil, a governança das informações e a segurança das empresas e dos profissionais.

Leia também:

O ponto-chave da controvérsia

As entidades enviaram uma Nota Técnica em relação a dispositivos do PL 1087/2025 (especificamente, a exigência relacionada à distribuição de lucros ou dividendos apurados até o ano-calendário de 2025).

  • O texto do projeto exige que a aprovação e deliberação societária das demonstrações financeiras (que incluem a distribuição de lucros/dividendos) seja realizada até 31/12/2025 para que esses lucros ou dividendos distribuídos gozem da isenção.
  • FENACON, CFC e Ibracon consideram essa exigência “inviável e juridicamente inadequada” porque ela:
    • Contraria o rito contábil e societário regular: Normalmente, a aprovação das demonstrações e a deliberação sobre a distribuição de lucros (referentes ao ano-calendário encerrado em 31/12) ocorrem nos primeiros meses do ano seguinte (geralmente até abril ou até o prazo da Assembleia Geral Ordinária).
    • Viola o Princípio da Competência: O lucro é apurado pelo regime de competência, e a exigência de aprovação no mesmo ano-calendário (2025) comprometeria a integridade e a confiabilidade das informações financeiras.
    • Compromete a Auditoria: O processo de auditoria independente, essencial para empresas de grande porte, exige tempo após o encerramento do exercício para garantir a fidedignidade dos números.

Contexto do PL 1087/2025

O PL 1087/2025 é uma parte da reforma do Imposto de Renda que busca:

  • Aumentar a isenção do IRPF para faixas de renda mais baixas (como a isenção para quem ganha até R$ 5 mil/mês).
  • Instituir uma tributação mínima para pessoas físicas de alta renda.
  • Tributar lucros e dividendos distribuídos, o que é o ponto central que motiva a urgência na aprovação antecipada dos resultados de 2025 para garantir a isenção dos lucros acumulados até então.

O projeto foi aprovado pelo Congresso e encaminhado para a sanção presidencial, e a nota das entidades é um esforço de última hora para influenciar o veto ou a sanção de pontos específicos.

Para acessar a nota técnica na íntegra, clique aqui.

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Autor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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