Maratona da Contabilidade: como a categoria lida com a pressão do fim de ano – Jornal Contábil

O relógio avança, marcando os últimos dias de mais um ciclo que se encerra. Enquanto a maioria das pessoas se prepara para as festividades e o merecido descanso de final de ano, há uma categoria de profissionais que entra em sua maratona mais intensa: os contadores. 

Para eles, dezembro não é apenas o mês das confraternizações, mas o auge de um trabalho minucioso e de alta responsabilidade. Vamos entender melhor a rotina desta categoria.

Pressão do fechamento do exercício de 2025

A rotina da contabilidade neste período é drasticamente acelerada. É o momento de finalizar as contas, preparar as demonstrações financeiras anuais e, crucialmente, planejar e executar as obrigações fiscais e trabalhistas que se acumulam no encerramento do exercício.

Dezembro e janeiro representam o período de “virada” no escritório. É quando o trabalho do ano inteiro é consolidado, exigindo que sejam garantidos que todos os lançamentos estejam corretos para a Declaração de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e para o fechamento do Balanço Patrimonial. 

A precisão é vital, pois qualquer erro pode gerar multas ou problemas sérios no ano seguinte. Os prazos são implacáveis. Entre as tarefas mais urgentes, destacam-se:

  • Fechamento Contábil: Conclusão dos lançamentos, ajustes e conciliações para apurar o resultado final da empresa.
  • 13º Salário: Cálculo, emissão de guias e pagamento da segunda parcela do 13º salário, além dos respectivos encargos sociais (FGTS, INSS).
  • Inventário de Estoques: Orientação e suporte às empresas no levantamento físico dos estoques, um processo fundamental para a correta apuração do custo das mercadorias vendidas (CMV).
  • Obrigações Acessórias: Entrega de declarações mensais e anuais que se encerram, além da preparação para as primeiras obrigações do novo ano.
  • Férias Coletivas: Gestão da folha de pagamento e dos trâmites legais para as empresas que concedem férias coletivas.

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Reforma Tributária: preparando-se para o novo

E como se as obrigações anuais tradicionais não bastassem o contador ainda precisa dedicar tempo significativo à Reforma Tributária. Mesmo com a implementação escalonada, o final do ano é o momento importante para a análise e o planejamento inicial das empresas diante das novas regras.

Este planejamento envolve:

  1. Análise de Impacto: Estudar o texto e os regulamentos preliminares para projetar como a substituição dos impostos atuais (PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS) pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) afetará o fluxo de caixa e a carga tributária dos clientes.
  2. Mapeamento de Processos: Identificar as mudanças necessárias nos sistemas internos das empresas, como a emissão de notas fiscais e a apuração de créditos, que terão de se adaptar à nova tributação dual.
  3. Planejamento Estratégico: Auxiliar as empresas na tomada de decisões vitais de final de ano que serão influenciadas pela Reforma, como a eventual reestruturação ou a revisão de preços e contratos futuros.

A responsabilidade do contador se amplia, pois ele passa a ser o principal tradutor das complexas mudanças fiscais para o universo empresarial, garantindo que a transição seja a mais suave e vantajosa possível para seus clientes.

Tecnologia, Organização e Resiliência em Ação

A complexidade da legislação brasileira e o volume de dados exigem que os profissionais utilizem a tecnologia como seu principal aliado. Sistemas integrados e a automação de processos são vitais para gerenciar o fluxo de informações. No entanto, o julgamento humano e a atenção aos detalhes continuam insubstituíveis.

Muitos enfrentam jornadas de trabalho estendidas, conciliando a pressão do escritório com os preparativos pessoais de final de ano. O equilíbrio emocional e a organização são chaves para atravessar este período sem prejuízos.

A chave para o sucesso é o planejamento rigoroso desde o início de dezembro, com a delegação de tarefas e a utilização de checklists detalhados. A comunicação clara com os clientes, solicitando o envio antecipado de documentos, é essencial para evitar surpresas e gargalos nos últimos dias úteis.

O que o futuro reserva

O trabalho de final de ano não se limita apenas ao retrovisor. Ele serve de base essencial para o planejamento estratégico do ano que se inicia. 

A análise minuciosa dos resultados permitirá que as empresas definam seus orçamentos, revisem seu regime tributário (como a opção pelo Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real) e se preparem para as mudanças legislativas que sempre acompanham o novo ano fiscal.

Portanto, enquanto as luzes de Natal brilham nas ruas, os escritórios de contabilidade permanecem acesos. São esses profissionais que garantem a saúde financeira e a conformidade legal das empresas, permitindo que a economia continue girando de forma transparente e correta. 

Eles são, verdadeiramente, os guardiões dos números que fecham a conta de um ano e abrem as portas para o próximo.

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PEPC 2025: prazo final para o cumprimento dos 40 pontos é até dia 31  – Jornal Contábil

O ano de 2025 está terminando e o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) vem, mais uma vez, reforçar um lembrete crucial para a carreira dos profissionais de contabilidade: o prazo para acumular os 40 pontos do Programa de Educação Profissional Continuada (PEPC) termina em 31 de dezembro de 2025. 

Apesar da correria do dia a dia, a realização dessa obrigação anual é um compromisso inadiável com a qualidade e a transparência dos serviços que a classe contábil presta à sociedade e às empresas. O PEPC é um dos pilares que garante o constante aprimoramento e atualização.
Conforme regulamentado pela NBC PG 12 (R3), os profissionais precisam ter acumulado, no mínimo, 40 pontos em atividades válidas. 

Importante destacar que as atividades de docência, participação em bancas acadêmicas, comissões técnicas, grupos de estudos e atividades de produção intelectual são limitadas a 20 pontos. Para as atividades de aquisição de conhecimento, é exigido o mínimo de 8 pontos.
Vale lembrar que a pontuação estabelecida para as atividades está relacionada com a carga horária de conteúdo técnico. Assim, cada hora pode equivaler a um ponto. Não há limite máximo de pontos para apresentar ao Programa.

Justificativas

As justificativas, conforme indica o edital, devem ser encaminhadas diretamente ao Conselho Regional de Contabilidade (CRC) da jurisdição do registro principal do profissional. E direcionadas aos cuidados da área de Desenvolvimento Profissional do respectivo CRC.

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Autor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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Comissão aprova limite de uso da margem consignável para cartões a 5% – Jornal Contábil

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que limita pela metade o valor destinado a amortizar despesas em cartão dentro da margem disponível de 45% do vencimento para empréstimo consignado (com desconto em folha de pagamento).

Pela proposta, o servidor poderá escolher usar até 5% da remuneração mensal para amortizar despesas dos cartões de crédito e consignado ou para saques por esses meios. A amortização poderá ser parcelada, sem impactar o parcelamento de outras despesas com o cartão.

Atualmente, a Lei 14.509/22, que trata do limite para consignação, estabelece reserva de 5% da margem consignável para o pagamento de dívidas com cartão de crédito e outros 5% para cartão consignado de benefício.

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Reservas

O texto aprovado foi o substitutivo da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), para o Projeto de Lei 2591/23, da deputada Maria do Rosário (PT-RS).

A proposta original torna facultativas as reservas de 5% da margem consignável para a amortização de despesas do cartão de crédito consignado e do cartão consignado de benefício. E também determina que esse seja o percentual mínimo de destinação dessas despesas.

Laura Carneiro afirmou que a mudança busca eliminar o teto rígido de 35% para as demais consignações facultativas, mas adicionar um limite específico máximo de 5% para cartões, com a faculdade de escolha entre as modalidades. “Assim, preserva-se a integralidade da margem consignável (45%) para livre escolha do servidor, mas impõe-se uma trava protetiva que evita a alocação desproporcional em cartões, diante dos maiores riscos de endividamento a eles associados”, disse.

Segundo a relatora, a intenção não é acabar com o uso dos cartões, relevante para atividades cotidianas como compras e saques, mas garantir uma participação residual e controlada.

Próximos passos

O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Nova versão do Sistema de Procurações Eletrônicas já está no ar – Jornal Contábil

Já está disponível a nova versão do sistema de procurações eletrônicas da Receita Federal, que agora passou a se chamar Autorizações de Acesso.

O sistema foi remodelado para oferecer mais segurança, controle e transparência nas autorizações concedidas entre contribuintes e seus representantes.

Essa atualização faz parte das ações da Receita Federal para modernizar os serviços digitais e aprimorar a experiência de uso de contribuintes e procuradores.

Principais novidades

. Confirmação da pessoa autorizada: A autorização só vale depois que a pessoa indicada confirma que aceita ser representante.

. Interface Simples e Intuitiva: O sistema agora tem uma aparência mais moderna e amigável.

. Integração com o Portal de Serviços da Receita Federal: A integração tornará o sistema mais fácil de usar, com uma navegação mais prática e intuitiva para o usuário.

. Recursos de segurança: Inclui registro de atividades do usuário e proteção dos dados pessoais, seguindo as regras da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

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Acesso ao sistema de Autorizações de Acesso (Procuração)

Para acessar o sistema e consultar as autorizações, o usuário deverá:

1. Acessar o Portal de Serviços da Receita Federal

2. Escolher o serviço “Minhas Autorizações de Acesso”.

3. Navegar entre as abas “Concedidas” e “Recebidas”, conforme o caso.

O que você pode fazer na tela de consulta das autorizações:

  • Conceda: uma nova autorização.
  • Visualizar: Veja todas as informações de uma autorização que você deu ou recebeu.
  • Cancelar: Cancele uma autorização concedida ou recebida (o cancelamento pode ser feito a qualquer tempo).
  • Validar: Valide uma autorização que você recebeu. Para que uma autorização recebida comece a valer, é preciso validá-la.
  • Rejeitar: Rejeite uma autorização que você recebeu.

Fonte: Receita Federal

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Autor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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DLPA: o que é, qual sua obrigatoriedade e importância? – Jornal Contábil

A DLPA (Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados) é um relatório contábil obrigatório que tem a finalidade de detalhar a movimentação e a destinação do saldo de Lucros ou Prejuízos Acumulados da empresa ao longo de um exercício social.

Em termos simples, ela mostra o “caminho” que o resultado líquido do período (lucro ou prejuízo) percorreu até sua aplicação final no Patrimônio Líquido da empresa.

Esse documento é uma demonstração contábil não-obrigatória que evidencia as alterações ocorridas no saldo da conta Lucros ou Prejuízos Acumulados, no Patrimônio Líquido.

O seu principal objetivo é demonstrar, como o próprio nome diz, quais as alterações ocorridas no patrimônio líquido de acordo com a geração de lucro ou prejuízo proveniente das suas operações, bem como outros fatores que possam alterá-lo de alguma maneira.

Ou seja, conforme uma companhia apura lucro, isso representa um aumento patrimonial. Da mesma forma, um resultado de prejuízo irá reduzir o patrimônio do negócio. E isso pode ser acompanhado justamente por meio da DLPA.

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Como é o funcionamento da DLPA?

O objetivo dessa demonstração é mostrar, além da movimentação ocorrida no saldo da conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados, o resultado (lucro ou prejuízo do período) e sua distribuição.

A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) deverá conter:

a. O saldo do início do período e os ajustes de exercícios anteriores;

b. As reversões de reservas e o lucro ou prejuízo líquido do exercício;

c. As transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao final do período.

Uma eventual redução no prejuízo acumulado ou aumento na reserva de lucros pode mostrar um resultado positivo no período.

Já o aumento do prejuízo ou redução das reservas pode mostrar o prejuízo no período. O foco da DLPA é sobre o resultado da empresa.

Como esse relatório mostra as alterações nas reservas de lucros e nos prejuízos, outras contas podem ser influenciadas pela alteração de tais contas.

Qual é a obrigatoriedade da DLPA?

No começo deste texto nós citamos que a DLPA é uma demonstração contábil não-obrigatória, contudo existem alguns casos em que existem sim a obrigatoriedade da elaboração desse documento.

Por exemplo, as empresas tributadas pelo Lucro Real são obrigadas a entregar uma DLPA, além disso, as sociedades anônimas também são obrigadas a redigir esse documento.

Essas empresas também precisam entregar a DFC (Demonstrativo do Fluxo de Caixa) e a Nota Explicativa. Além disso, quem entrega a ECD (Escrituração Contábil Digital) também precisa entregar todas as demonstrações contábeis junto ao arquivo.

É importante dizer que existe a possibilidade de optar pela DLPA ou DMPL (Demonstrativo de Mutação do Patrimônio Líquido), uma vez que os dois relatórios tratam do Patrimônio Líquido.

Ter a orientação de um profissional de contabilidade é muito importante a fim de esclarecer demais dúvidas.

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NIRE: o que é, como obter e qual a relevância para as empresas? – Jornal Contábil

Nada mais natural do que, no momento de abertura de uma empresa, aos futuros empreendedores pesquisarem sobre CNPJ e outros tipos de documentos de regulamentação do negócio. No entanto, muitos esquecem de dar atenção a um registro específico: o NIRE (Número de Identificação do Registro de Empresas). 

Afinal, todo empreendedor precisa proteger o nome da empresa e receber autorização para vender e emitir notas fiscais. Além disso, é interessante estar apto a participar de licitações públicas. 

Portanto, para poder fazer tudo isso e muito mais, faz-se necessário este registro. Na leitura a seguir, vamos abordar várias particularidades do NIRE. 

Acompanhe!

O que é NIRE e para o que ele serve? 

O NIRE (Número de Identificação do Registro de Empresas) é um registro composto por 11 números, que serve como o RG de uma empresa, da mesma forma que o CNPJ funciona como o CPF. A sua emissão é feita pela Junta Comercial.

Empresas do comércio que operem sem registro na Junta Comercial do Estado podem enfrentar sérias consequências. Entre elas, estão o recolhimento das mercadorias, a proibição da prestação de serviços, multas, entre outras.

Esse registro existe desde 1994. Quando surgiu, a emissão era obrigatória para qualquer empresa comercial. 

O NIRE não é mais obrigatório?

Todavia, o NIRE deixou de ser obrigatório desde 2019. Essa medida teve como objetivo simplificar o processo burocrático de abertura das empresas, mas alguns estados ainda estão adaptando os seus sistemas para a revogação da obrigatoriedade do número. 

Essa foi uma das inovações trazidas pela Lei de Liberdade Econômica  que foi tornar facultativo o NIRE. Para MEIs, esse número não é necessário; para as demais empresas, ele pode ser obtido objetivando alguns benefícios, principalmente quanto ao nome fantasia da empresa.

Ou seja, algumas juntas comerciais de alguns estados ainda podem exigir o NIRE para a abertura de certas categorias de empresas, e esse número pode ser requisitado em algum outro momento. Não existem dados unificados sobre os locais onde o NIRE ainda é exigido, mas, caso ele ainda valha no seu estado, a geração desse número acontece na hora de realizar os procedimentos para a inscrição estadual da sua empresa.

No caso dos MEIs, não há mais a exigência do NIRE. Antes de ser extinto, o número era gerado online, no antigo Portal do Empreendedor.

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NIRE é o mesmo que Inscrição Estadual?

Nada disso. A Inscrição Estadual é um registro sobre empresas que comercializam produtos físicos e é diferente do NIRE.

A Inscrição Estadual é obtida na Secretaria de Fazenda do estado onde a empresa é localizada para facilitar o recolhimento de impostos obrigatórios, como o ICMS. O NIRE, quando existe, é emitido na junta comercial só a título de formalização e identificação da empresa.

Como obter o NIRE?

Caso um negócio ainda deseje obter o NIRE isso é possível. Basta buscar a Junta Comercial do seu estado e apresentar os seguintes documentos:

  • cópia autenticada do RG e CPF;
  • contrato social ou de empresário individual;
  • ficha de cadastro nacional;
  • comprovante do pagamento de taxas;
  • requerimento de solicitação preenchido.

Mas antes de fazer isso, é importante saber que para obter o NIRE é preciso escolher um nome fantasia único. Ou seja, não pode existir outro empreendimento já utilizando a marca pretendida.

Depois de aprovados os documentos, as informações básicas do negócio ficam disponíveis para qualquer interessado na Junta Comercial.

Por ser facultativo, preciso emitir o NIRE?

Sim! Mesmo que o NIRE seja facultativo, vale a pena emiti-lo para atestar a regularidade da empresa, e ter algumas outras vantagens. 

Dentre elas podemos citar a proteção do nome empresarial, a emissão da nota fiscal quando o empreendedor tem um certificado digital, a comercialização de bens e a participação em licitações públicas.

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Posso sair de uma empresa com dívidas? Como devo agir? – Jornal Contábil

São diversos os motivos que levam uma empresa a encerrar suas atividades. Desde a simples vontade de seus sócios até a inviabilidade financeira de continuar o negócio. 

Nesse sentido, é importante conhecer os caminhos adequados para que o ato de encerramento seja praticado da maneira mais correta e segura possível.

A empresa tem muitas obrigações enquanto está ativa, seja com os sócios, seja com fornecedores, com trabalhadores e até mesmo com o Poder Público. Isso não é diferente quando do encerramento das atividades da empresa até sua definitiva extinção.

Contudo, é necessário encerrar cada empreendimento de maneira correta, ainda que se trate de uma empresa com dívidas. Entenda que a Lei Complementar 147/2014 deixou o procedimento mais claro e simples, principalmente para micro e pequenas empresas.

Continue a leitura a seguir e saiba mais.

É possível terminar uma empresa, mesmo esta devendo. Isso vale não só para dívidas com bancos ou credores particulares, como também para débitos tributários, trabalhistas e previdenciários. Para viabilizar, basta que você transfira os passivos vinculados ao CNPJ para seu CPF.

Esse benefício trazido pela Lei 147/2014 deu mais tranquilidade e agilidade aos empresários no momento de encerrar sua firma.  Antes desta lei, o prazo médio de encerramento era de 102 dias. Agora é de 1 dia, na maioria dos casos.

Esta era a razão de milhões de empresas ficarem abertas, porém,  na situação de inativas. Muitos empreendedores simplesmente abandonavam seus negócios, acumulavam diversas obrigações e também limitavam o sonho de empreender novamente.

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Como  é o procedimento?

Isso vai depender do tipo de enquadramento que é a sua empresa. Ou seja, se você é MEI, Micro e Pequena Empresa ou Sociedade. Cada uma tem sua particularidade. Vejamos a seguir:

Microempreendedor Individual (MEI)

O MEI dispõe de um procedimento que é bem mais simples. Acesse o Portal do Empreendedor e siga os passos encontrados no site. No entanto, lembre-se de alguns detalhes:

  • A baixa é definitiva! Caso queira retornar às atividades futuramente deverá providenciar novo CNPJ;
  • O pagamento da contribuição mensal (DAS) entre os meses de abertura e encerramento continuará obrigatório.

Micro e pequena empresa

Também é um processo igualmente simples. Só que neste caso é preciso acessar o site da Receita Federal, preencher o formulário de solicitação de baixa e enviar pelo aplicativo Coletor Nacional.

Antes faça uma pesquisa de situação fiscal no momento da baixa para que você não seja surpreendido futuramente com débitos pendentes.

Sociedades

Esse tipo de enquadramento demanda uma burocracia contábil e financeira antes do encerramento. O ideal é ter a assessoria de um contador à frente do processo. Mesmo assim, vamos explicar.

Em primeiro lugar, é preciso saber que nesse cenário você precisa liquidar alguns tipos de débitos, como os previdenciários. O liquidante da empresa, como o nome indica, liquidará os compromissos financeiros, tanto recebíveis quanto passivos.

Em seguida, elabora-se um Distrato Social — documento de dissolução da sociedade e da empresa. Ele deverá especificar o patrimônio da companhia, a divisão de bens e lucros, a razão do fechamento, entre outras coisas.

Após isso, é hora de buscar possíveis pendências previdenciárias, trabalhistas e tributárias e, caso não existam, suas respectivas certidões negativas; dar baixa nas esferas estadual e municipal de governo; e também na Junta Comercial, para depois efetivar o encerramento do CNPJ.

O procedimento é bastante burocrático para este tipo de empresa, no entanto, de fundamental importância. Sendo assim, sugerimos  que  busque profissionais da área.

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Como o Valuation foi Importante para 7 Aquisições de Grandes Empresas? – Jornal Contábil

Em um mercado global cada vez mais dinâmico, as operações de Fusões e Aquisições (M&A) são estratégias cruciais para o crescimento e a consolidação empresarial. No meio de toda negociação bem-sucedida está o valuation, a arte e a ciência de determinar o valor justo de uma empresa. Um valuation preciso s de não apenas define o preço, mas também alinha as expectativas, justifica o investimento e minimiza riscos.

Confira 7 exemplos notáveis (tanto no Brasil quanto no exterior) onde um valuation bem-executado foi o divisor de águas, garantindo que o valor capturado fosse compatível com a visão estratégica de longo prazo.

 1. Amazon e Whole Foods (2017): A Sinergia do Varejo Físico e Digital

A aquisição da rede de supermercados Whole Foods pela Amazon por $13,7 bilhões foi um marco. O valuation superou os múltiplos de mercado tradicionais para varejistas de alimentos, pois incorporou a sinergia estratégica de longo prazo

  • O Crucial do Valuation: O valor foi justificado pela perspectiva de como a Amazon integraria a logística, a tecnologia e a base de clientes da Whole Foods em sua estratégia de expansão no varejo físico e distribuição de alimentos. Não foi apenas o faturamento da Whole Foods, mas seu potencial como ponto de apoio logístico e laboratório de inovação em tecnologia de varejo que ditou o preço.

2. Itaú Unibanco e Redecard (2012): Consolidação e Valor Estratégico no Brasil

A operação que culminou na aquisição das ações remanescentes da Redecard pelo Itaú Unibanco avaliou a empresa de meios de pagamento em cerca de R$ 11,8 bilhões.

  • O Crucial do Valuation: A negociação foi complexa devido à rápida evolução do mercado de pagamentos. Um valuation rigoroso, provavelmente baseado no Fluxo de Caixa Descontado (DCF), foi essencial para determinar o valor presente dos futuros resultados da Redecard em um cenário de crescente competitividade, garantindo que o banco pagasse um preço que maximizasse a criação de valor no setor.

3. Facebook e WhatsApp (2014): O Preço da Dominação da Conectividade

A compra do aplicativo de mensagens WhatsApp pelo Facebook (atual Meta) por $19 bilhões gerou espanto na época, já que o WhatsApp tinha pouca receita.

  • O Crucial do Valuation: O valuation focou em métricas não-tradicionais e no valor estratégico da rede. O preço foi impulsionado pelo número de usuários (base de usuários em crescimento exponencial), a taxa de engajamento e a ameaça competitiva que representava. O valuation mediu, essencialmente, o custo de oportunidade de não possuir uma plataforma dominante de mensagens globais, antecipando o valor que essa base de usuários massiva traria no longo prazo para o ecossistema do Facebook.

4. Totvs e Bematech (2015): Expansão de Mercado por Meio de Software

A Totvs, empresa brasileira de software de gestão, adquiriu a Bematech, focada em automação comercial, por R$ 550 milhões.

  • O Crucial do Valuation: A avaliação precisa dos ativos, sinergias e carteira de clientes da Bematech permitiu à Totvs consolidar sua posição no mercado de software para varejo. O valuation ajudou a quantificar o valor das economias de escala e da expansão imediata da oferta de soluções para um novo segmento de clientes.

5. Grupo Soma e Hering (2021): A Fusão que Criou uma Gigante da Moda

A fusão entre o Grupo Soma (dono de marcas como Farm e Animale) e a Hering avaliou a Hering em R$ 5,1 bilhões.

  • O Crucial do Valuation: A avaliação foi fundamental para estruturar a forma de pagamento (parte em dinheiro, parte em troca de ações). Um valuation bem-fundamentado permitiu que o Grupo Soma justificasse o prêmio pago, projetando a criação de valor através da complementaridade do portfólio de marcas e da exploração de canais de distribuição mais eficientes. A análise de sensibilidade do valuation foi crucial para mostrar o potencial de destravamento de valor.

6. Microsoft e LinkedIn (2016): O Valor da Rede Profissional

A Microsoft adquiriu o LinkedIn por $26,2 bilhões. O preço elevado foi muito debatido.

  • O Crucial do Valuation: O valuation foi baseado, em grande parte, no valor dos dados profissionais e da rede de usuários de alta qualidade. A Microsoft usou o valuation para quantificar o valor de integrar a plataforma profissional do LinkedIn com seus produtos corporativos (Office 365, Dynamics), projetando grandes sinergias de vendas e de produto. O valor residia na capacidade de monetizar a inteligência de negócios gerada pelos 433 milhões de usuários na época.

7. Disney e Pixar (2006): O Valor da Criatividade e da Inovação

Um dos exemplos mais emblemáticos da importância do valuation estratégico foi a aquisição da Pixar pela Disney por $7,4 bilhões.

  • O Crucial do Valuation: O valuation não se baseou apenas nas receitas e lucros existentes da Pixar como um estúdio de animação. O fator decisivo foi o valor dos ativos intangíveis: a capacidade criativa única da Pixar, seu pipeline de filmes futuros e, crucialmente, o valor da integração  do seu dono, Steve Jobs, e da sua equipe executiva e criativa na estrutura da Disney.
  • A Disney precisava urgentemente de um motor criativo para suas próprias divisões de animação que estavam em declínio. O valuation preciso quantificou o prêmio estratégico que a Disney estava disposta a pagar pela inovação e talento da Pixar, garantindo que o valor de longo prazo da parceria superasse o custo da aquisição. A negociação resultou em um acerto financeiro e sucessório, com Steve Jobs se tornando o maior acionista individual da Disney na época.

Estes casos demonstram que o valuation em M&A é muito mais do que um cálculo contábil. É uma ferramenta estratégica que quantifica a visão futura e as sinergias de uma transação,a precisão na avaliação é o pilar que sustenta qualquer decisão de aquisição ou venda de bilhões. Em um mundo de negócios volátil, um bom valuation é, literalmente, o preço do sucesso.

Seja para venda, aquisição ou captação de recursos, um valuation correto é a chave para o sucesso dos seus próximos passos. Os grandes negócios dependem de números exatos – e o seu também!

Não perca valor por uma avaliação imprecisa.

Fale com  a equipe do Contador Lucas Pereira pelo 11 98847-6831 e garanta que o preço da sua empresa reflita seu potencial e estratégia.

Por Lucas de Sá Pereira, contador https://contadorlucaspereira.shop/, e colunista do Jornal Contábil e criador do instagram @contadorlucaspereira



Autor: Lucas Pereira


Com mais de uma década de vivência no mundo contábil, sou Lucas Pereira, formado pela Universidade Braz Cubas em ciências contábeis e com registro no CRC. Minha jornada me levou a aprimorar meus conhecimentos em renomadas instituições internacionais como King’s College London e SOAS University of London. Acredito que a contabilidade e as finanças não precisam ser complexas. Aqui, no Jornal Contábil, meu objetivo é desmistificar esses temas e compartilhar insights práticos para que você tome decisões mais assertivas para o seu negócio.


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PIS/Pasep 2025: mais de 150 mil trabalhadores ainda não sacaram abono – Jornal Contábil

Até o final do ano do ano o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) continua com o pagamento do Abono Salarial a 152.444 trabalhadores que ainda não sacaram o benefício, um montante de R$ 156.545.293,00 em recursos ainda disponíveis. 

Os valores para saque do trabalhador já estão liberados desde 15 de novembro nas instituições financeiras Caixa Econômica Federal (PIS) e Banco do Brasil (PASEP). 

Neste ano, o calendário de pagamentos do PIS/PASEP já chegou ao fim, e quem não retirou o valor a tempo pode perdê-lo. É fundamental ficar atento às datas e aos critérios para garantir que o dinheiro seja sacado.

Anualmente, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil estabelecem um calendário específico para o saque do Abono Salarial PIS/PASEP. Assim, é importante conhecer os prazos para garantir que você receba o valor a que tem direito. 

Para facilitar sua compreensão, reunimos as informações essenciais baseadas na Caixa Econômica Federal.

O que é o Abono Salarial?

O Abono Salarial PIS/PASEP é um benefício para trabalhadores brasileiros com registro formal e servidores públicos. Funciona como um 14º salário, oferecido anualmente com base no calendário da Caixa e Banco do Brasil.

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Até quando é possível sacar o Abono Salarial?

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil permitem o saque até 29 de dezembro de 2025. Portanto, se você ainda não retirou o seu abono, ainda dá tempo.

Qual é o valor do Abono Salarial PIS/PASEP?

O valor do abono 2025 PIS/PASEP é proporcional ao tempo de serviço no ano-base. Se o trabalhador atuou o ano todo, receberá um salário mínimo integral. Caso contrário, o valor será proporcional ao tempo de serviço registrado no ano-base.

Como faço para sacar o Abono Salarial PIS/PASEP?

Sacar o Abono Salarial é fácil. Trabalhadores registrados no PIS devem procurar qualquer agência da Caixa Econômica Federal, enquanto inscritos no PASEP devem ir ao Banco do Brasil.

Além disso, leve um documento de identificação com foto e o número do NIS. Em muitos casos, o valor é depositado automaticamente na sua conta. Verifique suas informações bancárias para evitar erros.

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Autor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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Prazo de justificativa das eleições CRCs 2025 termina dia 13 – Jornal Contábil

Os profissionais de contabilidade que se enquadram nas regras de obrigatoriedade de votação nas Eleições CRCs 2025, mas não votaram no pleito do último dia 13 de novembro, têm até o próximo sábado (13) para justificar a ausência no processo.

A justificativa deve ser encaminhada por meio do sistema informatizado de votação, www.eleicaocrc.org.br, na opção “Justificar ausência”. No mesmo local, há a possibilidade de serem anexados documentos comprobatórios, se necessário.

Estão dispensados de apresentar a justificativa os profissionais que possuíam 70 anos de idade ou mais na data da eleição, e aqueles que estavam em débito com o Conselho até a data do pleito.

Penalidade

Os eleitores que não votaram, sem causa justificada, estão passíveis da aplicação de uma multa no valor de R$120,00 (cento e vinte reais). Esta penalidade está prevista na Resolução CFC n.º 1.751, de 12 de dezembro de 2024.

Fonte: Comunicação CFC

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Autor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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