STJ decide que vendas para a Zona Franca de Manaus estão isentas de PIS/Cofins – Jornal Contábil

Uma importante vitória para a Zona Franca de Manaus (ZFM) e seus consumidores definiu-se nesta quarta-feira (11) pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Por unanimidade, a Corte decidiu que a venda de produtos e serviços para pessoas físicas e jurídicas na ZFM está isenta da cobrança de PIS e Cofins.

A decisão encerra uma longa controvérsia jurídica que mantinha milhares de processos suspensos. O debate girava em torno da interpretação do artigo 4º do Decreto-Lei 288 de 1967, que aborda as isenções tributárias para as operações no polo industrial de Manaus.

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Alívio para consumidores e empresas

Até então, a Receita Federal defendia que as vendas para pessoas físicas na ZFM não estavam claramente contempladas pela isenção, o que na prática, levava à cobrança dos tributos. Isso resultava em um aumento no custo final dos produtos para quem morava na região e comprava diretamente. 

A Fazenda Nacional argumentava que a isenção deveria se limitar às situações expressamente previstas em lei, excluindo operações com pessoas físicas, serviços ou mercadorias nacionalizadas.

A tese fixada sob o rito dos recursos repetitivos (Tema 1.239) significa que o entendimento do STJ deverá ser aplicado por todas as instâncias inferiores em casos semelhantes, garantindo segurança jurídica e uniformidade nas decisões.

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Desigualdades regionais e equiparação à exportação

O ministro Gurgel de Faria, relator do caso, defendeu que o principal objetivo da Zona Franca de Manaus é a redução das desigualdades regionais. “Qualquer interpretação restritiva vai na contramão desse propósito”, afirmou o ministro.

Ele também argumentou que as vendas que ocorrem dentro do polo industrial deveriam ser tratadas, do ponto de vista fiscal, como exportações, que já são isentas de PIS e Cofins pela legislação vigente. O colegiado do STJ acompanhou integralmente o voto do relator, confirmando que a isenção deve valer tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas.

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Autor: Ana Luzia RodriguesAutor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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EFD-Contribuições: prazo de envio termina nesta sexta (13) – Jornal Contábil

Profissionais contábeis devem atentar para o prazo de envio da EFD-Contribuições. Termina nesta sexta-feira, 13 de junho, o prazo final para a entrega da Escrituração Fiscal Digital das Contribuições (EFD-Contribuições) referente aos fatos geradores de abril de 2025. 

Empresas e pessoas jurídicas que apuram o PIS/Pasep e a Cofins, nos regimes cumulativo e não cumulativo, além da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), devem enviar suas declarações à Receita Federal para evitar multas e outras penalidades.

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O que é a EFD-Contribuições?

A EFD-Contribuições é parte integrante do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) e tem como objetivo consolidar as informações sobre as contribuições sociais, facilitando o controle e a fiscalização por parte do fisco. 

A não entrega ou a entrega com atraso ou incorreções pode acarretar em multas significativas, que variam conforme o faturamento da empresa e o tempo de atraso.

Especialistas em contabilidade alertam para a importância de revisar cuidadosamente todas as informações antes do envio, garantindo a conformidade com a legislação vigente. Erros na declaração podem levar a autuações e questionamentos por parte da Receita Federal.

Como enviar a EFD-Contribuições?

Para realizar a entrega, os contribuintes devem utilizar o Programa Validador e Assinador (PVA) da EFD-Contribuições, disponível no site da Receita Federal. É fundamental que a declaração seja assinada digitalmente com certificado digital (e-CPF ou e-CNPJ) válido.

Leia também:

Qual a multa pelo envio em atraso?

A multa pelo envio em atraso da EFD-Contribuições é calculada da seguinte forma, de acordo com a Receita Federal:

  • Multa diária: 0,02% (dois centésimos por cento) por dia de atraso, calculada sobre a receita bruta da pessoa jurídica no período a que se refere a escrituração.
  • Limite da multa: Essa multa é limitada a 1% (um por cento) da receita bruta da pessoa jurídica.

Para evitar essas multas e outras complicações, é fundamental que os profissionais contábeis fiquem atentos aos prazos de entrega da EFD-Contribuições e garantam que a declaração seja enviada corretamente e dentro do prazo estabelecido.

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Autor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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NR-1 na Prática: Como Transformar Segurança no Trabalho em Vantagem Competitiva – Jornal Contábil

A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) estabelece os princípios gerais de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) e obriga todas as empresas brasileiras a implementar um sistema de gestão de riscos laborais, promovendo a padronização de processos e a cultura preventiva.
Insight: Uma NR-1 bem aplicada reduz acidentes e fortalece a imagem corporativa.

Desafios Comuns na Aplicação da NR-1

A adaptação costuma esbarrar na falta de uma política formal de SST, na fragmentação do mapeamento de riscos e no uso de registros físicos, o que dificulta auditorias e rastreabilidade. Além disso, treinamentos genéricos e auditorias esporádicas deixam lacunas no controle de não-conformidades.
Insight: Processos manuais e desestruturados podem elevar o custo com passivos trabalhistas.

Diretrizes Gerais de Conformidade

Antes de tudo, a empresa precisa:

  • Formalizar a Política de SST: Documento assinado pela alta direção, divulgado em intranet e murais.
  • Mapear e Avaliar Riscos: Adotar metodologias APR e PPRA em todas as áreas.
  • Controlar Documentação: Digitalizar registros e criar um repositório seguro com histórico de versões.
  • Planejar Auditorias: Cronograma trimestral com check-lists padronizados.
    Insight: Um passo a passo claro facilita o engajamento de todos os níveis hierárquicos.

Dicas para Pequenas Empresas

  1. Política Simples e Direta
    • Crie um documento enxuto que apresente missão, responsabilidades e metas de SST.
    • Divulgue em reuniões semanais ou via WhatsApp corporativo.
      Insight: Linguagem objetiva aumenta a adesão dos colaboradores.
  2. Treinamentos Modulares
    • Faça capacitações de 30 min com temas específicos (ergonomia, uso de EPI, primeiros socorros).
    • Utilize vídeos curtos e quizzes online para revisão.
      Insight: Formatos curtos geram maior retenção de conteúdo.
  3. Ferramentas Econômicas
    • Use planilhas na nuvem (Google Sheets) para registro de inspeções e indicadores.
    • Configure alertas eletrônicos para renovação de laudos e treinamentos.
      Insight: Baixo custo inicial viabiliza a implementação rápida.

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Dicas para Empresas de Médio Porte

  1. Sistema Integrado de SST
    • Adote um software de gestão de SST que permita registro de não-conformidades, emissão de relatórios e dashboard de indicadores.
    • Integre com ERP ou sistema de RH para troca automatizada de dados.
      Insight: Integração reduz retrabalho e inconsistências de informação.
  2. Capacitação Contínua e EAD
    • Desenvolva conteúdo interno em plataforma EAD para treinamentos obrigatórios e reciclagens anuais.
    • Aplique simulações de cenários de emergência e registre participação.
      Insight: Acompanhamento assíncrono amplia alcance e flexibilidade.
  3. Auditorias Periódicas e KPI’s
    • Defina indicadores como taxa de incidentes, conformidade de inspeções e tempo de ação corretiva.
    • Realize auditorias internas e envolva líderes de área na elaboração de planos de ação.
      Insight: KPIs bem escolhidos norteiam melhorias e demonstram valor em apresentações executivas.

Dicas para Grandes Empresas

  1. Governança Corporativa de SST
    • Estruture um Comitê de SST com representantes de todas as unidades de negócio.
    • Estabeleça políticas globais e leve variações regionais conforme riscos locais.
      Insight: A governança fortalece o patrocínio executivo e facilita a alocação de recursos.
  2. Cultura de Prevenção e Comunicação
    • Invista em campanhas de comunicação interna, incluindo murais digitais, newsletters e “podcasts” sobre segurança.
    • Promova programas de reconhecimento para equipes e sugestões de melhoria.
      Insight: Engajamento contínuo converte normas em comportamento cotidiano.
  3. Análise Preditiva de Riscos
    • Aplique analytics e inteligência artificial para cruzar dados de incidentes, absenteísmo e manutenções, antecipando falhas críticas.
    • Use dashboards interativos para guiá-los tomadores de decisão em nível tático e estratégico.
      Insight: A predição de riscos permite alocação proativa de recursos antes de ocorrências.

Conclusão e Passos Finais

A conformidade com a NR-1 não é apenas um requisito legal, mas um investimento em eficiência, redução de custos com acidentes e valorização da marca. Independentemente do porte, toda empresa deve estabelecer uma política clara, mapear riscos, treinar continuamente e monitorar resultados. Dessa forma, cria-se uma cultura de SST sólida e sustentável.

Insight: Empresas com elevado padrão de SST atraem talentos, clientes e investidores.




Autor: Ricardo de FreitasAutor: Ricardo de Freitas


Ricardo de Freitas não é apenas o CEO e Jornalista do Portal Jornal Contábil, mas também possui uma sólida trajetória como principal executivo e consultor de grandes empresas de software no Brasil. Sua experiência no setor de tecnologia, adquirida até 2013, o proporcionou uma visão estratégica sobre as necessidades e desafios das empresas. Ainda em 2010, demonstrou sua expertise em comunicação e negócios ao lançar com sucesso o livro “A Revolução de Marketing para Empresas de Contabilidade”, uma obra que se tornou referência para o setor contábil em busca de novas abordagens de marketing e relacionamento com clientes. Sua liderança no Jornal Contábil, portanto, é enriquecida por uma compreensão multifacetada do mundo empresarial, unindo tecnologia, gestão e comunicação estratégica.


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O que as IAs dizem sobre você? A nova fronteira da reputação digital já começou – Jornal Contábil

Novas tecnologias vêm redefinindo a maneira como interagimos com a informação e construímos percepções online. De acordo com Renan Bulgueroni, CEO da Hawkz, empresa especializada em reputação digital no Brasil e Espanha, a forma como as reputações são construídas e percebidas na web vem passando por uma mudança importante, principalmente com a ascensão das inteligências artificiais generativas, assistentes de voz e mecanismos de busca cada vez mais inteligentes.

A reputação digital — antes limitada ao que aparecia nas primeiras páginas do Google — agora é processada, interpretada e entregue em tempo real por algoritmos conversacionais, diretamente em sua sala, no carro ou até no relógio.

“Essas tecnologias não apenas moldam a nossa percepção, mas respondem à essência do comportamento humano: buscar segurança, sentido e clareza nas relações. Se antes usávamos o Google como um oráculo moderno, hoje o oráculo responde em tempo real, com contexto e linguagem natural”, avalia Renan Bulgueroni.

A neurociência por trás do “dar um Google”

O que parece um costume moldado pela modernidade, na verdade — de acordo com o especialista — é um comportamento ancestral com raízes neurocientíficas. A busca por previsibilidade e segurança, aliada às facilidades das buscas digitais, se tornou um filtro essencial nas decisões pessoais e profissionais.

Diante da alta competitividade do mercado, os usuários buscam tomar decisões mais confiáveis, e a pesquisa ajuda a validar percepções e evitar surpresas, seja ao buscar um médico, um advogado, uma empresa ou pessoa com quem queria se relacionar. Todos querem estar certos de que estão escolhendo a melhor opção, e a reputação digital entra como uma ferramenta de confirmação.

“O LinkedIn, por exemplo, mostra o que o candidato quer exibir. Já o Google mostra tudo: processos judiciais, redes sociais, menções, reportagens. A busca se tornou parte essencial desta triagem para os RHs das empresas. Inclusive, esse comportamento se aplica também na vida social. Após conhecer alguém, é normal fazer uma busca rápida pelo nome da pessoa”, completa Bulgueroni.

Da digitação aos comandos de voz

Segundo uma previsão divulgada pela consultoria Gartner, até 2026, o uso dos buscadores tradicionais poderá ser reduzido em até 25%, sendo progressivamente substituídos por agentes com inteligência artificial, impulsionados por assistentes de voz e chatbots.

Segundo Renan, essa projeção deve ser interpretada com cautela, já que o impacto real dependerá do ritmo de adoção pelos usuários e da capacidade das grandes plataformas de reinventarem suas experiências de busca — como é o caso do Google, que já avança nesse caminho com o AI Overview, sistema que fornece respostas no primeiro resultado com base em IA generativa.

O novo ecossistema da reputação

Siri, Alexa e Google Assistente estão passando por uma reinvenção. Antes limitados, agora contam com integração com IAs generativas:

  • Siri está sendo reformulada com IA (projeto Apple Intelligence).
  • Alexa está sendo integrada com LLMs mais potentes, como Claude e modelos proprietários.
  • O Google Assistente já está em fusão com o Gemini.

Esse novo ecossistema se conecta da seguinte forma:

⦁ Comando de voz →
⦁ IA generativa →
⦁ Mecanismo de busca →
⦁ Resposta contextualizada

Esse é o novo fluxo:

⦁ O assistente de voz recebe o comando (ex: “Pesquisar sobre fulano”).
⦁ Ele ativa um modelo de IA (GPT-4, Gemini etc.).
⦁ O modelo busca em fontes da web (Google, Bing).
⦁ A IA interpreta e responde com base em contexto e relevância.

Após detalhar a nova dinâmica, o CEO indica que essas integrações mostram que, para garantir uma boa reputação digital, não basta “estar bem” no Google. É preciso gerenciar a sua presença online como um ativo estratégico — porque agora ela será lida e interpretada por algoritmos conversacionais, além de ser consultada em metabuscadores.

O esforço mínimo, a recompensa máxima

Do ponto de vista comportamental e neurocientífico, quanto menor o esforço para obter uma informação, maior a chance de o comportamento se repetir — é assim que os seres humanos criam o famoso hábito. Sendo assim, o comportamento automático foca exatamente nesta facilidade de buscar e encontrar informações sobre alguém.

“Se antes era preciso ir ao computador, depois ao celular, agora basta falar — e a resposta vem embalada em linguagem natural. A imagem de pessoas e empresas está sendo lida, interpretada e distribuída por robôs, em escala, com base no que eles encontram (ou não). A reputação não é apenas um reflexo de quem você é, e sim a percepção que os algoritmos têm sobre você”, finaliza ele.

Sobre Renan Bulgueroni

Renan Bulgueroni é CEO da Hawkz, empresa pioneira em reputação digital no Brasil. Especialista em neurociência do comportamento, gestão de crise e reputação digital, atua há mais de 20 anos com mecanismos de busca, marketing digital e empreendedorismo.

Sobre a Hawkz

A Hawkz é uma empresa brasileira pioneira na gestão e construção de reputação digital no Brasil. Fundada há mais de uma década por Renan Bulgueroni, a Hawkz atua na gestão de reputação, no posicionamento estratégico e na mitigação de crises digitais para empresas, executivos e personalidades públicas com atuação no Brasil e na Europa.

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Filme O Contador 2: Ele largou a Contabilidade pra virar apenas um justiceiro! – Jornal Contábil

Quando a profissão vira ação (e não é cálculo de IRPJ)

Sim, ele voltou! O homem, o mito… o ex-contador! Mas calma aí: o único lançamento que ele faz agora é de granada.

Depois do sucesso cult do primeiro filme, “O Contador” (2016), onde Ben Affleck interpretava um gênio da Contabilidade com TOC que cuidava de grandes empresas — e nas horas vagas, quebrava uns pescoços — muita gente da área contábil ficou animada com a ideia de um herói finalmente representar o glorioso mundo dos números, dos impostos e da legislação fiscal.

Mas em “O Contador 2”, a contabilidade foi oficialmente excluída do plano de contas.

📉 Cadê a contabilidade, meu querido?

Se no primeiro filme ainda vimos cenas de quadros brancos, planilhas imensas e um cara que dormia no chão mas sonhava com reconciliações fiscais, agora ele mal sabe diferenciar um ativo intangível de uma metralhadora .50.

É isso mesmo: o “Contador” virou apenas um justiceiro com nome fantasia de escritório contábil. Nenhuma planilha foi aberta. Nenhum SPED foi transmitido. Nenhuma DARF foi emitida com código errado.


🧾 Contadores indignados: “Isso aí não fecha nem no caixa da pipoca!”

As redes sociais da classe contábil reagiram como se fosse a malha fina da cultura pop.

“Cadê a luta contra o Fisco?”
“Quero ver ele conciliar extrato bancário do MEI em 2 horas no fechamento do mês!”
“Herói mesmo é quem fecha a folha de pagamento com sindicato batendo na porta.”

Um grupo de estudantes de Ciências Contábeis chegou a protocolar uma petição solicitando que a sequência se chamasse apenas “O Justiceiro 2 – Sem DRE”.


🤓 Algumas ideias para O Contador 3 – Agora Vai!

Caso os produtores queiram recuperar o prestígio da classe contábil, aqui vão algumas sugestões de roteiros realistas para o próximo filme:

  • O Contador vs. o Sistema do eSocial: o herói luta para enviar um arquivo XML gigantesco que sempre dá erro no S-1210.
  • O Lado Sombrio do Balanço: um suspense em que ativos sumiram misteriosamente — e ele precisa auditar uma multinacional corrupta.
  • O Código da Receita: um thriller jurídico em que o protagonista desvenda fraudes usando apenas um plano de contas e uma HP 12C.

🎓 Uma reflexão séria no meio do riso

Brincadeiras à parte, “O Contador 2” é um bom filme de ação, mas perdeu a chance de ser algo único: um blockbuster que valoriza a inteligência, a ética e o papel vital dos profissionais que sustentam o país com planilhas e normas fiscais.

Afinal, o contador é aquele que encara a complexidade do sistema tributário brasileiro sem fugir da batalha. E isso, convenhamos, exige muito mais coragem do que sair atirando por aí.


📊 Nosso parecer final

“O Contador 2” é bom para pipoca, mas decepciona quem esperava uma planilha emocional.
Fica aqui o recado para Hollywood: contador também é protagonista. Só precisa de um bom roteiro, uma calculadora científica e um CRM ativo.

Porque herói de verdade… manda e-mail com planilha, e ainda com validação cruzada.

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Autor: Ricardo de FreitasAutor: Ricardo de Freitas


Ricardo de Freitas não é apenas o CEO e Jornalista do Portal Jornal Contábil, mas também possui uma sólida trajetória como principal executivo e consultor de grandes empresas de software no Brasil. Sua experiência no setor de tecnologia, adquirida até 2013, o proporcionou uma visão estratégica sobre as necessidades e desafios das empresas. Ainda em 2010, demonstrou sua expertise em comunicação e negócios ao lançar com sucesso o livro “A Revolução de Marketing para Empresas de Contabilidade”, uma obra que se tornou referência para o setor contábil em busca de novas abordagens de marketing e relacionamento com clientes. Sua liderança no Jornal Contábil, portanto, é enriquecida por uma compreensão multifacetada do mundo empresarial, unindo tecnologia, gestão e comunicação estratégica.


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Contadores: Os Segredos que Seus Clientes Podem Esconder — O Caso Miley Cyrus – Jornal Contábil

A vida de uma estrela do pop pode ser cheia de glamour, mas também de desafios e, no caso de Miley Cyrus, de alguns segredos contábeis. A cantora, conhecida por sua honestidade, relembrou um período conturbado em meados de 2015, quando o consumo de drogas era uma realidade em seu dia a dia. O mais surpreendente? A necessidade de esconder esses gastos de sua própria contadora.

“As drogas eram meu maior gasto e eu escondia isso da minha contadora, chamava-as de ‘roupas vintage’”, confessou a artista em uma entrevista que jogou luz sobre os bastidores da sua vida financeira na época. Essa tática inusitada mostra o quão longe a cantora ia para manter as aparências e a complexidade de gerenciar uma vida dupla.


A Contadora Atenta: Como Identificar Informações Ocultas?

Para a contadora de Miley Cyrus, as turnês não traziam apenas shows lotados, mas também uma pilha de recibos curiosos. A profissional, sempre atenta aos detalhes, frequentemente se deparava com somas consideráveis destinadas a “roupas vintage”. E, como era de se esperar de uma boa contadora, as perguntas surgiam.

Miley recorda-se dos interrogatórios: “Toda vez que ela me via, ela perguntava: ‘Onde está aquela camiseta de US$ 15 mil que foi de John Lennon?’”. A artista, com a criatividade de quem vivia sob os holofotes, sempre tinha uma resposta pronta: “Eu respondia que estava guardada, que o tecido era delicado e que precisava tomar cuidado”. A história da “camiseta de John Lennon” virou uma anedota interna, um símbolo da tentativa de ocultar os gastos reais e a perspicácia da contadora em notar os desvios.

Este episódio serve como um alerta crucial para todos os contadores: nem sempre as informações fornecidas pelos clientes refletem a total verdade. A desconfiança da contadora de Miley, ainda que baseada em recibos aparentemente inocentes, demonstra o instinto apurado de um bom profissional em identificar padrões incomuns ou gastos desproporcionais.

Como o contador pode se proteger e identificar sinais de alerta?

  • Olhar Crítico para os Recibos: Vá além do óbvio. Gastos muito altos em categorias atípicas, ou volumes incomuns de despesas que não condizem com a atividade do cliente, devem levantar bandeiras vermelhas.
  • Perguntas Estratégicas: Como a contadora de Miley, faça perguntas diretas e específicas sobre os gastos. A forma como o cliente responde (hesitação, evasão, desculpas muito elaboradas) pode ser um indicativo.
  • Análise de Fluxo de Caixa: Compare os gastos com o fluxo de dinheiro do cliente. Despesas altas e constantes sem uma justificativa clara no negócio ou vida pessoal podem ser um sinal.
  • Conhecimento do Cliente (KYC – Know Your Customer): Entenda a fundo a atividade do seu cliente, seu estilo de vida (se for pessoa física), seus hábitos de consumo e seus objetivos. Isso ajuda a identificar inconsistências.
  • Padrões de Gasto: Utilize ferramentas e sua experiência para identificar padrões incomuns ao longo do tempo. Um aumento súbito e inexplicável em certas categorias de despesa merece investigação.
  • Comunicação Transparente: Incentive o cliente à honestidade desde o início. Deixe claro que seu papel é ajudar a evitar problemas fiscais e que a ocultação de informações só trará prejuízos a longo prazo.

A Virada de Chave: Superação e a Felicidade da Nova Fase

Felizmente, essa fase turbulenta ficou para trás. Nos últimos anos, Miley Cyrus tem sido vocal sobre sua sobriedade, afirmando publicamente que se distanciou das drogas e não tem vontade de retornar a elas. Ela compartilha um sentimento profundo de alívio por ter conseguido superar não apenas o vício, mas também o estilo de vida que o acompanhava.

“Sou tão feliz por ter sobrevivido àquela época da minha vida. Jamais encorajaria alguém a pegar tão pesado, mas, pelo fato de ter superado, me sinto feliz por ter tido a chance de fazer isso”, analisou a artista. Essa perspectiva de resiliência e gratidão por ter atravessado um período tão desafiador ressoa com muitos que lutam contra vícios ou enfrentam momentos difíceis. A honestidade de Miley em compartilhar essa parte de sua jornada reforça a importância da transparência, mesmo que ela tenha demorado a chegar aos ouvidos da sua contadora.

Para os contadores, o caso de Miley Cyrus é um lembrete vívido da necessidade de vigilância constante e da importância de uma comunicação aberta com seus clientes, mesmo diante das situações mais delicadas.

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Autor: Ricardo de FreitasAutor: Ricardo de Freitas


Ricardo de Freitas não é apenas o CEO e Jornalista do Portal Jornal Contábil, mas também possui uma sólida trajetória como principal executivo e consultor de grandes empresas de software no Brasil. Sua experiência no setor de tecnologia, adquirida até 2013, o proporcionou uma visão estratégica sobre as necessidades e desafios das empresas. Ainda em 2010, demonstrou sua expertise em comunicação e negócios ao lançar com sucesso o livro “A Revolução de Marketing para Empresas de Contabilidade”, uma obra que se tornou referência para o setor contábil em busca de novas abordagens de marketing e relacionamento com clientes. Sua liderança no Jornal Contábil, portanto, é enriquecida por uma compreensão multifacetada do mundo empresarial, unindo tecnologia, gestão e comunicação estratégica.


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Assistiu O Contador? Conheça outros 3 filmes que também retratam o universo das finanças – Jornal Contábil

O filme O Contador voltou a ser muito comentado após o lançamento da continuação, agora já disponível através da Prime Video. E se você foi um dos que se surpreenderam com a história, separamos outras vezes em que o cinema explorou esse universo das finanças.

Selecionamos três filmes que, assim como O Contador, conseguem transformar temas técnicos como balanços contábeis, fraudes fiscais e crises financeiras em narrativas envolventes e cheias de reviravoltas. Confira:

1. A Grande Aposta (The Big Short, 2015)

Baseado em fatos reais, o filme dirigido por Adam McKay mostra como um grupo de investidores identificou, com antecedência, os sinais de colapso do mercado imobiliário dos Estados Unidos, que resultou na crise financeira de 2008.

Com um linguajar acessível e até recursos criativos para explicar conceitos econômicos complexos, A Grande Aposta é praticamente uma aula de contabilidade e mercado financeiro, com um elenco de peso, incluindo Christian Bale, Steve Carell, Ryan Gosling e Brad Pitt.

2. O Lobo de Wall Street (2013)

Apesar de tratar a contabilidade de forma mais “desviada”, este filme é um exemplo claro de como números podem ser manipulados para enganar investidores, órgãos reguladores e o próprio sistema financeiro.

Dirigido por Martin Scorsese e estrelado por Leonardo DiCaprio, O Lobo de Wall Street conta a história real de Jordan Belfort, um corretor da bolsa que construiu (e destruiu) seu império por meio de fraudes contábeis e corrupção.

3. O Mago das Mentiras (2017)

Este drama biográfico conta a história de Bernie Madoff, criador de um dos maiores esquemas financeiros já registrado. Ao longo de décadas, ele forjou balanços, enganou órgãos reguladores e auditou suas próprias empresas para manter uma fraude de mais de 60 bilhões de dólares.

Estrelado por Robert De Niro, o filme mostra os bastidores de como a contabilidade pode ser usada tanto como ferramenta de confiança quanto de destruição dependendo de quem a manipula.

Por que esses filmes chamam tanto a atenção?

A contabilidade pode até parecer um tema técnico demais para o cinema, mas quando associada a investigações, fraudes bilionárias e decisões que afetam a economia global, se transforma em um prato cheio para roteiros intensos e inteligentes.

Além disso, esses filmes mostram o papel fundamental que os profissionais da área exercem na manutenção da ética, da transparência e da justiça econômica. Em tempos de crise ou escândalos, são os contadores e auditores que ajudam a montar o quebra-cabeça.

Se você gostou de O Contador, vale a pena explorar essas outras produções. São histórias que mostram como, no mundo real e na ficção, os números podem esconder muito mais do que simples contas, podem revelar a verdade.

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Golpes Usam Nome do eSocial para Roubar Seus Dados! Saiba Como Se Proteger – Jornal Contábil

Empregadores de todo o Brasil estão recebendo e-mails falsos que se passam pelo eSocial para aplicar golpes. Essas mensagens criminosas tentam enganar empresas, gerentes de RH e contadores, informando sobre supostas “pendências de atualização cadastral urgente” e ameaçando suspender benefícios de trabalhadores se não houver regularização imediata.

Essa prática já foi confirmada como crime por órgãos oficiais como a Receita Federal, o Ministério do Trabalho e Emprego e o INSS. O objetivo dos golpistas é explorar o medo da perda de direitos e a urgência para que as vítimas cliquem em links maliciosos ou baixem arquivos perigosos.


Como Funciona o Golpe do eSocial?

Os criminosos são bastante sofisticados:

  • Aparência Institucional: Os e-mails são muito parecidos com comunicações oficiais, usando logotipos do governo, uma linguagem formal e remetentes que imitam órgãos verdadeiros.
  • Mensagens Alarmistas: O texto fala de “pendências urgentes” e ameaça consequências graves, como suspensão de benefícios e multas, caso a “regularização” não seja feita logo.
  • Armadilha Digital: Para “resolver” o problema, o e-mail apresenta links suspeitos e, em alguns casos, arquivos anexados.

Essa técnica é conhecida como phishing. É um tipo de “engenharia social” que busca roubar seus dados mais sensíveis, como senhas de acesso, informações bancárias e dados cadastrais de empresas e funcionários.

🤔 Para Refletir: Você consegue identificar um e-mail falso só de olhar o remetente? Quais detalhes você costuma checar?


Quais os Riscos para Empresas e Trabalhadores?

Clicar nesses links ou baixar os anexos pode ter consequências desastrosas:

  • Para a Empresa: Risco de instalar softwares espiões (malwares), roubo de dados financeiros, vazamento de informações sigilosas e comprometimento total da segurança dos sistemas.
  • Para os Trabalhadores: Se dados pessoais como CPF, PIS/PASEP, salários ou vínculos empregatícios forem acessados, os criminosos podem cometer fraudes em benefícios previdenciários ou fazer empréstimos em nome dos funcionários.

Canais Oficiais: Onde o eSocial se Comunica de Verdade?

Receita Federal, Ministério do Trabalho e Emprego e INSS são claros: eles NÃO enviam e-mails com notificações ou pedidos de atualização do eSocial.

As comunicações e orientações oficiais são feitas apenas pelos canais institucionais seguros:

  • eCAC (Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal)
  • DET (Domicílio Eletrônico Trabalhista, do Ministério do Trabalho e Emprego)
  • Meu INSS (plataforma oficial de serviços previdenciários)

Sempre use exclusivamente esses meios para consultar pendências ou qualquer notificação para garantir a autenticidade da informação.

💡 Destaque Rápido: O eSocial nunca pede pagamentos diretos por e-mail, nem envia boletos. Guias como o DAE são geradas dentro do próprio sistema oficial!


Como Se Proteger e Evitar Cair no Golpe do eSocial:

Especialistas em segurança da informação e autoridades dão as seguintes orientações para empregadores e contadores:

  • Desconfie sempre: Mensagens que usam tom alarmista, muita urgência ou ameaças de suspensão de benefícios são um grande sinal de alerta.
  • NUNCA clique ou abra: Jamais clique em links ou abra anexos de e-mails que peçam atualizações cadastrais ou pagamentos inesperados, mesmo que pareçam ser de órgãos oficiais.
  • Verifique o Remetente: Olhe o endereço de e-mail com extrema atenção. Pequenos erros de digitação (ex: [email protected] em vez de .gov.br) ou endereços estranhos indicam fraude.
  • Use os Canais Oficiais: Para qualquer dúvida ou para verificar notificações, acesse diretamente o eCAC, DET ou Meu INSS. Não use links enviados por e-mail.
  • Mantenha Seus Sistemas Seguros: Atualize sempre o antivírus, firewall e o sistema operacional das máquinas da empresa.

Fui Vítima, E Agora? Ações Imediatas!

Se você percebeu que caiu no golpe, aja rapidamente:

  1. Interrompa tudo: Cancele qualquer acesso ou pagamento iniciado por meio do e-mail fraudulento.
  2. Alerte a TI: Notifique a equipe de TI da sua empresa para que avaliem os sistemas e contenham os danos.
  3. Faça um Boletim de Ocorrência (BO): Registre o incidente na delegacia local ou, se possível, na delegacia de crimes cibernéticos.
  4. Comunique os Órgãos Oficiais: Avise a Receita Federal e o Ministério do Trabalho, especialmente se você forneceu dados cadastrais.
  5. Troque Todas as Senhas: Altere imediatamente as senhas e credenciais de acesso a todos os sistemas internos e governamentais.

O Crescimento dos Golpes Digitais no Ambiente Corporativo

Os dados do CERT.br (Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil) são alarmantes: o número de tentativas de phishing cresceu 26% em 2024. Golpes que usam nomes de plataformas do governo, como o eSocial, são cada vez mais comuns porque exploram a confiança nas instituições.

Apesar da digitalização das obrigações fiscais e trabalhistas trazer muitos benefícios, ela também abriu um novo campo de atuação para criminosos. Empresas contábeis, escritórios de folha de pagamento e empregadores de todos os portes se tornam alvos frequentes.

Histórico de Golpes com o eSocial:

Desde sua implementação em 2018, o eSocial já foi usado em diversas fraudes, como:

  • Envio de boletos falsos cobrando “taxas de adesão”.
  • Mensagens de “urgência na retificação de eventos”.
  • Solicitações de pagamento para “regularizar CPF de empregados”.

As autoridades reforçam: o eSocial NÃO exige pagamentos diretos nem envia boletos por e-mail.


A Contabilidade como Escudo: Conscientização e Atenção Redobrada

Profissionais de contabilidade têm um papel fundamental na orientação de seus clientes. Além de estarem atualizados sobre as leis, precisam ser disseminadores de boas práticas de segurança da informação. Campanhas educativas e o treinamento de equipes de RH e financeiro são cruciais para reduzir riscos.

Como diz o especialista em segurança cibernética Paulo Silveira: “Os criminosos exploram o desconhecimento e a ansiedade gerada pela complexidade das obrigações fiscais e trabalhistas. Por isso, a informação clara é a principal arma preventiva.”

Atenção especial aos períodos de entrega de obrigações! É nesses momentos (como envio da DCTFWeb, fechamento da folha) que o volume de tentativas de fraude costuma disparar, segundo o Serpro.

Mantenha-se informado, adote procedimentos rigorosos de conferência e use sempre os canais oficiais (eCAC, DET, Meu INSS). Em caso de dúvida, consulte seu contador de confiança ou a Receita Federal. A segurança digital é uma responsabilidade de todos!

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Trojans bancários no Brasil: Kaspersky revela mais de 1.6 milhão de tentativas de ataque em 2024 – Jornal Contábil

De acordo com o Panorama de Ameaças da Kaspersky, o Brasil se tornou o epicentro de ataques de trojans bancários na América Latina, com um aumento alarmante de 87% nas infecções no espaço de um ano – entre julho de 2023 e julho de 2024. No período, foram bloqueados mais de 1,6 milhão de ataques: 4.616 tentativas por dia. O país concentra, sozinho, metade de todas as infecções registradas na região, também dominando o cenário de desenvolvimento dessas ameaças: 13 das 18 principais famílias têm origem brasileira.
 

Levando em consideração os ataques de trojan bancários no país, o Trojan-Banker.Win32.Banbra lidera as infecções, representando 13.71% do total de ataques. Esta família é conhecida por sua capacidade de interceptar transações bancárias online e redirecionar fundos para contas controladas pelos criminosos. Muitas vezes, utiliza técnicas para capturar as teclas digitadas pelas vítimas, incluindo senhas e dados de cartão.
 

Em toda a América Latina, considerando também os ataques de demais famílias, a situação segue preocupante. De julho de 2023 a julho de 2024, a Kaspersky detectou e bloqueou mais de 3,3 milhões de ataques de trojans bancários, um aumento de 28% em comparação com o período anterior. Isso representa uma média de 9.234 ataques por dia.
 

Trojan Grandoreiro

A família prevalente na América Latina é o Trojan-Banker.Win32.Grandoreiro, responsável por 16,83% das infecções. As telemetrias globais colocam o malware na 6ª posição global – sendo responsável por 5% de todas as tentativas de ataque bloqueadas pela empresa de segurança ao redor do mundo. No total, o trojan foi responsável por 150 mil detecções entre janeiro e outubro de 2024, sendo os principais países afetados o Brasil (56 mil bloqueios), México (51 mil), Espanha (11mil), Argentina (6,4mil) e Peru (4,4mil).
 

A Polícia Federal, em uma operação coordenada com a Interpol e outros agentes internacionais em março de 2024, prendeu cinco indivíduos responsáveis pelo trojan. No entanto, a Kaspersky revelou que as atividades não foram encerradas e duas novas versões já foram encontradas desde então.
 

Para realizar as infecções, o grupo, que é ativo desde 2016, utiliza mensagens falsas massivas e técnica de engenharia social para enganar as vítimas e instalar o trojan. Uma vez infectado, dados sigilosos – especialmente bancários – são roubados. Seguindo um modelo de negócios de malware como serviço (MaaS), o Grandoreiro permitia que outros cibercriminosos comprassem seu trojan para realizar fraudes financeiras em outros países.
 

O aumento significativo de trojans bancários, tanto no Brasil quanto na América Latina, com o Brasil liderando o desenvolvimento dessas ameaças, reflete a sofisticação crescente dos cibercriminosos“, comenta Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina. “Usuários e instituições financeiras precisam estar vigilantes e adotar as melhores práticas de segurança para se protegerem dessas ameaças, especialmente quando falamos de famílias como Banbra e Grandoreiro.”

Para evitar ataques por trojan bancários, a Kaspersky recomenda:

  • Desconfie de links e anexos em emails e mensagens: Verifique sempre a autenticidade do remetente antes de clicar em qualquer link ou abrir anexos.
  • Mantenha o software atualizado: As atualizações de segurança corrigem vulnerabilidades que podem ser exploradas por cibercriminosos.
  • Utilize senhas fortes e únicas: Evite usar a mesma senha para diferentes contas.
  • Instale uma solução de segurança robusta: Um antivírus confiável pode detectar e bloquear ameaças como trojans bancários.
  • Educação digital contínua: Mantenha-se informado sobre as últimas ameaças e as melhores práticas de segurança online.

Para mais informações de cibersegurança, visite o blog da Kaspersky.
 

Sobre a Kaspersky

A Kaspersky é uma empresa global de cibersegurança e privacidade digital fundada em 1997. Com mais de um bilhão de dispositivos protegidos contra ciberameaças emergentes e ataques direcionados, seu profundo conhecimento do panorama de inteligência de ameaças e a sua experiência em segurança estão constantemente se transformando em soluções e serviços inovadores para proteger empresas, infraestruturas críticas, governos e pessoas em todo o mundo. O portfólio abrangente de segurança da empresa inclui proteção líder para endpoint, produtos e serviços de segurança especializados, bem como soluções de Ciberimunidade para combater ameaças digitais sofisticadas e em evolução. Ajudamos mais de 200.000 clientes corporativos a proteger o que lhes é mais importante. Mais informações no site.

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Além do Campo: Conheça 10 Receitas Inusitadas que Clubes de Futebol Já Tiveram! – Jornal Contábil

Quando pensamos nas fontes de receita de um clube de futebol, logo vêm à mente venda de ingressos, direitos de transmissão, patrocínios e venda de jogadores. No entanto, a necessidade de diversificar os ganhos levou alguns clubes a caminhos bastante curiosos e, por vezes, surpreendentes. Da hotelaria à produção de energia, confira 10 receitas inusitadas que mostram a criatividade (e a ousadia) dos clubes de futebol para encher os cofres:

1. Venda de Terrenos Lunares (e Imóveis Terrestres com Vistas Inesperadas) – Real Valladolid (Espanha)

Em 2019, o Real Valladolid, então presidido por Ronaldo Fenômeno, surpreendeu ao anunciar um acordo com a empresa Lunar Embassy para vender lotes de terreno na Lua. Embora a validade legal da posse lunar seja questionável, a iniciativa gerou mídia e um fluxo de caixa peculiar. Além disso, o próprio Valladolid, asim como outros clubes, lucrou também com a venda de imóveis com “vistas privilegiadas” para seu estádio, mesmo que a vista fosse, literalmente, para as arquibancadas ou para a estrutura do estádio.

2. Parque Temático – Juventus (Itália)

A Juventus, um dos maiores clubes da Itália, foi além da loja oficial e inaugurou o J-Village, um complexo que inclui um hotel, centro de treinamento, escola internacional e, notavelmente, um parque temático focado na história e nos símbolos do clube. O “Juventus Museum” e outras atrações visam atrair torcedores e turistas, gerando receita através de ingressos e produtos relacionados.

3. Concessão de Linhas de Ônibus – Club América (México)

Nos anos 70, o gigante mexicano Club América teve uma fonte de receita bastante peculiar: a concessão de algumas linhas de ônibus na Cidade do México. Embora não seja uma atividade diretamente ligada ao futebol, a família Azcárraga, então proprietária do clube e de um império midiático, utilizou essa diversificação para fortalecer as finanças do clube, provando que o fluxo de passageiros também podia ser um gol.

4. Produção de Energia Renovável – FC St. Pauli (Alemanha)

Conhecido por sua postura social e ambiental, o FC St. Pauli, da Alemanha, investiu na produção de energia renovável. O telhado do seu estádio, o Millerntor-Stadion, foi equipado com painéis solares, e o clube vende o excedente de energia gerada para a rede elétrica local. Uma forma sustentável e inovadora de gerar receita, alinhada aos valores do clube.

5. Funeral Home – Boca Juniors (Argentina)

Uma das receitas mais surpreendentes vem do Boca Juniors, da Argentina. O clube mantém uma casa funerária que oferece serviços aos seus sócios. Mais do que um negócio, é um serviço social que estreita os laços com a comunidade xeneize, garantindo que, mesmo na despedida, os torcedores permaneçam “conectados” ao seu clube do coração.

6. Produtos Financeiros – Barcelona (Espanha)

O FC Barcelona, em sua busca por novas fontes de receita, chegou a oferecer diversos produtos financeiros aos seus torcedores, como cartões de crédito personalizados. A ideia era capitalizar sobre a paixão dos fãs, transformando-os em clientes de serviços bancários e gerando receita através de taxas e juros.

7. Venda de Cerveja Artesanal – Millwall FC (Inglaterra)

O Millwall FC, clube inglês com uma torcida apaixonada e, por vezes, notória, entrou no mercado de cervejas artesanais. Lançando sua própria marca, a “Millwall Bitter”, o clube não apenas diversifica suas fontes de receita através da venda nos bares do estádio e em estabelecimentos locais, mas também cria um produto que fortalece a identidade e o senso de comunidade entre seus torcedores.

8. Clínicas Médicas e Serviços de Saúde – Schalke 04 (Alemanha)

O Schalke 04, da Alemanha, foi um dos pioneiros em expandir seus serviços para além do futebol. O clube inaugurou clínicas médicas e centros de reabilitação que oferecem serviços de saúde ao público em geral. Utilizando infraestrutura de ponta e expertise na área de fisioterapia e medicina esportiva, o Schalke transformou seu centro de performance em uma fonte de receita.

9. Agência de Viagens – Manchester United (Inglaterra)

Gigantes como o Manchester United, com uma base global de torcedores, criaram suas próprias agências de viagens. Estas agências organizam pacotes completos para jogos, incluindo passagens aéreas, hospedagem e ingressos, facilitando a vida dos fãs de outros países que querem ver o time em ação. Além de gerar receita, é uma forma de fidelizar e aproximar os torcedores distantes.

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10. Escola de Idiomas e Cursos Profissionalizantes – Fluminense (Brasil)

No Brasil, o Fluminense teve uma iniciativa interessante ao investir em escolas de idiomas e cursos profissionalizantes em suas dependências. A ideia era utilizar a marca do clube para atrair alunos e oferecer educação de qualidade, gerando uma nova fonte de receita e contribuindo socialmente com a comunidade ao redor do clube.

Os exemplos apresentados demonstram que, para além da glória nos gramados, a saúde financeira de um clube de futebol depende cada vez mais de uma visão empresarial arrojada e diversificada. Em um cenário onde os custos operacionais são altíssimos e a concorrência por talentos é global, depender apenas das fontes de receita tradicionais é um risco.

Por Lucas de Sá Pereira, contador https://contadorlucaspereira.shop/, e colunista do Jornal Contábil e criador do Instagram @contadorlucaspereira

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