A Secretaria da Fazenda e Planejamento do estado de São Paulo (Sefaz-SP) anunciou na segunda-feira, dia 25, o afastamento de seis auditores fiscais da Receita Estadual.
A medida é um desdobramento da Operação Ícaro, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que investiga um grande esquema de corrupção e desvio de verbas públicas.
A ação segue a abertura de sete processos administrativos disciplinares na última sexta-feira (22). Os novos afastamentos se somam à exoneração de Arthur Gomes da Silva, auditor que, segundo as investigações, é um dos principais nomes envolvidos na fraude.
A Operação Ícaro apura um esquema que pode ter desviado ao menos R$ 1 bilhão dos cofres públicos paulistas. Entre os alvos da investigação está o empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, que chegou a ser preso e depois liberado.
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O que diz o Governo de São Paulo
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se manifestou sobre o caso. Em nota oficial, ele garantiu que a gestão estadual está colaborando com todas as investigações do Ministério Público.
“Em São Paulo, não haverá espaço para a impunidade”, declarou Tarcísio. “Determinamos o afastamento dos servidores e estamos colaborando com todas as investigações. A punição vai ser rigorosa em todas as esferas para garantir que cada centavo retorne aos cofres públicos. Não vamos tolerar desvio de conduta.”
O governo também informou que um grupo de trabalho foi criado no dia 15 de agosto para revisar as regras de conformidade e reestruturar os processos de ressarcimento de impostos.
O objetivo é reforçar a integridade e a transparência, utilizando novas tecnologias e cruzamento automatizado de dados para evitar novas fraudes.
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