É importante lembrar que não haverá DIRF em 2026. E o fim desta obrigação acessória trouxe pontos que já mereciam atenção desde o começo de 2025, com entregas mensais via eSocial e EFD-Reinf.
E, além disso, agora, há uma outra questão para se atentar: a DIRF era a fonte-chave para a geração do Informe de Rendimentos enviado pelas empresas, tanto para pessoas físicas como jurídicas, essa última nos casos de prestação de serviços de PJ para PJ.
Ou seja, de onde as empresas vão tirar os dados para o Informe de Rendimentos em 2026, documento ao qual são obrigadas a entregar? Confira todo o cenário sem a DIRF em 2026.
Sem a DIRF em 2026, o principal ponto de atenção é a integração e o envio correto das informações pelas obrigações acessórias que a substituíram, ou seja, o e-Social e a EFD-Reinf.
A DIRF tradicional foi oficialmente extinta para fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2025 e, portanto, novos campos do e-Social precisavam de atenção especial no seu preenchimento. Quais são eles?
Informação de Dependentes
Pensão Alimentícia
Plano de Saúde
Reembolso do Plano de Saúde
Deduções de IRRF
Previdência Complementar
Leia também:
O que fazer se houve erro sobre valores no preenchimento dos novos campos do eSocial, em substituição da DIRF?
Se os campos do eSocial não foram preenchidos corretamente mensalmente com relação a valores ou se for necessário corrigir informações que antes eram prestadas na DIRF, é preciso reabrir os meses com pendência para fazer a correção.
O que é importante revisar?
Confira se os dependentes cadastrados no sistema da folha de pagamento estão com os dados corretos, principalmente o CPF e os dados de incidência no IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte). Além disso, vale conferir se os dados foram enviados corretamente para o eSocial;
Se o dependente for pensionista, reveja as regras de rateio para garantir que os valores enviados ao eSocial estejam corretos;
Sempre utilize a rotina do sistema para lançamento do plano de saúde, do reembolso do plano de saúde e da previdência complementar e nunca informe diretamente no holerite do empregado;
Garanta que a configuração sobre o desconto simplificado esteja configurada corretamente;
Faça a conferência dos valores gerados pelo sistema antes de liberar a informação.
Um ponto de atenção é que o eSocial não calcula o Imposto de Renda. Com isso, pode haver alguma divergência nos valores.
O que fazer se houve algum erro de cadastro?
Os erros cadastrais só poderão ser corrigidos no Ajuste Anual, que deve ser feito na competência de janeiro, ou seja, até 15 de fevereiro.
A obrigatoriedade da DIRF referente ao ano-calendário de 2024 (entregue em fevereiro de 2025) ainda existiu e seguiu as regras antigas. A mudança vale para os fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2025.
Fonte: IOB Notícias
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Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.
Quem é o contador do futuro? Ele é muito mais do que um profissional que entende de balanços e declarações fiscais. Trata-se de alguém capaz de unir técnica, estratégia e tecnologia para gerar valor real aos clientes.
É aquele que não apenas entrega obrigações em dia, mas que orienta empresários na tomada de decisões, identifica oportunidades de crescimento e ajuda a construir negócios mais sustentáveis. Sendo assim, os escritórios que desejam prosperar precisam repensar a forma como operam.
Nesse cenário, o artigo a seguir tem tudo que você precisa saber sobre como assumir esse papel de contador do futuro. Vamos mostrar quais são os principais desafios, quais soluções tecnológicas já estão disponíveis e como aplicá-las no dia a dia. Acompanhe a leitura e saiba mais:
O que significa ser um contador do futuro?
O mercado de hoje requer que o contador ajude os clientes a crescer, se organizar e tomar decisões melhores. Isso significa que o contador do futuro deve ir além da visão tradicional da contabilidade, porque ele atua como ponte entre o universo financeiro, fiscal e gerencial. Além disso, é imprescindível dominar as ferramentas digitais, saber extrair informações de relatórios e traduzir esses dados em linguagem simples para o cliente.
Veja a seguir quais pontos são indispensáveis para ser reconhecido como contador do futuro:
Mentalidade consultiva: enxergar a contabilidade como meio para gerar valor e não apenas cumprir obrigações.
Domínio de tecnologia: utilizar sistemas contábeis em nuvem para centralizar e automatizar rotinas.
Gestão de dados: transformar números em informações úteis para decisões estratégicas.
Capacidade de inovação: buscar novas formas de atender clientes, seja com relatórios personalizados ou reuniões consultivas.
Visão empreendedora: entender a influência do seu trabalho nos resultados e no crescimento do negócio do cliente.
O contador do futuro é analítico e deve estar preparado para entregar mais produtividade, clareza e estratégia. Isso é necessário para escritório de contabilidade, para contador autônomo ou até mesmo para o contador iniciante que está dando seus primeiros passos no mercado.
Por que a tecnologia é indispensável para o contador do futuro?
É fato que a contabilidade vive um processo de transformação digital. Os clientes já não aceitam esperar dias por relatórios ou depender de documentos físicos. Eles querem informação instantânea, acessível de qualquer lugar e também precisam de uma apresentação clara. É nesse ponto que a tecnologia se torna indispensável.
O sistema contábil online e o suporte da automação contábil permitem a centralização de todo o fluxo do escritório em uma única plataforma, com o objetivo de proporcionar segurança, agilidade e visão integrada. Mas, além de simplificar rotinas, a tecnologia redefine a forma de trabalhar. Veja alguns exemplos práticos a seguir:
Conciliação bancária automática: em vez de comparar manualmente extratos e lançamentos, o sistema importa os dados, cruza informações e sinaliza divergências em segundos.
Importação de notas fiscais: há a captura automática de XMLs de NFe assim como a classificação conforme as regras definidas, o que economiza horas de trabalho manual.
Cálculo automático de encargos: a tecnologia permite o processamento de tributos, folha de pagamento e encargos sociais sem intervenção humana, fato que também reduz o risco de erros.
Relatórios inteligentes (BI): dashboards com informações atualizadas automaticamente mostram indicadores de produtividade, custos e desempenho de clientes. Por consequência, é possível tomar decisões com maior agilidade.
Atendimento digital ao cliente: a partir da integração com portais e aplicativos, os empresários podem acessar guias, relatórios e documentos sem depender de trocas de e-mail.
Os principais desafios que o contador do futuro precisa superar
Embora o uso de tecnologia e novas metodologias de gestão abra muitas portas, o contador do futuro ainda precisa enfrentar obstáculos que vão além da digitalização. Confira a seguir quais são os principais:
Excesso de burocracia
O excesso de burocracia está entre os desafios que o contador do futuro precisa superar. Isso porque, o Brasil é um dos países com maior complexidade tributária do mundo e soma-se a isso as mudanças frequentes na legislação.
Sendo assim, para superar esse desafio, é fundamental contar com um programa contábil que acompanhe as atualizações legais de forma automática e reduza os riscos de descumprimento.
Falta de integração tecnológica
Muitos escritórios ainda trabalham com múltiplas plataformas que não conversam entre si, o que dificulta a gestão e a visão global do negócio. O desafio está em migrar para um sistema contábil online que centralize dados, permita integração com ERPs e, com isso, possa apresentar informações de forma unificada.
Retrabalho
Outro desafio ainda muito presente nos dias de hoje e que com certeza está na lista dos obstáculos que os profissionais de contabilidade do futuro precisam superar, é o retrabalho e erros frequentes. Isso porque, esse é um dos maiores inimigos da produtividade. Os lançamentos duplicados, cálculos manuais ou falta de integração entre sistemas geram atrasos e custos extras.
O contador do futuro precisa adotar automação contábil para padronizar processos e eliminar erros repetitivos.
Gestão de equipe e talentos
À medida que o escritório cresce, gerenciar prazos, demandas e produtividade de colaboradores se torna complexo. O profissional da contabilidade do futuro precisa investir em metodologias ágeis, indicadores de performance e ferramentas de gestão de tarefas para manter o engajamento e eficiência da equipe.
Demandas do atendimento ao cliente
É preciso ter em mente que o cliente moderno não aceita esperar dias por uma resposta. Ele quer relatórios claros, comunicação digital e soluções rápidas. O desafio é transformar o relacionamento em uma experiência consultiva e não apenas operacional. O profissional precisa ter uma função estratégica e ajudar a empresa a tomar decisões melhores.
Educação e adaptação contínua
Entre os desafios a serem superados, não podemos deixar de lado a importância da educação e adaptação contínua. Esse é um pilar que jamais deve ser esquecido, visto que o mercado contábil é dinâmico e requer atualização constante.
O profissional que deseja se manter relevante deve investir em capacitação, tanto em aspectos técnicos, quanto no domínio de novas tecnologias. Para o contador iniciante, essa mentalidade de aprendizado contínuo é essencial desde o começo.
Segurança e conformidade digital
Com o avanço da digitalização, cresce também a preocupação com segurança da informação. O contador do futuro deve garantir a proteção dos seus dados e os de seus clientes em sistemas contábeis em nuvem com camadas de segurança, backups automáticos e conformidade com normas, como por exemplo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Como melhorar a produtividade e gestão no escritório contábil?
Superar os desafios é apenas o primeiro passo. O verdadeiro diferencial do contador, porém, está em adotar estratégias que elevem a produtividade e a gestão de seu escritório. Por isso, muitos ainda têm dúvidas sobre como melhorar a produtividade e gestão no escritório contábil, o que inclui, por exemplo:
Mapear e otimizar processos internos
Antes de qualquer transformação digital, é essencial entender como o escritório funciona hoje. Sendo assim, mapear rotinas permite identificar os obstáculos, tarefas redundantes e etapas que podem ser automatizadas. O uso de ferramentas de gestão de processos e fluxos de trabalho ajudam a visualizar onde estão as maiores perdas de tempo e como corrigi-las.
Investir em automação contábil
Outra forma de melhorar a produtividade e gestão no seu escritório é investir em automação contábil. Quando usada de forma adequada, ela pode ser a melhor amiga de um profissional de contabilidade, pois reduz tarefas manuais, como lançamentos repetitivos e conferências de documentos, e libera tempo da equipe para atividades consultivas.
No caso de escritórios de contabilidade, a automação é um diferencial competitivo. Já para contador autônomo ou para contador iniciante, é a chance de estruturar um modelo de trabalho mais eficiente desde o começo.
Não basta investir em automação. É preciso escolher sistemas contábeis modernos, que realmente sejam eficientes. Migrar para um sistema contábil web não é apenas uma questão de modernização, mas de sobrevivência no mercado.
Esses recursos permitem acessar informações de qualquer lugar, proporcionam atualizações automáticas da legislação e oferecem integrações com outros softwares empresariais. Além disso, um bom software contábil evita retrabalhos e centraliza dados em um único ambiente seguro.
Implantar indicadores de performance
Sem métricas, não há gestão. Afinal, não é possível melhorar o que não se mede. Mais do que nunca, os indicadores de performance são essenciais para que os contadores entendam mais sobre o negócio do cliente e possam pensar em estratégias para impulsioná-lo.
Recomenda-se, portanto, o uso dos seguintes KPIs:
Tempo Médio de Entrega (TME): quanto tempo sua equipe leva para concluir uma obrigação.
Taxa de Retrabalho: percentual de entregas que precisaram ser refeitas.
Eficiência por colaborador: produtividade individual em relação à média do escritório.
Custo por cliente: quanto cada cliente demanda de recursos.
Com sistemas contábeis em nuvem, é possível manter o acompanhamento desses indicadores em tempo real.
Gestão de pessoas e cultura de eficiência
Um escritório não é apenas tecnologia, ele é feito de pessoas. A cultura de produtividade nasce, portanto, do alinhamento entre a equipe e a estratégia do negócio. Veja algumas práticas essenciais:
Treinamento constante em novas ferramentas e legislações.
Incentivo ao desenvolvimento de competências analíticas e consultivas.
Estímulo ao trabalho colaborativo, de modo a reduzir falhas de comunicação.
Para contadores iniciantes, por exemplo, uma boa dica é participar de programas de mentoria dentro do escritório ou buscar capacitações em sistemas contábeis online. Isso ajuda a acelerar a curva de aprendizado.
Experiência do cliente como diferencial competitivo
A produtividade não deve ser apenas interna; ela precisa gerar valor para o cliente. O contador do futuro usa a tecnologia para encurtar o tempo de resposta, oferecer relatórios e facilitar a tomada de decisão do empresário. E como aplicar na prática?
Usar um sistema contábil em nuvem para disponibilizar documentos e relatórios em tempo real.
Transformar dados contábeis em insights estratégicos (ex.: análise de fluxo de caixa, margens de lucro e projeções tributárias).
Manter uma comunicação proativa, em vez de apenas responder dúvidas.
Isso transforma o escritório de um centro de custos para um parceiro estratégico de negócios.
Inovação
A contabilidade é uma das áreas marcadas por mudanças regulatórias e tecnológicas. O profissional de contabilidade que deseja prosperar no futuro precisa ter uma mentalidade de aprendizado constante e estar aberto a testar novas ferramentas. Sendo assim, é importante:
Participar de comunidades e eventos de tecnologia aplicada à contabilidade.
Explorar o potencial de inteligência artificial e machine learning em rotinas fiscais e de DP.
Usar sistemas contábeis que recebem atualizações automáticas, de modo a manter a conformidade legal sem esforço adicional.
Melhorar a produtividade e gestão no escritório contábil não é apenas um exercício de eficiência operacional. É uma mudança de mentalidade.
Seja para escritório de contabilidade estruturado, para contador autônomo ou para contador iniciante, o caminho é o mesmo: abraçar a tecnologia e transformar processos manuais em inteligência aplicada ao negócio.
Ferramentas indispensáveis para o profissional contábil do futuro
Se há algo que diferencia o profissional de contabilidade do futuro de um contador preso ao modelo tradicional, é o uso inteligente da tecnologia. Não se trata de adotar qualquer ferramenta, mas sim de construir um ecossistema digital que otimize seu dia a dia. Para isso, existem algumas ferramentas que o profissional contábil moderno precisa dominar, entre as quais estão:
Sistemas contábeis em nuvem
O coração do escritório digital é um sistema contábil em nuvem. Ele substitui de vez os modelos locais e permite acesso remoto e em tempo real (o que permite acompanhar lançamentos, relatórios e obrigações de qualquer lugar); colaboração ágil, pois clientes e equipe acessam o mesmo ambiente, sem que haja a necessidade de trocas intermináveis de e-mails; é possível escalar, isto é, adicionar novos clientes e usuários sem investimentos altos em infraestrutura; e há segurança de dados, com backups automáticos e criptografia que reduzem riscos de perda de informações.
É fato: o contador do futuro sabe que estar preso a sistemas locais significa perder competitividade.
Plataformas de automação fiscal e trabalhista
Não é segredo que grande parte da sobrecarga do escritório está nas rotinas repetitivas. Isso inclui atividades como por exemplo cálculo de impostos, conferência de notas fiscais e geração de folhas de pagamento. As plataformas de automação, por sua vez, permitem:
Capturar notas fiscais de prefeituras e secretarias da fazenda de forma automática.
Classificar lançamentos contábeis com robôs de software.
Emitir guias de impostos com integração e sem riscos de erro manual.
Rodar folha de pagamento com inteligência, considerando variáveis como férias, rescisões e encargos.
Em suma, essas ferramentas liberam tempo da equipe para que o contador atue como consultor estratégico, não apenas como executor de obrigações.
Painéis visuais de Business Intelligence (BI)
A gestão estratégica só existe quando há dados confiáveis e organizados. Os painéis visuais de BI são indispensáveis porque reúnem informações de várias áreas (contábil, fiscal, trabalhista, financeira); permitem visualização clara de indicadores como SLA de fechamento, taxa de retrabalho e produtividade por colaborador; ajudam a identificar obstáculos operacionais em tempo real; e transformam relatórios em estratégias que podem ser usados para impulsionar o negócio do cliente. É preciso estar ciente de que um escritório que não monitora indicadores vive no escuro.
Integração com ERPs e sistemas financeiros
Os clientes utilizam diferentes ERPs e softwares financeiros. Sem integração, a equipe do escritório gasta horas ao importar e conferir informações. Em contrapartida, contar com esse recurso é o mesmo que:
Contar com a fluência automática dos dados do ERP do cliente para o sistema contábil.
Reduzir a duplicidade de lançamentos
Manter a consistência das informações em todas as plataformas, assim como diminuir erros.
O cliente percebe o valor, pois sente a conexão do contador à gestão dele.
Esse é um ponto estratégico: o profissional de contabilidade do futuro não apenas usa sistemas, mas cria pontes digitais com seus clientes.
Assinatura digital e gestão eletrônica de documentos
Com a digitalização, também é indispensável ao contador o uso de certificados digitais integrados para autenticar operações. Além disso, as plataformas de assinatura eletrônica reduzem deslocamentos e eliminam burocracias, de modo a otimizar a rotina contábil.
Os sistemas de Gestão Eletrônica de Documentos (GED) também são uma ferramenta indispensável ao contador que quer prosperar no futuro, pois centralizam contratos, declarações e históricos fiscais em ambiente seguro.
Ferramentas de comunicação com clientes
Um dos maiores obstáculos na contabilidade é a questão dos problemas de comunicação com os clientes.
Sendo assim, é preciso investir em ferramentas que centralizam solicitações e documentos em um só canal (portais ou aplicativos exclusivos), oferecem atendimento rápido via chat integrado, automatizam notificações sobre prazos e pendências e criam histórico de comunicação acessível para consultas futuras.
A experiência do cliente é determinante para a fidelização, e a tecnologia eleva esse relacionamento a outro nível.
Metodologias de produtividade aplicáveis ao escritório contábil
Produtividade não é apenas uma questão de “fazer mais em menos tempo”, mas sim de trabalhar com foco e propósito. O profissional que está atento ao futuro da contabilidade entende que metodologias em gestão de projetos e operações podem (e devem) ser adaptadas à realidade contábil. Elas ajudam a lidar com demandas, prazos fiscais apertados e a necessidade de alinhamento entre tecnologia, equipe e clientes.
Confira algumas opções de metodologias que podem transformar o dia a dia dos escritórios contábeis:
Lean Office
Esse método de gestão nasceu na indústria, mas hoje aplica-se em escritórios do mundo inteiro. No contexto contábil, ele ajuda a identificar e eliminar desperdícios de tempo, recursos e energia. Entre as aplicações práticas, destacam-se:
Mapear todas as etapas de processos como fechamento de folha ou lançamento de notas fiscais.
Identificar atividades que não agregam valor ao cliente, como retrabalhos e conferências manuais.
Automatizar etapas repetitivas para reduzir o tempo total de execução.
Criar checklists padronizados.
Scrum
O Scrum é uma metodologia ágil para times que precisam lidar com entregas rápidas e constantes ajustes. No escritório, é possível aplicá-lo para organizar sprints semanais (ciclos curtos de trabalho) voltados a demandas fiscais, contábeis ou trabalhistas. Um exemplo prático de aplicação é:
Criar um backlog com todas as tarefas do mês (fechamento contábil, reuniões com clientes).
Organizar sprints semanais em que cada colaborador recebe responsabilidades.
Realizar reuniões diárias rápidas (daily meetings) de 10 a 15 minutos para alinhar bloqueios e avanços.
Revisar o que foi entregue ao final de cada sprint, buscando melhorias.
Por consequência, o escritório mantém ritmo, alinhamento e transparência, mesmo em períodos com grande volume de demandas.
Kanban
O Kanban é uma metodologia visual que ajuda a acompanhar o andamento das tarefas. Sendo assim, divide-se um quadro em colunas como “A fazer”, “Em andamento” e “Concluído”, no qual toda a equipe tem clareza sobre prioridades e prazos.
Os contadores que usam essa metodologia podem contar com vários benefícios, como por exemplo a prevenção sobrecarga de colaboradores, pois todos enxergam quem está com excesso de demandas; melhora da comunicação interna; identificação de tarefas que ficam muito tempo em “em andamento” e favorecimento da transparência com gestores, que podem acompanhar resultados atualizados.
É possível implementar o Kanban em ferramentas digitais, incluindo Trello, Asana ou o próprio sistema contábil, quando disponível.
O contador do futuro deve começar hoje
Ao longo deste artigo, vimos que o contador do futuro não é um personagem distante, idealizado ou restrito a grandes empresas. Ele já está sendo construído hoje, no cotidiano de escritórios que decidiram romper com o modelo apenas operacional para abraçar uma contabilidade tecnológica e estratégica.
O futuro da contabilidade não será moldado apenas pela legislação ou pelas pressões do mercado, mas principalmente pela capacidade de adaptação e inovação dos profissionais. Isso significa que os escritórios que insistirem em processos manuais, comunicação pouco clara e falta de gestão ficarão para trás. Por outro lado, escritórios que investirem em automação e contabilidade consultiva se destacarão como parceiros estratégicos dos clientes.
Nesse cenário, o time Tron oferece soluções que permitem ao contador automatizar tarefas, ganhar tempo, ter acesso a dados confiáveis e liderar um escritório eficiente e conectado. Não se trata apenas de tecnologia, mas de produtividade com propósito.
A pergunta que fica é: seus processos, sua equipe e sua tecnologia já refletem esse futuro?
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A publicação da Norma Brasileira de Contabilidade (NBC) ITP nº 1, de 2025, pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), marca um avanço substancial na uniformização e qualificação dos procedimentos de apuração de haveres no Brasil.
Oficializada no Diário Oficial da União em 28 de novembro de 2025, esta norma não é apenas mais um regulamento. Ela representa um guia técnico obrigatório que visa conferir maior transparência, justiça e segurança jurídica aos processos de saída de sócios, exclusão ou dissolução de sociedades.
Propósito e o contexto da regulação
O cerne da NBC ITP nº 1 reside na necessidade premente de estabelecer critérios objetivos para determinar o valor patrimonial devido ao cotista ou acionista retirante. Até então, a ausência de diretrizes padronizadas permitia uma ampla margem para interpretações e disputas, especialmente no âmbito judicial. ]
A nova norma atua precisamente para mitigar essa subjetividade, exigindo dos profissionais da contabilidade um rigor técnico elevado e garantindo que o cálculo reflita o valor econômico ou patrimonial de maneira justa.
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Pilares técnicos da apuração de haveres
O documento abrange de forma abrangente os pilares fundamentais para a realização de um cálculo preciso. Um dos aspectos é a orientação sobre os métodos aplicáveis de avaliação patrimonial, demandando que o contador escolha a técnica mais adequada à natureza e à situação específica da entidade.
Essa escolha deve ser sempre acompanhada pela análise detalhada das demonstrações contábeis e notas aplicáveis, que servem como a base numérica e factual do trabalho.
A clareza na aplicação da premissa de continuidade operacional é outro ponto de destaque, pois esta define se a empresa será avaliada como um negócio em pleno funcionamento (o que é o padrão, salvo prova em contrário) ou em fase de encerramento.
Transparência e rigor na documentação
Adicionalmente, a norma reforça a importância das notas explicativas. Elas deixam de ser um mero complemento para se tornarem um componente essencial, devendo detalhar e justificar todas as premissas, critérios e métodos adotados para o cálculo.
Esta exigência de transparência e fundamentação é vital para que terceiros — sejam eles juízes, advogados ou os próprios sócios — compreendam o racional por trás do valor final apurado. A documentação completa e bem fundamentada é a chave para a validade do processo.
Papel da Perícia Contábil
Por fim, a NBC ITP nº 1/2025 dedica um capítulo especial ao trabalho do perito contábil. A norma estabelece os padrões e o conteúdo mínimo para a elaboração do Laudo Pericial Contábil (o documento técnico elaborado pelo perito do juízo ou oficial) e do Parecer Pericial Contábil (a opinião técnica emitida pelo assistente técnico das partes).
Ao definir esses padrões, o CFC não só eleva a qualidade da prova técnica apresentada em juízo, mas também assegura que a opinião do especialista esteja inequivocamente ligada aos princípios contábeis vigentes.
Assim, a publicação não apenas regulamenta um tema complexo, mas também qualifica a atuação do profissional da contabilidade, posicionando-o como um agente de estabilidade e equidade nas relações societárias.
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A DMED é uma declaração obrigatória para profissionais da saúde e clínicas, fundamental para manter a regularidade tributária. Ela informa à Receita Federal os serviços médicos prestados e impacta também as deduções de despesas médicas no Imposto de Renda dos pacientes.
Para te ajudar em mais uma questão do Simples Nacional, hoje a equipe do Jornal Contábil retirou algumas informações do artigo da é-Simples Auditoria Eletrônica, empresa especialista no Simples Nacional e vamos te ajudar a entender mais sobre a DMED e saber como podemos ajudar nossos clientes optantes por esse regime!
O artigo da é-Simples Auditoria Eletrônica diz:
1. O que é a DMED?
Segundo o Blog da é-Simples Auditoria: “DMED é a sigla para Declaração de Serviços Médicos e de Saúde. Em outras palavras, trata-se de uma obrigação acessória exigida pela Receita Federal, que deve ser enviada anualmente por clínicas, consultórios e profissionais da área da saúde que prestam serviços a pessoas físicas.
A principal função da DMED é permitir que o Fisco verifique a veracidade das despesas médicas declaradas por contribuintes no Imposto de Renda da Pessoa Física. Ou seja, ela serve como ferramenta de cruzamento de informações, garantindo maior controle e combate à sonegação.
Assim, essa declaração deve conter todos os atendimentos realizados durante o ano-calendário, discriminando valores recebidos, CPF dos pacientes (ou responsáveis legais) e a natureza dos serviços prestados.”
2. Quais penalidades existem para quem não entrega a DMED?
De acordo com o Blog da é-Simples Auditoria: “O não envio da DMED ou o envio com erros pode gerar multas significativas, conforme a Instrução Normativa nº 985/2009. Veja algumas penalidades previstas:
Multa por omissão: de R$ 500 a R$ 1.500, dependendo do porte da empresa e do regime tributário;
Multa por informações incorretas: R$ 20,00 por grupo de cinco informações incorretas ou omitidas;
Impedimento para emissão de certidão negativa de débitos (CND), o que pode impactar licitações, financiamentos e parcerias comerciais;
Risco de fiscalização e autuações futuras.
A Receita Federal também pode considerar o não envio como indício de sonegação fiscal, o que agrava ainda mais a situação.”
3. Como enviar a DMED passo a passo
De acordo com o Blog da é-Simples Auditoria: “Para cumprir essa obrigação de forma correta, siga os seguintes passos:
Baixe o programa gerador da DMED no site da Receita Federal;
Reúna todos os dados exigidos: atendimentos, CPFs, valores, serviços prestados;
Preencha os campos obrigatórios no sistema com atenção, evitando erros de digitação;
Revise e valide a declaração antes do envio;
Transmita o arquivo digitalmente usando certificado digital;
Armazene o recibo de entrega e um backup do arquivo.
Contar com uma contabilidade especializada ou soluções automatizadas pode ajudar muito nesse processo, especialmente para quem atende grande volume de pacientes.”
Quer ajuda com a DMED?
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Obrigado pela leitura!
Informações retiradas do Blog da é-Simples Auditoria. Artigo: “O que é DMED? Entenda a declaração obrigatória para prestadores de serviços de saúde” Disponível em: Por Leonel Monteiro em 05/08/2025.
Com a proximidade do fim de 2025, os contribuintes e profissionais da área fiscal e contábil precisam redobrar a atenção com o calendário de pagamentos de tributos.
Devido à ausência de expediente bancário no último dia do ano, diversos pagamentos que originalmente venceriam em 31 de dezembro terão seu prazo antecipado para o dia 30 de dezembro de 2025.
A antecipação segue o que determina a Resolução CMN (Conselho Monetário Nacional) 4.880/2020, que estabelece que se a data de vencimento de uma obrigação coincidir com dia não útil ou de fechamento das instituições financeiras, deve-se quitar o pagamento no dia útil imediatamente anterior.
Como 31 de dezembro não terá expediente bancário, o prazo final passa a ser o dia 30.
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Quais vencimentos serão afetados?
A mudança impacta uma série de tributos e obrigações fiscais. A lista inclui pagamentos importantes que não podem ser postergados para 2026.
Entre os principais tributos e obrigações com prazo de vencimento antecipado para 30 de dezembro estão:
Parcelamentos Tributários: Todas as modalidades de parcelamento, incluindo o REFIS, PERT, PAEX, PAES e demais acordos de quitação de débitos.
Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL): Quotas mensais ou trimestrais com vencimento no fim do ano.
PIS e Cofins – Retenções: Os valores retidos na fonte para estas contribuições.
A área fiscal faz um alerta geral: a não observância do novo prazo de vencimento implicará no pagamento com atraso, sujeitando o contribuinte a multas e encargos legais, mesmo que a diferença seja de apenas um dia.
Para garantir a regularidade fiscal, a recomendação é que todos os boletos e Documentos de Arrecadação de Receitas Federais (DARFs) com vencimento em 31/12 sejam processados e pagos o mais tardar até a véspera do final de ano.
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Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar 267/19, que altera as regras de repartição do ICMS entre os municípios nos casos em que atividades como suinocultura, avicultura, aquicultura, silvicultura e pecuária de corte se estendem por mais de uma cidade.
De autoria do deputado Sergio Souza (MDB-PR), o texto modifica a Lei Complementar 63/90, que estabelece os critérios de distribuição da cota-parte municipal do imposto.
Pela proposta, quando a produção ocorrer em mais de um município, o valor adicionado da atividade econômica será dividido da seguinte forma:
50% do valor adicionado fique com o município onde está localizada a unidade sede industrial ou processadora;
os outros 50% sejam distribuídos proporcionalmente entre os municípios produtores, de acordo com a quantidade ou o peso da produção fornecida à unidade processadora — incluindo o município-sede.
O colegiado aprovou o relatório do deputado Hildo Rocha (MDB-MA), que foi favorável à proposta por entender que ela estabelece um “critério objetivo de rateio”, levando em conta a produção efetiva de cada local. O parecer também afirma que a matéria não tem impactos no orçamento federal.
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Próximos passos
A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada, deve seguir para análise do Plenário.
Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.
O financiamento de políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência no Brasil está prestes a ganhar um reforço significativo e permanente. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (9) o Projeto de Lei (PL) 552/2019, que estabelece o Fundo Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (FNPD).
O PL também introduz um importante incentivo fiscal: ele permite a dedução do Imposto de Renda (IR) para doações feitas aos fundos municipais, estaduais e ao novo fundo nacional. O limite para a dedução será de 1% do imposto devido.
Com a medida, a população com deficiência, estimada em 18 milhões de pessoas no país, passa a ser contemplada diretamente por um mecanismo de incentivo à doação que já beneficia áreas como a infância, a cultura, o esporte e os idosos.
“São 18 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, precisamos garantir políticas contínuas com recursos adequados”, defendeu o autor do projeto, senador Paulo Paim (PT-RS).
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Como funcionará o FNPD
O Fundo Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência terá natureza contábil e será destinado a financiar ações cruciais para a inclusão. Seus objetivos incluem:
Promover a autonomia e a participação social.
Garantir a acessibilidade.
Contribuir para a superação de barreiras.
As receitas do FNPD serão compostas por dotações orçamentárias, multas vinculadas aos direitos das pessoas com deficiência, rendimentos financeiros e, principalmente, as doações com incentivo fiscal previstas no projeto.
O texto aprovado na CAE manteve emendas anteriores, elaboradas na Comissão de Direitos Humanos (CDH), que especificam e direcionam o financiamento de programas e projetos de inclusão.
Incentivo fiscal estendido até 2029
O relator na CAE, senador Plínio Valério (PSDB-AM), acatou uma sugestão do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) e ampliou o prazo de vigência do incentivo fiscal. O benefício da dedução do IR para doações poderá ser usufruído até o exercício de 2029.
“Com essa medida, contribuímos muito para a qualidade de vida das pessoas com deficiência”, avaliou o senador Mecias de Jesus.
A matéria, que foi aprovada em caráter terminativo na CAE, segue agora para análise da Câmara dos Deputados. A única ressalva seria a apresentação de um recurso para votação no Plenário do Senado.
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O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta terça-feira, dia 09, as novas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), em um evento no Palácio do Planalto que reuniu ministros, governadores e representantes de Detrans.
A medida, celebrada pelo governo federal, tem como principal objetivo reduzir drasticamente o custo para tirar o documento, que atualmente pode chegar a R$ 5 mil, e incentivar a regularização dos cerca de 20 milhões de brasileiros que dirigem sem habilitação.
Redução de custo e fim da autoescola
Segundo o Palácio do Planalto, as alterações na legislação de trânsito prometem uma redução de até 80% no custo total para o cidadão. A mudança mais estrutural e que viabiliza essa economia é o fim da obrigatoriedade das aulas em autoescolas tradicionais.
Conteúdo Teórico Gratuito: O Ministério dos Transportes passará a oferecer gratuitamente todo o conteúdo teórico da CNH em formato digital e online. O candidato poderá se preparar de forma autônoma para a prova teórica, que continua sendo obrigatória e presencial. Quem preferir, ainda poderá optar por aulas presenciais em autoescolas ou instituições credenciadas.
Aulas Práticas Reduzidas: A exigência mínima de aulas práticas foi drasticamente reduzida das atuais 20 horas para apenas duas horas.
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Flexibilização e novos modelos de treinamento
Após as duas horas obrigatórias, o processo de treinamento prático passa a ser flexibilizado, aproximando o modelo brasileiro dos adotados em países como Estados Unidos, Reino Unido e Canadá, onde o foco é o desempenho na avaliação final.
Instrutores Autônomos: O candidato poderá escolher ter mais aulas com autoescolas tradicionais ou contratar instrutores autônomos credenciados pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans).
Uso do Próprio Carro: Será permitido que o candidato utilize o próprio veículo para o treinamento prático, desde que siga as regulamentações que serão detalhadas.
Credenciamento de Instrutores: O governo implementará um sistema nacional de credenciamento e fiscalização para os instrutores independentes, utilizando a Carteira Digital de Trânsito (CDT) para monitorar o processo de habilitação.
Digitalização do Processo e Inclusão
O evento também marcou o lançamento da Nova CNH do Brasil, uma versão atualizada do aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT). A digitalização do processo é uma das chaves para a simplificação e redução de custos.
A abertura do processo de habilitação poderá ser feita diretamente pelo site do Ministério dos Transportes ou pelo aplicativo CDT, eliminando a necessidade inicial de ir a um posto físico.
A coleta biométrica, o exame médico e as provas práticas e teóricas continuarão sendo etapas obrigatórias e presenciais nos Detrans.
O Ministro dos Transportes, Renan Filho, destacou que a digitalização e a simplificação do processo são um esforço de inclusão, visto que a CNH é frequentemente uma “porta de entrada para o mercado de trabalho” para muitos brasileiros.
As novas regras, estabelecidas por uma resolução do Contran, entram em vigor imediatamente após a publicação no Diário Oficial.
Governos estaduais e Detrans agora devem se adaptar às novas diretrizes, enquanto o governo federal concentra esforços no lançamento do novo aplicativo da CNH, que centralizará materiais de estudo e permitirá o acompanhamento do processo pelo celular.
A expectativa é que a combinação da gratuidade do conteúdo teórico e a flexibilização das aulas ampliem radicalmente o acesso à habilitação para a população de baixa renda.
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Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.
De acordo com o Portal Sped, ao atualizar o Programa Gerador de Escrituração – PGE da EFD-Contribuições para a versão 6.1.1, alguns usuários têm identificado erros nos registros 0150, especificamente no campo 07 – IE (Inscrição Estadual) para contribuintes e participantes do Estado do Tocantins.
Para corrigir essa inconsistência, foi disponibilizada a versão 6.1.2 do PGE. Importante:
Somente os contribuintes que enfrentaram esse problema devem atualizar para a versão 6.1.2.
Os demais contribuintes que não apresentaram estes erros podem continuar utilizando a versão 6.1.1 normalmente e efetuar a atualização em momento posterior.
Recomenda-se realizar a Cópia de Segurança de todas as escriturações contidas na base de dados, antes de instalar uma nova versão do sistema.
Também é possível efetuar a nova instalação em pasta distinta da atual. Neste último caso, as escriturações já registradas não serão acessíveis diretamente pela nova versão do sistema, sendo necessário efetuar o acesso através da pasta de instalação antiga.
Os contribuintes que criaram ou importaram a escrituração na versão 6.1.0 e 6.1.1 deverão exportar a escrituração, e, em seguida, importar novamente, editar, validar, assinar e transmitir na versão 6.1.2.
Caso seja utilizado algum arquivo de escrituração assinado em versões anteriores do PGE, a assinatura deverá ser removida previamente à importação na versão 6.1.2.
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O que é EFD-Contribuições?
A EFD Contribuições, conforme mencionamos anteriormente, é um arquivo digital que faz parte do SPED Fiscal e deve ser entregue pelas pessoas jurídicas para escrituração da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, nos regimes de apuração não-cumulativo e/ou cumulativo.
Para isso, é necessário utilizar como base os documentos e operações representativos das receitas auferidas, custos, despesas, encargos e aquisições geradores de créditos da não cumulatividade.
A periodicidade de apresentação do arquivo é mensal, devendo ser transmitido até o décimo dia útil do segundo mês subsequente ao de referência da escrituração.
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O governo lançou hoje (9) um conjunto de mudanças no processo para retirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), com a promessa de modernizar o sistema e diminuir os custos.
Ademais, estimativas mostram que 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação, em principal devido ao alto custo para tirar o documento, que em algumas regiões podem chegar a R$ 5 mil. Com isso, a iniciativa batizada de CNH do Brasil, busca simplificar e tornar mais acessível o processo.
O governo prevê que as mudanças reduzam até 80% do valor total da habilitação. Além disso, o novo modelo traz mais agilidade para tirar a carteira. As alterações foram aprovadas pelo Contran e devem entrar em vigor ainda nesta terça-feira, com a publicação oficial do Diário Oficial da União.
Também foi apresentado a nova versão do aplicativo da CNH, que vai substituir a Carteira Digital de Trânsito.
O pacote de medidas muda etapas que antes eram obrigatórias, entre as alterações:
Aulas em autoescola deixam de ser obrigatórias;
Aulas teóricas serão gratuitas e digital;
O aluno poderá usar o veículo próprio e optar por instrutor do governo;
A carga mínima de aulas práticas cai de 20 para 2 horas;
Provas práticas continuam presenciais, assim como exames e coleta biométrica;
O prazo máximo de um ano para completar o processo deixar de existir.
De acordo com o governo, o novo modelo foi inspirado em sistemas adotados em países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Japão e Argentina. A expectativa é que a abertura para instrutores independentes e maior digitalização tragam mais competitividade, reduzindo valores cobrados e facilitando o acesso.
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