Exonerado o auditor fiscal investigado por acessar dados de ministros do STF – Jornal Contábil

A Receita Federal exonerou, nesta quinta-feira (19), o auditor-fiscal Ricardo Mansano de Moraes que ocupava cargo de chefia na Delegacia do órgão em Presidente Prudente (SP). 

A dispensa, publicada no Diário Oficial da União sem justificativa formal, ocorre em meio a uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre acessos indevidos a dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus familiares.

O servidor era chefe da Equipe de Gestão do Crédito Tributário e é um dos quatro funcionários do órgão na mira da operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Suspeita de acesso irregular e medidas cautelares

De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, o auditor teria acessado dados de uma ex-enteada do ministro Gilmar Mendes. Em depoimento, o servidor alegou que a consulta foi um equívoco, afirmando ter confundido a identidade da pessoa pesquisada.

A justificativa, contudo, não impediu a aplicação de medidas severas. Além do afastamento das funções públicas, o servidor foi alvo de busca e apreensão e cumpre medidas cautelares que incluem:

  • Uso de tornozeleira eletrônica;
  • Entrega do passaporte à Justiça.

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Origem da investigação

O inquérito teve início após o STF solicitar, em janeiro deste ano, uma auditoria nos sistemas da Receita Federal. O objetivo é identificar quebras ilegais de sigilo sem autorização judicial ocorridas nos últimos três anos.

Embora o conteúdo exato das informações acessadas ainda não tenha sido detalhado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta a existência de “múltiplos acessos ilegais” envolvendo magistrados e seus parentes.

Resposta e controle interno

Em nota, a Receita Federal informou que vem endurecendo o controle de segurança desde 2023, restringindo perfis de acesso e reforçando alertas. O órgão destacou que, no último período, concluiu sete processos disciplinares relacionados ao tema, resultando em três demissões e outras sanções administrativas.

A auditoria interna da Receita, que analisa dezenas de sistemas e contribuintes, continua em andamento. Os desvios identificados até o momento já foram reportados ao relator do caso no STF.

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eSocial atualiza leiautes e define prazos para mudanças em produção – Jornal Contábil

O Comitê Gestor do eSocial publicou a Nota Técnica S-1.3 nº 06/2026, trazendo ajustes pontuais, mas necessários, nos leiautes da versão S-1.3 do sistema. A atualização visa refinar a recepção de dados e corrigir distorções identificadas no processamento das informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias. 

De acordo com o cronograma oficial, as mudanças serão implementadas no ambiente de produção — ou seja, no sistema real utilizado pelas empresas — já na próxima terça-feira, dia 24, e terão novas fases de implementação nos ambientes de produção restrita e produção até abril.

As notas técnicas são instrumentos fundamentais para a manutenção do eSocial, servindo para realizar ajustes sem a necessidade de uma mudança completa de versão do software. Para os profissionais de Departamento Pessoal e desenvolvedores de sistemas de gestão, a publicação exige atenção imediata para garantir que o envio dos eventos periódicos e não periódicos não sofra interrupções ou rejeições por inconsistência de regras.

Conformidade e Transição

Embora os ajustes técnicos muitas vezes pareçam imperceptíveis no dia a dia operacional, eles são importantes para o cruzamento de dados que o governo realiza. 

A Nota Técnica nº 06/2026 foca em dar mais clareza ao preenchimento de campos específicos e em ajustar regras de validação que poderiam gerar alertas indevidos ou impedir o fechamento da folha de pagamento.

A implementação no dia 24 deste mês marca o prazo para que os softwares de folha de pagamento das empresas estejam devidamente parametrizados.  Outros ajustes estarão disponíveis em ambiente de produção restrita no dia 6 de abril e depois em produção no dia 27 de abril. 

Caso os ajustes não sejam observados, há o risco de o sistema retornar a erros de validação, o que pode atrasar o cumprimento de obrigações acessórias e o recolhimento de encargos.

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Recomendações aos Contadores

Especialistas recomendam que os escritórios de contabilidade entrem em contato com seus fornecedores de software de gestão para confirmar se as atualizações da Nota Técnica 06/2026 já foram incorporadas aos sistemas. Além disso, é prudente realizar testes de envio no ambiente de homologação antes da data crítica de implementação.

Outro ponto de atenção é a comunicação com o cliente. Alterações em leiautes podem, ocasionalmente, exigir a coleta de novos dados ou a alteração na forma como certos eventos são registrados no dia a dia da empresa. Manter o fluxo de informações atualizado evita o retrabalho e garante que a empresa permaneça em conformidade com o Fisco.

Com a proximidade da data de vigência, a prioridade máxima do DP deve ser a verificação da estabilidade da transmissão de dados, assegurando que a transição para os novos ajustes ocorra de forma transparente e sem impactos no fluxo de caixa das organizações.

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Alerta Contábil! Inconsistências no eSocial geram multas e falhas na RAIS 2026 – Jornal Contábil

A Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) é um dos instrumentos mais importantes do Governo Federal para monitorar o mercado de trabalho formal no Brasil. Por meio dela, é possível coletar dados estatísticos e fiscalizar o cumprimento das leis trabalhistas, bem como identificar os profissionais que possuem direito ao recebimento do Abono Salarial (PIS/PASEP).

Nos últimos anos, a RAIS deixou de ser uma declaração anual tradicional e passou a ser cumprida por meio da extração de dados, especialmente do eSocial.

Diferente do que muitos acreditam, a RAIS não deixou de existir, mas sim de ser uma obrigação declaratória isolada. Para o ano-base 2025, o envio pelo antigo programa GDRAIS foi definitivamente descontinuado. 

Essa mudança transfere toda a responsabilidade da conformidade para os eventos periódicos e não periódicos enviados mensalmente, transformando qualquer erro no eSocial em um erro direto na base da RAIS.

Impacto das inconsistências

A principal preocupação para os contadores reside no reflexo social e financeiro de dados incorretos. Informações divergentes sobre remunerações, vínculos ou datas de admissão e desligamento podem impedir o pagamento do Abono Salarial (PIS/Pasep) aos trabalhadores, gerando uma onda de questionamentos trabalhistas e administrativo-operacionais para as empresas. 

Além disso, a empresa fica sujeita a multas por prestação de informações incorretas ou omissões na base de dados governamental.

Especialistas da área orientam que o mês de janeiro e o início de fevereiro sejam dedicados a uma revisão minuciosa. O foco deve estar na conferência de todos os eventos de fechamento de folha, afastamentos e alterações contratuais. 

Como a RAIS 2026 é o espelho do que foi enviado entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, o momento ideal para saneamento de dados é agora, antes que a base seja processada para fins de direitos sociais.

RAIS Negativa e situações sem movimento

Para os estabelecimentos que não mantiveram empregados no ano-base 2025, a situação de “RAIS Negativa” também foi simplificada, mas ainda exige atenção. Para as empresas obrigadas ao eSocial, essa condição é identificada automaticamente pela ausência de eventos de remuneração. 

No entanto, é indispensável que o fechamento da folha no sistema tenha sido realizado corretamente, indicando a inexistência de movimento. Sem esse encerramento formal, o sistema governamental pode interpretar a falta de dados como uma pendência de envio, gerando irregularidades cadastrais.

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Passivo e correções de anos anteriores

Embora o futuro seja digital e integrado, o passado ainda demanda o uso de ferramentas tradicionais. O processamento de ajustes para RAIS referentes aos anos de 1976 a 2022 ainda deverá ser realizado via GDRAIS.

A previsão é que o sistema seja reaberto para retificações desses períodos antigos em março de 2026, permitindo que as empresas regularizem passivos e garantam direitos retroativos de seus colaboradores.

Check-list preventivo para o contador

Para garantir uma transição tranquila para o ano-base 2025, os escritórios contábeis devem focar:

  1. Auditoria de Vínculos: Revisar se todas as admissões e desligamentos do ano anterior foram processados e aceitos pelo eSocial.
  2. Fechamento de Folha: Certificar-se de que todos os meses de 2025 possuem o evento de fechamento (S-1299) enviado, inclusive para empresas sem movimento.
  3. Conferência Cadastral: Checar CPFs, PIS e dados contratuais de trabalhadores com múltiplos vínculos ou afastamentos prolongados, que são os casos que mais geram inconsistências no processamento do Abono Salarial.

Em resumo, a RAIS 2026 consolida o processo de digitalização das obrigações trabalhistas, onde o eSocial assume o papel central na coleta de dados. 

É fundamental que as empresas fiquem atentas ao correto preenchimento das informações e aos prazos de regularização.

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Essas são todas as dívidas que podem te levar a prisão no Brasil – Jornal Contábil

Ninguém gosta de ficar devendo, o endividamento só mostra que nossa saúde financeira não está legal e que estamos passando por um momento em que não estamos conseguindo honrar com nossos compromissos.

Por sua vez, as dívidas acabam levando a várias consequências, como ter o nome negativado, protestado em cartório, entre outros. Mas uma dúvida muito comum é: quais dúvidas podem me levar à prisão?

Quem nunca ficou receoso por uma dívida e suas consequências e até mesmo cogitou a possibilidade de ser preso pela inadimplência, especialmente porque muitas vezes, as dívidas surgem não só pelo descontrole, mas também por imprevistos.

Posso ser preso por algum tipo de dívida?

A resposta para a maioria dos casos é que não. No Brasil, a regra é bem clara ao definir que ninguém pode ser preso pelo simples fato de estar devendo.

Conforme determinam as leis do Brasil, a dívida não se resolve com prisão, mas sim com cobrança, negociação, processo e penhora de bens. Sendo uma proteção existente para se evitar abusos.

Com mais de 81 milhões de brasileiros inadimplentes, seria loucura pensar em prender o cidadão apenas por estar devendo e passando por dificuldade financeira, caracterizando um devedor como um criminoso.

O próprio STF já consolidou o entendimento de que prisão por dívida é exceção raríssima à regra, podendo ser aplicada apenas em situações bem específicas que não envolvem dívidas comuns dos brasileiros, vividas no dia a dia.

Quais dívidas podem levar a prisão?

Basicamente, só existe uma única exceção muito importante, e que realmente pode levar à prisão no Brasil: a dívida de pensão alimentícia, seja do filho, ex-cônjuge, entre outras.

Isso acontece porque, perante a lei, pensão alimentícia não se trata de uma “dívida comum” mas sim da sobrevivência da pessoa. Logo, a própria Constituição permite a prisão do devedor de alimentos.

No entanto, não é qualquer atraso que pode levar à prisão por dívida alimentícia. Para uma pessoa ser presa pelo não pagamento da pensão, é preciso a existência de alguns requisitos claros.

O primeiro deles é que a dívida precisa ser recente, geralmente as últimas três parcelas vencidas, tal como as que venceram no decorrer do processo. Logo, dívidas antigas entram em um tipo diferente de cobrança.

Já o segundo ponto é que primeiro o devedor precisa ser intimado judicialmente para pagar a pensão alimentícia e não pagar nem apresentar justificativa que seja aceita pelo juiz.

O terceiro e último ponto é que a prisão não é automática. Após todos esses requisitos, a prisão depende de ordem judicial expressa após análise do caso.

Detalhe que pouca gente sabe: a prisão civil por não pagamento da pensão alimentícia tem prazo limitado no Brasil. Normalmente, o juiz fixa entre 1 e 3 meses, conforme o Código de Processo Civil, e é imediatamente suspenso após o seu pagamento.

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Receita Federal amplia prazo de adesão ao Programa Confia – Jornal Contábil

A Receita Federal oficializou a prorrogação do prazo de candidatura para a primeira edição do Programa de Conformidade Cooperativa Fiscal (Confia). As empresas interessadas agora têm até o dia 20 de março para pleitear uma das 40 vagas disponíveis. A mudança foi formalizada pela Portaria RFB nº 650, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (19).

A extensão do cronograma responde a demandas do setor corporativo. Segundo o Fisco, grandes companhias — o público-alvo do programa — possuem ciclos decisórios complexos que envolvem departamentos técnicos, jurídicos e de compliance

Além disso, o período de férias entre o fim de 2025 e o início de 2026 reduziu a disponibilidade de executivos-chave, dificultando a conclusão das análises internas necessárias para a adesão.

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Requisitos e Seleção

O Confia é voltado exclusivamente a empresas de grande porte. Para concorrer, a pessoa jurídica deve ser classificada pela Receita como “maior contribuinte especial”, apresentar receita bruta anual de, no mínimo, R$ 2 bilhões e possuir débitos tributários declarados que somem pelo menos R$ 100 milhões. 

Outras exigências incluem um grau de endividamento igual ou inferior a 30% e a manutenção de certidões negativas (CND ou CPEND) válidas.

O processo de seleção é rigoroso e dividido em seis etapas, começando pela autoavaliação e candidatura, passando pela validação de dados e elaboração de um Plano de Trabalho de Conformidade, até culminar na certificação final. 

Um ponto central da candidatura é o Questionário de Autoavaliação (QAA), que serve como diagnóstico da governança tributária da empresa, sem caráter eliminatório nesta fase inicial.

Novo Modelo de Relacionamento

Baseado em diretrizes da OCDE e consolidado em economias desenvolvidas, o Programa Confia busca substituir o modelo tradicional de fiscalização por uma relação de transparência e cooperação mútua entre o Fisco e o contribuinte.

As empresas certificadas terão benefícios estratégicos, como um canal de comunicação exclusivo com a Receita Federal, prioridade na tramitação de serviços e a possibilidade de regularizar débitos com redução ou exclusão de penalidades. 

O programa é visto como um marco na modernização tributária brasileira, especialmente após a publicação da Lei Complementar nº 225, em janeiro deste ano, que fundamenta a iniciativa.

As candidaturas devem ocorrer exclusivamente de forma digital, por meio do Centro Virtual de Atendimento (e-CAC).

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7 erros contábeis para riscar do seu planejamento em 2026 – Jornal Contábil

Na Contabilidade, qualquer falha técnica tem o potencial de desestabilizar o planejamento estratégico e comprometer a saúde financeira do negócio.

Apesar de comuns no cotidiano de uma empresa, erros em procedimentos fiscais e tributários não são inofensivos. Eles expõem o seu negócio  a sanções severas e multas que impactam diretamente o orçamento, acabando com recursos que deveriam se voltar ao crescimento. 

No meio da confusão de normas, qualquer descuido pode ser fatal. Conferir as contas deixou de ser um detalhe chato para virar uma questão de sobrevivência para o empresário.

Para impedir que sua empresa tenha prejuízos, leia com atenção o texto a seguir, e evite cometer esses erros.  Boa leitura!

Principais erros contábeis

1 – Equívocos nos cálculos de impostos ou declarações

Os cálculos de impostos são complexos e exigem muita atenção, pois não permitem erros. É necessário ter cuidado ao realizar os cálculos referentes a PIS, COFINS e outros. 

Conferir as informações é fundamental para impedir esse tipo de erro. O ideal é sempre buscar trabalhar de forma antecipada para ter tempo de conferir os cálculos que estão sendo realizados.

Outro fator importante é registrar todas as transações que ocorrem  no seu caixa. Mesmo que estes valores sejam menores é preciso emitir a nota fiscal. A falta deste controle é um dos principais erros cometidos na contabilidade.

2 – Não possuir os documentos fiscais organizados

Os documentos fiscais devem permanecer sempre bem organizados e armazenados de modo que seja fácil encontrar os itens. 

Para evitar autuações devido a desorganização é indicado investir na automação dos processos, principalmente em bons softwares de gestão. Por isso, use a tecnologia a seu favor e invista em programas que possam ajudar.

3 – Não emitir notas fiscais

A emissão de notas fiscais é um assunto muito sério. Quem deixa de emiti-las não retêm impostos e não documenta as vendas de produtos e serviços da gestão.

Como consequência disso, o fisco não obtém as informações necessárias para tributar as operações financeiras. Resultado: sua empresa está na ilegalidade.

E tem mais! que não emite notas fiscais está com seus dados equivocados e com isso fará o cálculo incorreto de alíquota terá o cadastro desatualizado de clientes e não armazenará as notas fiscais.

Lembre-se: a fim de evitar qualquer problema contábil, é muito importante emitir as suas notas fiscais corretamente, pois além de permitir o pagamento de impostos, elas facilitam o trabalho da sua gestão financeira.

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4 – Misturar contas pessoais com as da empresa

Infelizmente esse erro na gestão financeira é muito comum, principalmente quando o próprio empreendedor é o responsável por cuidar das finanças organizacionais.

O problema é que essa prática equivocada onera o fluxo de caixa, colocando em risco o funcionamento organizacional.

5 – Não  utilizar os relatórios para análises fiscais

Esse é um dos erros mais comuns nas empresas: não utilizar os relatórios para análises fiscais, tomando as decisões a partir de palpites ou intuições. Porém, com o uso correto das informações e dos relatórios é possível compreender melhor os dados da empresa e tomar decisões assertivas. 

6 – Estar desatualizado em relação aos termos legais

É preciso estar sempre acompanhando as novidades do mercado. As leis mudam constantemente e portanto, permanecer atualizado é importante para que as atividades contábeis sejam executadas com segurança e tranquilidade. 

É uma responsabilidade do profissional estar sempre atualizado em relação às leis contábeis, acompanhar as mudanças e aplicá-las.

7 – Não ter um bom contador

Um bom contador é essencial na rotina de uma empresa. Não pense que este só deva ser solicitado na época de declarar o Imposto de Renda. Na verdade, as funções vão muito além.

Este profissional pode indicar as melhores decisões para melhorar a performance financeira. Ele é um especialista em questões trabalhistas, tributárias e patrimoniais. Também pode ajudar a controlar o fluxo de caixa e calcular os tributos que devem ser  pagos. O contador pode ser seu braço direito no mundo dos negócios.

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Obrigações mensais das empresas do Simples, Lucro Presumido e Real em 2026 – Jornal Contábil

Para garantir a saúde de uma empresa, é fundamental gerenciar as obrigações fiscais, especialmente as obrigações mensais que estão todos os meses batendo à porta, podendo levar a consequências pesadas.

Entender as obrigações que você deve ficar de olho todos os meses, tal como os prazos aplicáveis, pode te fazer economizar muito, além de evitar que você sofra com graves penalidades.

Para quem tem empresa no Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, aqui vai um guia com as principais obrigações mensais para manter a saúde da sua empresa agora neste ano de 2026.

Obrigações mensais de empresas do Simples Nacional

As empresas optantes pelo Simples Nacional precisam redobrar a atenção para suas obrigações mensais, especialmente para manter a regularidade de seu CNPJ, evitando penalidades.

As principais obrigações mensais das empresas optantes pelo Simples são:

  • Emissão da guia do DAS mensal (até dia 20)
  • Declarações acessórias estaduais ou municipais (quando exigidas)
  • Obrigações trabalhistas e previdenciárias (quando houver)
  • eSocial (se houver funcionários)
  • DCTFWeb (quando houver INSS a declarar)

Obrigações mensais de empresas do Lucro Presumido e Lucro Real

No dia a dia mensal, o tipo de obrigação entre as empresas do Lucro Presumido e Lucro Real é bem parecido, embora o cálculo e controle no Lucro Real seja relativamente maior quando comparado ao Lucro Presumido.

Basicamente, nos dois modelos você entrega quase que “as mesmas” declarações, mas o conteúdo delas muda bastante. Por terem declarações bem semelhantes, as principais obrigações mensais do Lucro Presumido e Real são:

  • Escrituração contábil mais completa
  • Entrega de mais declarações acessórias
  • Prazos mais rigorosos ou diferenciados
  • Contribuições previdenciárias, FGTS e impostos devidos conforme regime
  • DCTF ou DCTFWeb
  • EFD-Contribuições
  • EFD-ICMS/IPI

Obrigações para todos os regimes

Tanto empresas do Simples Nacional quanto empresas do Lucro Presumido e Lucro Real também possuem obrigações em comum que precisam ser respeitadas para evitar penalidades. As obrigações que todos os regimes têm em comum são:

  • Emissão de notas fiscais (NF-e / NFS-e)
  • eSocial
  • Outras declarações relativas à folha
  • Retenções
  • Registro de livros fiscais quando exigido
Obrigação Quem precisa cumprir Prazo para cumprimento
Emissão de nota fiscal (NF-e/NFS-e) Todas as empresas que vendem ou prestam serviços Conforme a operação
GFIP / envio ao eSocial / folha de pagamento Empresas com funcionários ou pró-labore Até o 7º dia do mês seguinte (GFIP)
eSocial (eventos mensais) Empresas com empregados ou fatos geradores Até o 15º dia útil do mês seguinte
DCTF / DCTFWeb Empresas sujeitas à declaração Até o 15º dia útil do 2º mês subsequente
EFD-Contribuições / EFD-ICMS/IPI Empresas obrigadas à escrituração fiscal digital Até o 10º ou 20º dia útil do mês seguinte
Guia do DAS (Simples Nacional) Empresas optantes pelo Simples Nacional Até o dia 20 do mês seguinte

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EQT/CFC 01/26 está com as inscrições abertas – Jornal Contábil

O edital do Exame de Qualificação (EQT) do  CFC foi publicado! De acordo com o edital, as inscrições estão abertas de 10 de fevereiro a 11 de março de 2026, exclusivamente pelo site da banca organizadora.

A taxa de inscrição é de R$ 260,00. Já a aplicação das provas está prevista para o período de 4 a 9 de maio de 2026, com aplicação nas 26 capitais de todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

Organizado pela FGV, o Exame de Qualificação do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) é etapa obrigatória para obter registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI) e registro no Cadastro Nacional dos Peritos Contábeis (CNPC), passo necessário para atuar em Auditoria Independente ou em Perícia Contábil.

O exame destina-se exclusivamente a Contadores com registro ativo no Conselho Regional de Contabilidade (CRC). Técnicos em Contabilidade não podem participar.

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Inscrições para o Exame

O procedimento deve ocorrer apenas pela internet, no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O sistema ficará disponível das 16h do dia 10 de fevereiro de 2026 até as 16h do dia 11 de março de 2026, considerando o horário de Brasília. A taxa de inscrição é de R$ 260,00 por prova.

Para confirmar a participação, o candidato precisa gerar o boleto ao final do cadastro e efetuar o pagamento até 12 de março de 2026. A FGV aceita somente boleto bancário.

Não há opção de pagamento por cartão, transferência, depósito ou Pix. Caso o boleto não seja quitado dentro do prazo, a inscrição é cancelada automaticamente.

Etapas de prova

O Exame de Qualificação CFC é composto por prova escrita aplicada em um único dia, no mesmo turno, dividida em duas partes: objetiva e dissertativa. A estrutura é a mesma para todas as qualificações (QTG, CVM, BCB, Susep, Previc e Perito).

Ao final, a avaliação completa soma 100 pontos, divididos igualmente entre parte objetiva e parte dissertativa.

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A Revolução dos Números: Você Sabe Como a Contabilidade Consultiva Impulsionou Gigantes do Mercado? – Jornal Contábil

Até pouco tempo atrás, o contador era visto apenas como o “mal necessário” para emitir guias de impostos e manter a conformidade legal. No entanto, o jogo mudou. Com a ascensão da contabilidade consultiva, o foco deixou de ser apenas o retrovisor (o que já aconteceu) para se tornar o para-brisa (o que está por vir).

Neste modelo, o contador atua como um conselheiro estratégico, utilizando dados financeiros para diagnosticar a saúde da empresa e propor soluções que impactam diretamente o lucro. Abaixo, analisamos como sete grandes organizações — ou setores dominados por gigantes — transformaram seus resultados por meio dessa abordagem.

1. Ambev: A Cultura da Eficiência Baseada em Dados

A Ambev é famosa por seu controle rigoroso de custos. A contabilidade consultiva permitiu que a empresa implementasse o Orçamento Base Zero (OBZ) de forma magistral. Em vez de apenas registrar gastos, os consultores financeiros analisam cada linha de custo para garantir que o capital esteja alocado em projetos de alto retorno, mantendo margens de lucro invejáveis mesmo em crises.

2. Magazine Luiza: Do Físico ao Digital com Precisão

A transição do Magalu de uma rede de lojas físicas para um ecossistema digital envolveu uma engenharia financeira complexa. A contabilidade consultiva foi crucial para:

  • Gestão de Estoque: Análise de giro para evitar capital parado.
  • Logística: Avaliação do custo por entrega, otimizando a rentabilidade do marketplace.

3. Nubank: Precificação e Sustentabilidade

No setor de Fintechs, onde o crescimento acelerado muitas vezes “queima” caixa, a contabilidade consultiva foi o fiel da balança para o Nubank. Ao analisar minuciosamente o LTV (Lifetime Value) e o CAC (Custo de Aquisição de Cliente), a empresa conseguiu ajustar suas operações para atingir o breakeven ( ponto de  equilíbrio) e começar a registrar lucros bilionários em 2023/2024.

4. Natura: Sustentabilidade que Dá Lucro

A Natura utiliza a contabilidade para medir o que chama de P&L Social e Ambiental (Demonstração de Resultados Ambientais). Os consultores financeiros ajudam a traduzir o impacto ambiental em valores monetários, provando que práticas sustentáveis reduzem riscos operacionais e atraem investidores institucionais, elevando o valor de mercado da companhia..

5. Toyota: Otimização Tributária e Lean Finance

A gigante automotiva aplica os princípios do Lean Manufacturing ( área responsável por redução de desperdícios)  também nas finanças. Através de uma consultoria contínua, a empresa identifica gargalos tributários em cadeias de suprimentos globais, recuperando créditos e reduzindo o custo final do produto, o que garante competitividade de preços.

6. Starbucks: Engenharia de Cardápio e Margem Contribuição

Você sabia que a localização e o preço de cada café são decididos com base em dados contábeis profundos? A Starbucks utiliza a contabilidade consultiva para analisar a margem de contribuição de cada item do menu. Se um insumo sobe de preço, o contador consultor projeta o impacto imediato e sugere ajustes antes que a margem de lucro seja corroída.

7. Apple: Gestão Estratégica de Caixa

A Apple detém uma das maiores reservas de caixa do mundo. A contabilidade consultiva aqui não foca apenas em impostos, mas em gestão de tesouraria. Como e onde investir bilhões para que o dinheiro não perca valor frente à inflação global? Essa estratégia permite que a empresa financie suas próprias inovações sem depender de empréstimos caros.

O Diferencial Estratégico

O que todas essas empresas têm em comum? Elas pararam de tratar a contabilidade como um departamento isolado e a transformaram no coração da tomada de decisão.

Contabilidade Tradicional Contabilidade Consultiva
Foco no passado (Histórico) Foco no futuro (Projeções)
Cumprimento de obrigações fiscais Foco na saúde financeira e crescimento
Entrega de balancetes frios Entrega de diagnósticos e planos de ação

Sua empresa está pronta para o próximo nível ou apenas sobrevivendo aos impostos?

As estratégias utilizadas pela Ambev e pelo Magalu não são “segredos de estado”, são frutos de uma Contabilidade Consultiva bem executada. A pergunta é: quem está interpretando os números do seu negócio hoje?

Se você busca mais do que guias de impostos e quer um parceiro estratégico para identificar gargalos, otimizar seu caixa e projetar o crescimento do seu patrimônio, você precisa de uma visão especializada.

Transforme sua contabilidade em uma máquina de resultados.

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Por Lucas de Sá Pereira, contador https://contadorlucaspereira.shop/, e colunista do Jornal Contábil e criador do instagram @contadorlucaspereira

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Acesso ao Gov.br fica mais rápido com nova forma de entrada no aplicativo – Jornal Contábil

Se você precisa acessar um documento, pedir uma informação ou agendar algum serviço público, atualmente  nem é preciso encarar filas para fazer isso. É que boa parte desses serviços está disponível digitalmente, de forma gratuita, através do App gov.br. 

Recentemente, o aplicativo Gov.br passou a permitir login sem a necessidade de reconhecimento facial recorrente ou digitação de senha. A atualização foi disponibilizada em 28 de janeiro. 

A mudança atende a uma demanda frequente de usuários por acesso mais rápido aos serviços públicos digitais. Confira a seguir o que mudou.

Mudanças no Aplicativo

A principal novidade é a possibilidade de entrar em serviços que exibem o botão “Entrar com gov.br” utilizando apenas a biometria do próprio celular, como impressão digital ou reconhecimento facial do aparelho. Em determinadas situações, não será mais necessário digitar senha.

Outra alteração importante é que o reconhecimento facial deixa de ser obrigatório no primeiro acesso ao aplicativo, o que deve tornar o uso mais prático no dia a dia. Quem ainda não possui cadastro também pode criar a conta diretamente pelo app, sem precisar recorrer a outros canais.

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Compartilhamento de documentos

A atualização também incluiu novas funcionalidades. Agora, é possível compartilhar documentos digitais com outros contatos e consultar o histórico de acessos à conta. A medida permite ao usuário acompanhar quando e como seus dados foram utilizados.

Com mais de 173 milhões de contas registradas no país, a plataforma reúne alguns dos principais serviços públicos digitais e ultrapassa 170 milhões de usuários cadastrados.

Verificação em duas etapas

Mesmo com a simplificação no login, o governo federal afirma que os mecanismos de proteção continuam ativos. De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação, cerca de 50 milhões de brasileiros já habilitaram a verificação em duas etapas.

Atualmente, 112,4 milhões de contas utilizam algum tipo de biometria. Desse total, 80,6 milhões são classificadas como nível Ouro e 31,8 milhões como nível Prata. Entre os usuários Ouro, 45 milhões adotaram a dupla checagem de segurança. No grupo Prata, são 5 milhões.

A verificação adicional exige um código gerado no próprio aplicativo sempre que o cidadão acessa determinado serviço, dificultando invasões mesmo em casos de vazamento de CPF e senha.

Serviços mais procurados

Entre as ferramentas mais acessadas no Gov.br estão Meu INSS, Meu SUS Digital, Enem, Fies, Carteira de Trabalho Digital e Carteira Digital de Trânsito.

Em caso de dúvidas, o cidadão pode consultar as orientações na área específica do portal Gov.br ou buscar atendimento pelos canais oficiais da plataforma.

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